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  • Flaviana Aoki é reconhecida como Mulher Perfil, pela Câmara Municipal de Castanhal

    A empresária e Diretora Comercial da empresa associada Formatus Engenharia, Flaviana Massami Aoki, foi reconhecida com o título “Mulher Perfil 2024”, pela Câmara Municipal do Município de Castanhal no dia, em celebração alusiva ao Dia Internacional da Mulher, que ocorreu neste 07 de março, no Plenário Manoel Carneiro Pinto Filho. Para o Sinduscon-PA, ter em seu quadro associativo, mulheres que cooperam com a crescente representatividade e excelência no setor da construção civil é motivo de orgulho e inspiração. Nessa entrevista, Flaviana explica mais sobre a premiação e o seu significado: 1.Como você se sente sendo contemplada com este título de honra entregue pela Prefeitura de Castanhal? Estou profundamente emocionada e honrada por ser reconhecida com este título de honra entregue pela Prefeitura de Castanhal. É uma verdadeira validação do meu trabalho e um incentivo para continuar contribuindo para a comunidade. 2.A presença feminina na Indústria da Construção está crescendo e, no Pará, é notória a mudança do cenário que, historicamente, é majoritariamente masculino. Para você, o que lhe inspirou a ser uma mulher na indústria da construção? A mudança do cenário na Indústria da Construção é fascinante, especialmente no Pará. O que me inspirou a ser uma mulher neste setor foi a vontade de desafiar estereótipos e contribuir para a igualdade de gênero. Acredito que as mulheres têm um papel crucial a desempenhar na construção e estou comprometida em ser parte dessa mudança. 3.Nesta data que celebra a força feminina e suas trajetórias, o que você diria para inspirar mais mulheres a seguirem este caminho? Para inspirar mais mulheres a seguirem este caminho, eu diria que é essencial acreditar em si mesmas e em seu potencial. Encorajo-as a buscar oportunidades de capacitação, a se conectarem com outras mulheres na indústria e a nunca desistirem, mesmo diante de desafios. Cada mulher tem uma história única para contar e um papel importante a desempenhar na construção de um futuro mais inclusivo e diversificado. Flaviana é empresária e está à frente da Diretoria Comercial da Formatura Engenharia há 9 anos. Dentro do Sinduscon-PA, além de associada, a empresária compõe o quadro diretório e está na posição de Conselheira de Ética.

  • Representantes do Sinduscon-PA participam da reunião de Abertura da Semana “#BotaPraAndar” do Ministro das cidades, Jader Filho

    Na tarde desta segunda-feira, 11, o Ministro das Cidades, Jader Filho, reuniu com autoridades para a abertura da semana “#BotaPraAndar”, que apresentou diagnósticos e soluções para as obras paralisadas do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. A diretoria do Sinduscon-PA, associadas da entidade e demais convidados participaram do debate que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Pará (FIEPA). O encontro é uma parceria entre o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e as prefeituras municipais. A proposta é que durante a semana, haja reuniões presenciais entre as áreas técnicas e as prefeituras para revisar diagnósticos e pendências existentes nos empreendimentos e, de forma conjunta, definir compromissos, pactuando prazos para a resolução das pendências existentes. O Pará foi escolhido como primeiro Estado a receber a iniciativa por se tratar da unidade federativa com maior número de empreendimentos com pendências técnicas e paralisações. Lançado em Belém o “#BotaPraAndar” ainda deve percorrer outros estados brasileiros. O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, comenta que o caminho para solução está posto, e que a junção de esforços de todos os setores é essencial. “Nós temos muito o que registrar e reconhecer o esforço do Ministério das Cidades na figura do nosso ministro Jader Filho, na capacidade dele e da sensibilidade em trazer um assunto muito complicado e que precisa de um trabalho coletivo. Entender que há um componente humano, acima de tudo, em famílias que ficaram frustradas por empreendimentos não concluídos. Abdicar desta realidade que hoje está posta, entendendo que com o diálogo, com o máximo de interação, seja nos municípios, seja o Estado, seja o Ministério, seja até mesmo o Poder Judiciário, nesta conjunção perfeita para um assunto muito difícil e sensível. Então nós, da iniciativa privada, a Federação das Indústrias do Estado do Pará, o Sindicato da Indústria da Constituição, estamos neste projeto para que nós consigamos reverter. E ao reverter, certamente, colheremos ali adiante os bons frutos, que é a conclusão, a entrega e a efetiva entrega do sonho da casa própria a dezenas de milhares de pessoas que anseiam por isso” falou o presidente da Fiepa. Segundo o diretor de Habitação e Interesse Social, Ubirajara Marques, a retomada das obras paralisadas do minha casa minha vida no Estado é urgente devido ao déficit habitacional que o Pará enfrenta. “Nós nos comprometemos a ajudar, como empresários do setor e como Sindicato, a regularizar essa situação e toda conjuntura que envolve a retomada das obras. São obras complexas, grandes, técnicas e que precisam do apoio de várias entidades, inclusive das muitas autoridades que estão aqui hoje, como prefeitos e o Governo do Estado, acredito que esse seja um passo muito importante para promoção de moradias dignas” falou Ubirajara. Solucionar as pendências das obras no Brasil é uma prioridade e compromisso do Ministro, Jader Filho, observando os critérios técnicos, econômicos e jurídicos. Uma junção de esforços coordenado pelo Ministério das Cidades, agentes financeiros, poderes públicos municipal e estadual e o Poder Judiciário. No Pará, o Sinduscon-PA é peça fundamental para cooperar na retomada e avanço dessas obras. O Sindicato que conta com mais de 70 empresas, do segmento da indústria da construção, em sua associação, está trabalhando ativamente para ser um mediador e incentivador de ações que aceleram a produtividade técnica e promovam a garantia de moradia digna à população paraense.

  • IBGE e SINDUSCON firmam parceria em prol de melhoria na coleta das pesquisas da indústria da Construção no Pará

    Representantes da Superintendência do IBGE no Pará (SES/PA), participaram de reunião no Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (SINDUSCON/PA), no dia 28 de fevereiro de 2024, com o objetivo de firmar parceria para melhorar a qualidade da coleta das pesquisas por empresas da indústria da construção no Pará. Representaram o IBGE o superintendente Rony Cordeiro, o supervisor da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), Enilson Sardinha, a Assessora Técnica Administrativa da SES/PA, Bárbara Padilha Martins e, a Coordenadora de Divulgação, Norma Bentes. Pelo SINDUSCON, estava o Presidente, Fabrizio de Almeida Gonçalves O superintendente do IBGE no Pará, Rony Cordeiro, destacou que as pesquisas por empresa são realizadas anualmente em todo o Brasil, para caracterizar a estrutura econômica dos setores da indústria, construção civil, comércio e serviços no país, avaliando suas transformações, ao longo do tempo e, assim contribuir para subsidiar a formulação de políticas por entes públicos e a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e sociedade em geral. No período pós pandemia a coleta de dados das pesquisas por empresas vem enfrentando dificuldades, pois parte significativa dos informantes tem atrasado ou não fornecido os dados para IBGE. Essa situação pode impactar nos resultados das pesquisas, comprometendo o retrato atualizado dessas atividades econômicas no Pará, e neste caso específico, o da indústria da construção. Assim, a iniciativa de buscar apoio com instituições de classe e organizações empresariais atuantes nesses setores da economia visa sensibilizar sobre a importância das pesquisas por empresa, através da divulgação dos seus resultados, do calendário da pesquisa e de como acessar os questionários eletrônicos. Outro objetivo da parceria é a participação do segmento da construção no evento de divulgação dos resultados das pesquisas por empresa, que ocorrerá no dia 11 de Abril/2024, no auditório Albano Franco, da FIEPA, e, terá como público-alvo os segmentos empresariais pesquisados (indústria, construção, comércio e serviços), profissionais de contabilidade, organizações e associações empresariais, instituições de pesquisa, acadêmicos e sociedade em geral. O Presidente do SINDUSCON, Fabrizio de Almeida Gonçalves, foi receptivo à parceria, colocando a instituição à disposição para divulgar as informações sobre a pesquisa e a coleta de dados e, também no apoio à realização do evento no mês de abril. Além disso, disponibilizou a publicação de uma matéria sobre a visita e a parceria com o IBGE SES/PA no site do SINDUSCON, a participação na próxima assembleia no Sindicato que ocorrerá no mês de março/24, para uma abordagem sobre a pesquisa e o evento, além das redes sociais para dar publicidade a realização das pesquisas junto aos seus filiados. Texto: Assessoria IBGE

  • Sinduscon Pará comemora 82 anos de atividade

    O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará completou 82 anos nesta segunda-feira, 26. Em celebração, a entidade comemorou este marco ao lado da sua diretoria, representantes de empresas associadas e parceiros. Na ocasião, o Presidente do Sistema FIEPA e Conselheiro Consultivo do Sinduscon-PA, Alex Carvalho, o qual já presidiu este sindicato, esteve presente para prestigiar a programação. Em entrevista, o Presidente Alex expressou seu sentimento de satisfação pelos anos em que esteve à frente da entidade, e destacou que o sindicato é motivo de orgulho. “O setor da construção civil está muito bem representado no Estado do Pará. Hoje o Sinduscon é sinônimo de boas práticas e de credibilidade pela construção civil do nosso estado”, relatou Alex. O Presidente do Sinduscon-PA, Fabrizio Gonçalves, enfatizou que o sindicato é fruto do trabalho assíduo de todos e destacou que tanto empenho e sucesso é graças ao legado de todos os profissionais que presidiram a entidade. “Venho agradecer a todos os presidentes que já passaram por essa casa e, deixaram a contribuição do seu trabalho, e a todos os associados também. Essa união é muito importante para o setor da construção civil, para que possamos crescer cada vez mais e ter muitos anos para comemorar a frente do crescimento do nosso setor dentro do Estado do Pará”, disse Fabrizio. A gestora do Sindicato, Eliana Veloso, relatou sua relação com a entidade e destacou que o sindicato é extremamente democrático e cumpre os princípios associativistas. “Aqui no Sinduscon-PA, o profissional tem toda a oportunidade de crescer com respeito, ter todas as suas iniciativas valorizadas e isso nos causa um profundo orgulho e uma imensa realização”, afirmou Eliana. O Presidente do Sinduscon Jovem, Arthur Couceiro, também esteve presente na celebração e, enfatizou a relevância da atuação do Sindicato. “Acho que todo mundo sabe que a Entidade é super importante para a Indústria da Construção Civil. cada ano que passa podemos observar o crescimento do associativismo entre todas as empresas que aqui participam. Cada ano a gente vem melhorando e contribuindo cada vez mais para a Indústria da Construção Civil”, enfatizou Arthur. Na ocasião, o presidente Fabrizio agradeceu a presença de todos e, como forma de prestígio, entregou aos convidados um pin comemorativo, símbolo de uma gestão participativa e que valoriza a parceria, empenho e colaboração de todos que compõem este Sindicato. Sinduscon-PA 82 anos, unidos pela construção do futuro.

  • Transação econômica na Amazônia exige atenção aos desafios locais

    As atuais discussões sobre a Amazônia não estão envolvendo apenas a necessidade de preservação e reconstrução da floresta. Para além disso, a transição econômica na região também tem sido alvo de grandes debates, inclusive internacionais, por haver o entendimento de que o atual modelo de produção de renda do bioma é um dos principais motivadores da crise ambiental existente na área. Porém, as alternativas quanto às melhores formas de seguir adiante com o projeto dividem opiniões nos segmentos da economia local e de pesquisadores do assunto. No Pará, a preocupação dos setores responsáveis por fazer girar a economia é alavancar a infraestrutura adequada para que a transição econômica beneficie a todos. Potencial para isso o território possui. Pesquisas realizadas pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea), da Universidade Federal do Pará (UFPA), apontam que a capacidade paraense em converter o padrão financeiro é grande e capaz de injetar, como já está fazendo, mais de R$ 11 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional somente com o uso dos treze principais produtos encontrados na floresta – como o açaí. Segundo a pesquisa “Changes in the Global Value of Ecosystem Services”, a floresta amazônica preservada por meio da bioeconomia pode movimentar até R$ 7 trilhões por ano (Foto: Mariana Almeida/Cabron Studios) Em 2021, ano do cálculo mais recente do PIB, o Pará teve 2,9% de participação na economia do Brasil, chegando a alcançar R$ 262,9 bilhões. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Norte, o total da contribuição foi de R$ 564,064 bilhões e o Pará foi responsável por 46,2% desse valor, mantendo, com isso, a 1ª colocação na região. O município de Parauapebas, no sudeste paraense, é o que detém o maior PIB. Quanto aos setores com mais participação no cenário econômico, serviços, indústria, administração pública e agropecuária são destaques. E os números podem ser melhorados. Segundo a pesquisa “Changes in the Global Value of Ecosystem Services”, a floresta amazônica preservada por meio da bioeconomia pode movimentar até R$ 7 trilhões por ano. No Pará, o estudo “Bioeconomia da Sociobiodiversidade” estimou um potencial de crescimento das cadeias de valor que podem gerar R$ 170 bilhões até 2040. Esses levantamentos constam em um plano de ação do estado, que também dispõe de diretrizes necessárias para alcançar as metas, entre elas o investimento em pesquisas e infraestrutura. Meio ambiente deve estar em destaque O conceito de transição econômica pode ser entendido como a transformação de um modelo que valoriza mais os padrões mecânicos e químicos dos processos para um que coloca o meio ambiente em destaque. O professor doutor Francisco de Assis, pesquisador do Naea, explica que os moldes adotados para essa mudança, muitas vezes, levam em consideração realidades diferentes das vividas na Amazônia, como as desenvolvidas em países da Europa e nos Estados Unidos. Segundo ele, isso cria crises na aplicação das soluções que poderiam, de fato, ser benéficas. Quando falamos em transição, falamos em baixo CO2, mecanização de precisão, tratores controlados por computadores. Essa é uma ferramenta importante em outras realidades, mas na nossa, a coisa é anterior: o fato de ter que criar as terras; elas não existem, não estão dadas para essa economia existir, ela teve que proceder um ato e esse é o problema, o desmatamento. A participação da Amazônia na crise ambiental tem a ver com isso, tem que se tratar isso e não dizer que a transição vai seguir o protocolo da transição europeia ou da economia de baixo carbono”, frisa o professor. Mercado de terras Francisco diz que a transformação de terras públicas em privadas, feitas de forma ilegal e configurando o que vem sendo chamado de mercado de terras, pode estar elencada entre os principais problemas encontrados na região amazônica – e que precisa de combate urgente. Somado ao fato de essa prática também gerar o desmatamento, o pesquisador comenta que o setor, mesmo estando ligado a diversas partes da economia – como a da soja e da pecuária –, tem autonomia para atuar dentro dos territórios. “Esse mercado se apropria das terras com mata, tira a mata e coloca ela no mercado”. “Esse mercado se apropria das terras com mata, tira a mata e coloca ela no mercado”, afirma o professor Francisco de Assis (Foto: Cristino Martins/O Liberal) “Apesar de ser um processo muito complexo do ponto de vista institucional, tem muitas variáveis sensíveis importantes, mas o central à gente ter é isso, aqui na Amazônia ainda é o lugar do País onde o mercado de terras funciona como um subsetor que produz terra. Se mata e produz terras novas. Então, eu não vejo como fazer uma economia de transição, que a noção de transição se aplique efetivamente à Amazônia. Ou seja, que detenha o processo de destruição da floresta, que atue sobre o desmatamento, sem tratar de modo determinado, sério e profundo esses mecanismos de produção de terras”, afirma. Bioeconomia bioecológica pode ser solução Os estudos realizados pelo Naea caminham para uma direção que afirma que a bioeconomia bioecológica, modelo de produção já existente no território amazônico, pode ser uma saída eficaz para os problemas encontrados no meio ambiente. Segundo Francisco de Assis, a lógica muda: de uma valorização dos processos mecânicos, a prática potencializa a preservação da natureza. “Essa economia bioecológica, na verdade, é o que os nossos camponeses, ancestrais, indígenas, também, fazem. Você tem essa gigantesca produção familiar associada ao bioma da Amazônia”, destaca o pesquisador. Segundo levantamento do Naea, essa economia envolve, em toda a Amazônia, 400 mil estabelecimentos e cerca de 1 milhão de trabalhadores. Os setores são os mais diversificados: desde a produção do açaí – 80% da fruta vem desse modelo – até a manipulação de fármacos. No cenário, como um todo, o estado do Pará é o que possui a estrutura mais bem organizada. “A técnica funciona porque vem fazendo isso há 300 anos, baseado em tecnologias também. Só que são tecnologias de outros tipos, em que essas estruturas de vida [o bioma], estão no centro dos processamentos”, ressalta Francisco. Dessa forma, o pesquisador considera que a transição econômica na Amazônia deve começar valorizando o modelo de produção sustentável existente e não deve se excluir. Ao contrário, é interessante haver trocas entre todos os setores. “A transição, aqui, é outra coisa: é valorizar, é reconhecer a existência e começa por aí, desenhar políticas públicas efetivas para essa economia. Esse conhecimento é ancestral, mas não quer dizer que ele precisa ser exclusivo. Ele pode dialogar com o conhecimento do laboratório, chegar de fato às pesquisas e dialogar com eles”, completa. Desafios para a indústria No Pará, o setor industrial tem apostado em agroindústrias. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Santo Antônio do Tauá, Moju e Abaetetuba são exemplos de cidades que estão colocando em prática técnicas sustentáveis para que a transição econômica na Amazônia seja uma realidade. Entretanto, Alex Carvalho, presidente da entidade, elenca que é necessária uma melhor infraestrutura na região para escoar os produtos e promover competitividade. Vai também trazer a segurança necessária para que a atividade legal e formal se estabeleça. A Amazônia, a partir de um momento em que a consciência ambiental se tornou cada vez mais relevante, tem tragado muitos investimentos, tem sido uma região com grande potencial de crescimento. Primeiro que quando se fala de bioeconomia, se fala claramente de um extremo potencial da maior floresta de biodiversidade do planeta. Se temos esses recursos. Se temos essas disponibilidades, nós temos a origem. Precisamos melhorar muito o meio, para que o fim seja desejável”, acrescenta Alex. Junto à infraestrutura, o presidente da Fiepa defende que a indústria deve buscar uma descarbonização do setor e aumentar os investimentos em uma modernização do parque industrial, como forma de alavancar os esforços para a transição. “E qualificar bem a mão de obra. Um terceiro elo é a indústria ser mais inclusiva. O Pará tem grandes modelos de inclusão socioambiental. O potencial que nós temos é gigante, então, temos uma grande chance de primeiro sair da informalidade, de deixarmos de ter aquela atividade eminentemente extrativista ou sem escalabilidade, para uma escala racional”. O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, defende que a indústria busque a descarbonização do setor e aumente os investimentos na modernização do parque industrial (Image: João Barros/ FIEPA) Entraves Um dos grandes entraves para uma transição econômica que beneficie o setor industrial da Amazônia ainda é o combate ao garimpo ilegal. Alex afirma que a clandestinidade encontrada na região passa a imagem de que não há urgência em, também, lidar com as questões climáticas. Porém, a realidade é a contrária. “As atividades clandestinas estão trazendo essa vilania e nós somos contra a ilegalidade. Somos a favor da formalização da atividade legal, a favor de que haja condições de trazer competitividade para o nosso produto, bem como baratear o custo de quem controla e fiscaliza as ilegalidades”, garante. Emprego Atualmente, no Pará, o setor industrial emprega 198 mil pessoas, segundo a Fiepa. Com as iniciativas da transição econômica sendo colocadas em prática, a estimativa é que esse número dê um salto positivo. “A bioeconomia está fazendo acender uma grande luz de ideias de conceitos de modelos. A indústria é o emprego. Temos o condão de trazer longevidade a essa agregação de valor traz um voo longo de empregos com dignidade, carteira assinada, acesso à educação, à saúde e bem-estar. Temos a oportunidade de sair de um patamar ainda de um PIB per capita muito baixo para dar um salto significativo”, finaliza. Tecnologia é aliada do setor agropecuário Uma das aliadas usadas pelo setor agropecuário da região amazônica para garantir uma transição econômica eficaz é a tecnologia. O Pará possui o segundo maior rebanho de bovídeos – bovino e bubalinos – do Brasil e tem ganhado destaque na produção de queijos. Esse cenário está concentrando uma série de esforços, de acordo com Guilherme Minssen, zootecnista e diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), para acompanhar as transições que a atual situação da crise climática tem exigido. “Nessa transição, o Pará é modelo de genética, nutrição e sanidade”. “Nessa transição, o Pará é modelo de genética, nutrição e sanidade”, afirma Guilherme Minssen, zootecnista e diretor da Faepa (Foto: Ag. Pará) Na parte genética, temos animais melhorados. Antigamente, eles iam para o abate com cinco anos. Hoje, com 20 meses já estão sendo abatidos. Ou seja, precocidade. Evoluímos geneticamente os nossos rebanhos. Essa é uma das grandes armas que usamos nessa bioeconomia. Também produzimos mais e em menor área por causa da nutrição. Temos pastagens em menores áreas com qualidade nutritiva, tanto em proteína, quanto em energia. Além disso, melhoramos as técnicas de vacinação. Temos áreas livres da aftosa sem vacinação e, com isso, nosso boi é de baixíssimo risco. Esse é o nosso tripé”, lista. Comunidade vê forma de melhorar de vida A abertura de uma agroindústria voltada para a extração de óleos naturais pelos moradores de Campo Limpo, comunidade de Santo Antônio do Tauá, no nordeste do Pará, é considerada um passo em direção à transição econômica na Amazônia. A iniciativa é em parceria com uma empresa do ramo de cosméticos. Dilma Lopes, de 54 anos, é presidente da Associação de Produtores e Produtoras Rurais (Aprocamp) e conta que a realidade tem sido transformada por meio desse trabalho. “Nossos pais plantavam a roça para sobreviver e manter a família”. A abertura de uma agroindústria voltada para a extração de óleos naturais pelos moradores de Campo Limpo, comunidade de Santo Antônio do Tauá, no nordeste do Pará, é considerada um passo em direção à transição econômica na Amazônia (Foto: Mariana Almeida/Cabron Studios) Antes, a comunidade produzia verduras. Hoje, a economia conta com a introdução de priprioca, pataqueira e estoraque, usados para a extração de óleos. “Essa mudança de vida nos levou a preservar. Antes, quando nossos pais trabalhavam com a roça, tínhamos que desmatar um local para fazer o trabalho, era como se mantia. A agroindústria foi justamente para geração de renda. Nós éramos muito humildes, os sonhos não conseguiam ser realizados só com a roça. Agora, os jovens não saem para buscar recursos fora, eles enxergam possibilidade de renda dentro da nossa comunidade”. Reprodução: https://www.liberalamazon.com/infraestrutura/news/transicao-economica-na-amazonia-exige-atencao-aos-desafios-locais

  • Indústria de construções modulares apresenta projeto de implantação de nova unidade no Pará

    A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) participou nesta terça-feira (06) de uma reunião com a empresa CMC Modular, do grupo Lafaete, que está com um projeto de instalação de uma unidade no Pará, com o objetivo de expandir o segmento da construção civil, em formato inovador, abrangendo toda a região norte. Intermediada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC), a reunião ocorreu pela manhã, na sede da Federação. Atualmente a CMC atua em São Paulo, sendo que a unidade no Pará, atraída pelas oportunidades que o Estado apresenta, seria a segunda instalada no Brasil. “É nosso papel enquanto Federação atrair esse tipo de investimento para o Estado e fazer a aproximação entre os setores. O desenvolvimento de novas soluções e de novas tecnologias serão sempre muito bem-vindos e é importante que haja uma interação com as empresas locais para que ocorra essa troca de tecnologia, a fim de que elas possam aproveitar esse novo sistema”, disse o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho. Além dele, participaram da reunião o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, José Maria Mendonça; o presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIEPA, Deryck Martins; e o diretor de obras industriais e corporativas do Sinduscon Pará, Nelson Linhares. A CODEC foi representada pelo diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina. Para Nelson Linhares, do Sinduscon Pará, o produto tem interesse para o setor da construção. “Realmente traz uma inovação, uma tecnologia que pode abrir vários leques aqui no mercado. E entendo que junto com as empresas locais, que fazem parte do nosso mercado, que fazem parte do Sinduscon, podemos colaborar demais com os serviços e podemos ajudar a ampliar esse leque de aplicações do produto que está sendo apresentado”, afirmou. Manoel Ibiapina, da CODEC, explicou que a vinda da empresa para o Pará é fruto de uma longa tratativa feita pela Companhia e que a FIEPA e o Sinduscon Pará representam uma parceria forte para a entrada de mais esse investimento. “Nós, enquanto governo do Estado, temos que apresentar todo esse ambiente de negócios, o mais favorável possível para a empresa, e temos certeza de que essa empresa vai chegar e vai se instalar aqui no Pará”, destacou. O superintendente da CMC Modular, Hugo Machado, disse que a empresa busca em encontros como esse realizado na FIEPA parcerias para ter um ambiente mais seguro e que a Federação é um órgão bastante inovador no desenvolvimento da indústria na região. “E a gente precisa desses órgãos, principalmente para o desenvolvimento da indústria e da construção civil. O que a gente procura é essa segurança e ter esses parceiros bem específicos para a gente conseguir alavancar esse setor da industrialização da construção civil”, finalizou. A indústria CMC Modular é especialista em soluções construtivas industrializadas, que se destacam pela agilidade na montagem, flexibilidade e mobilidade, através de um processo produtivo com rígido sistema de controle de qualidade e aplicação de materiais eficientes. Ela tem por base a padronização e partição de projetos de construção por etapas, podendo ser desenvolvida em módulos interdependentes em pátio fabril para, posteriormente, ser montada in loco, acoplando os módulos de forma rápida e segura. Este método garante o maior controle de qualidade para as edificações, além de ser ideal para empreendimentos de todas as proporções.

  • 81% dos brasileiros adotam hábitos sustentáveis, revela pesquisa da CNI

    Os brasileiros têm adotado ações relacionadas à conservação do meio ambiente no dia a dia, embora ainda haja espaço para expansão do consumo sustentável. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 81% adotam hábitos sustentáveis sempre ou na maioria das vezes. Em 2022, eram 74%. Nos últimos seis meses: 73% evitaram desperdício de água sempre e 17% na maioria das vezes, somando 90%; 69% evitaram desperdício de energia sempre e 20% na maioria das vezes, somando 89%; 50% reduziram a produção de lixo sempre e 28% na maioria das vezes, somando 78%; 52% reutilizaram água sempre e 22% na maioria das vezes, somando 74%; 47% separaram lixo para reciclagem sempre e 18% na maioria das vezes, somando 65%; 45% reutilizaram ou reaproveitaram embalagens de produtos sempre e 25% na maioria das vezes, somando 60%; 43% reutilizaram o uso de embalagens sempre e 27% na maioria das vezes, somando 70%; “Todos temos de fazer a nossa parte: governo, sociedade e setor produtivo juntos, no que cabe a cada um para viabilizar a descarbonização da economia. Temos de entrar em um ciclo virtuoso para impulsionar o país para uma economia mais sustentável e alinhada à conservação do planeta e à promoção do bem-estar social”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. Por outro lado, 62% consideram difícil encontrar produtos sustentáveis em lojas e 45% não verificam se o produto que vão comprar foi produzido de forma ambientalmente sustentável. Os principais entraves para práticas sustentáveis apontados foram falta de campanhas de conscientização (19%), hábitos ruins (15%) e desconhecimento (15%). Preço dos produtos orgânicos e sem crueldade animal ainda é barreira O preço mais alto de produtos orgânicos ou que preservam o bem-estar animal ainda é uma barreira para muitos consumidores: 32% compram alimentos orgânicos só se não houver diferença no valor com os não orgânicos; considerando dois produtos de origem animal iguais, 33% compram a mercadoria que preserva o bem-estar animal apenas se o preço for o mesmo. Quem são os brasileiros que reciclam? O perfil mais comum de quem separa lixo para reciclagem é morador de cidades do interior, mais velhos e com menor escolaridade. Também há variações regionais. Nos últimos seis meses: 57% separaram o lixo para reciclagem sempre na região Sudeste, seguido de 55% no Sul, 36% no Nordeste e 32% no Norte/Centro-Oeste; 50% separaram o lixo para reciclagem sempre no interior; o indicador cai para 45% nas regiões metropolitanas e 42% nas capitais; 56% das pessoas com 60 anos ou mais separaram o lixo sempre; o indicador cai para 52% na faixa de 41 a 59 anos, 44% entre 25 e 40 anos e 34% de 16 a 24 anos; 55% das pessoas analfabetas ou com escolaridade no nível de saber ler e escrever separaram sempre o lixo para reciclagem; o indicador cai para 50% para aqueles com ensino fundamental, 45% com ensino médio e 44% com ensino superior. As maiores dificuldades apontadas para adotar a prática foram falta de costume e esquecer de separar (29%), não haver coleta seletiva na rua, bairro ou cidade (20%) e falta de informação sobre reciclagem ou coleta seletiva (11%). Metodologia: como a pesquisa foi feita? A pesquisa ouviu 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos em todas as unidades da Federação. O levantamento foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem, da FSB Holding, entre os dias 18 e 21 de novembro de 2023. A margem de erro no total da amostra é de 2 pp, com intervalo de confiança de 95% e a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%, devido ao arredondamento.

  • Inovação em ações sustentáveis reduzem impactos na construção

    A integração de pautas de sustentabilidade com a promoção da inovação têm sido essencial para o avanço da indústria da construção. A busca por práticas mais sustentáveis e modernas não contribui apenas para a preservação do meio ambiente, mas também resulta em benefícios econômicos e sociais a longo prazo. Sabendo disso, o setor tem apostado na transformação dos empreendimentos brasileiros e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) incorporou em sua agenda o compromisso de colaborar com o alcance das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU por meio de iniciativas promovidas pela entidade, destacou o vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti. “Para uma gestão mais sustentável da construção, é preciso criar parâmetros para uma nova mentalidade, além de uma conscientização para a relevância do tema. A CBIC sabe a importância do tema e tem se empenhado nesse trabalho de informação”, disse. Segundo Sarti, as edificações sustentáveis representam uma abordagem inovadora e responsável da construção, buscando minimizar seu impacto ambiental e promover uma maior eficiência energética. “Essas construções são projetadas levando em consideração critérios como eficiência no uso de recursos, redução de resíduos e utilização de materiais ecoeficientes. É uma iniciativa que vai além de quesitos ambientais, estendendo-se a benefícios sociais e econômicos, proporcionando ambientes mais saudáveis e confortáveis para os ocupantes, promovendo a saúde e o bem-estar”, apontou. Os edifícios sustentáveis fazem parte da redução dos impactos das mudanças climáticas, do esgotamento de recursos, consumo de água, degradação do ecossistema, custos de operação, assegurou a Consultora em Políticas Públicas e Certificação EDGE,  Liliani Souza, da Internacional Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial. “Edifícios Verdes são uma forma impactante e econômica de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais e ampliar o valor do investimento para os proprietários de imóveis em edifícios sustentáveis”, destacou Liliani. A importância de pensar em edificações verdes, de acordo com Liliani, são os avanços das mudanças climáticas e as demandas que a população terá nos próximos anos. “Até 2050, é esperado um aumento de 75% na demanda de construção de edifícios para moradias, quase todos em mercados emergentes”, disse. De acordo com a consultora, os edifícios sustentáveis contam com muitos benefícios, como a possibilidade de reduzir cerca de 25% o consumo de água, 15% a 20% o consumo de energia, 20% os custos de manutenção e 34% as emissões de CO2, beneficiando incorporadores, construtores e proprietários dos imóveis. “Cerca de 80% da energia economicamente viável em prédios não é aproveitada. Os edifícios ecoeficientes oferecem uma oportunidade de garantir cortes nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), e em termos de recursos naturais, promover uma economia significativa de energia e água durante décadas”, destacou Liliani. Apesar dos edifícios verdes terem um custo de construção de cerca de 3% maior que os edifícios convencionais, o retorno financeiro acontece em cerca de 3 anos ou menos, disse Liliani. “Isso se traduz em diferentes casos de negócios para diferentes partes interessadas”, apontou. Liliani destacou que iniciativas como melhores condições de acesso ao financiamento verde nacional e internacional, incentivos governamentais e a economia dos custos operacionais podem impulsionar ainda mais a rentabilidade de edifícios verdes. O Programa de Transformação de Mercado para Edifícios Sustentáveis foi implantado pela IFC na América Latina em 2016 e chegou ao Brasil em julho de 2022, com início nas capitais da região amazônica. Em parceria com a CBIC, a IFC tem ampliado seu relacionamento com o mercado brasileiro, buscado apoio junto aos municípios e participado de diversas reuniões e workshops, destacou Nilson Sarti. Para a CBIC, a conscientização sobre a importância desses elementos não contribui apenas para a preservação ambiental, mas também resulta em vantagens econômicas e sociais a longo prazo. “Investir em práticas construtivas sustentáveis emerge como uma estratégia impactante, econômica e indispensável para moldar o futuro da indústria da construção”, concluiu Sarti. O tema tem interface com o projeto “Cenários e Transição para uma Economia da Indústria da Construção de Baixo Carbono”, da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

  • Lei que cria debêntures de infraestrutura é sancionada por Lula

    A lei que cria as debêntures de infraestrutura, a serem emitidas por concessionárias de serviços públicos, foi sancionada nesta quarta-feira (10) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU), também muda as regras de fundos de investimento no setor. Originada na Câmara dos Deputados como PL 2.646/2020, de autoria do deputado João Maia (PP-RN), o texto foi aprovado no Senado Federal em novembro de 2023 com mudanças, de acordo com a recomendação do relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), e voltou para análise dos deputados. As emendas foram aprovadas parcialmente e o texto foi enviado à sanção. “Após 04 anos de discussões, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Lula sancionou a lei que cria as Debêntures de infraestrutura, a Lei 14.801/24. A COINFRA/CBIC cerrou fileiras desde o início dessa tramitação, ao lado dos deputados Arnaldo Jardim e João Maia, a quem parabenizo pelo excelente trabalho”, afirmou o vice-presidente de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Carlos Eduardo Lima Jorge, Para Lima Jorge, essa é uma vitória importante para o setor. “As debêntures de infraestrutura representam mais uma alternativa de financiamento de projetos, permitindo a entrada nesse mercado de investidores institucionais, particularmente os Fundos de Pensão”, destacou o executivo. As debêntures são títulos de crédito representativos de empréstimos emitidos por empresas, negociáveis no mercado e que podem ser adquiridos por pessoas físicas ou jurídicas. O comprador é remunerado com juros e correção monetária até o pagamento integral do título. De acordo com o texto sancionado, as debêntures de infraestrutura terão que ser emitidas até 31 de dezembro de 2030 e devem conceder ao emissor da dívida redução de 30% da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os juros pagos aos detentores dos títulos. Com o novo PAC sendo implementado, Carlos Eduardo Lima Jorge, considera a sanção da nova lei fundamental. “No momento em que se inicia a implementação do Novo PAC, essas debêntures poderão trazer cerca de R$ 200 bilhões de recursos ao setor”, pontuou. Além disso, a norma alterou o marco legal das debêntures incentivadas e do Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE), do Fundo de Investimento em Participação na Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I) e do Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra).

  • Radar Trabalhista: MTE divulga tabela anual do seguro-desemprego 2024

    O Ministério do Trabalho e Emprego realizou a atualização da tabela anual necessária ao cálculo dos valores de seguro-desemprego para os trabalhadores que tiverem direito ao benefício a partir do dia 11 de janeiro de 2024. A atualização cumpre requisitos exigidos no texto da Lei nº 7.998, de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego, bem como no texto da Resolução nº 957, de 2022, do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – CODEFAT. Para saber mais, acesse essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, no Radar Trabalhista nº 337/2024 da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 08/01 12/01/2024. Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista.

  • FIEPA debaterá oportunidades em bioeconomia na COP 28, em Dubai

    A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), participará da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), que será realizada de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Durante o evento, o presidente da FIEPA, e também, Conselheiro Consultivo do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) e ex Presidente do Sindicato, Alex Dias Carvalho, será um dos debatedores no painel “Desafios e oportunidades da bioeconomia brasileira”, que discutirá os desafios e as perspectivas para o desenvolvimento de cadeias produtivas baseadas em bioeconomia, considerando as experiências e o potencial do Brasil como país megadiverso. O painel será no dia 04 de dezembro, no estande da Confederação Nacional da Indústria, no auditório do Pavilhão do Brasil. Segundo o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, o painel será uma oportunidade para discutir estratégias que aliem desenvolvimento econômico, conservação ambiental e inclusão social. “Estamos vivendo um momento crucial para o nosso Estado, para o Brasil e para o mundo, onde as questões relacionadas ao respeito às pessoas e ao meio ambiente têm se destacado, sobretudo quando se fala de Amazônia. Por isso, precisamos discutir novos modelos econômicos que priorizem a descarbonização dos processos produtivos para garantir a redução de gases do efeito estufa, e o fomento à bioeconomia, para que seja possível uma maior convergência entre produção, competitividade, inovação, preservação ambiental e desenvolvimento humano”, explica Carvalho. A bioeconomia será um tema recorrente durante o debate na COP 28. “Na Amazônia, a bioeconomia já é uma realidade e o Pará é referência nessa área. Aqui podemos dar como exemplo, o açaí, que num período de dez anos, teve um aumento de 16.000% em suas exportações, além de diferentes produtos de origem florestal, como o cacau e a castanha-do-Pará. Então, precisamos criar políticas de incentivo à industrialização (beneficiamento e transformação) dos nossos produtos naturais com escalabilidade sustentável e impulsionando o incremento de postos de trabalho, além da agregação de valor às exportações”, reforça Alex Carvalho. Segundo o presidente da FIEPA, durante a Conferência, a entidade também dialogará sobre a importância do fomento de políticas públicas e investimentos na indústria da Amazônia. “O Pará, como um dos maiores estados da Amazônia, é estratégico nesse cenário e a participação da indústria é fundamental para que o desenvolvimento ocorra de forma sustentável e eficaz para os moradores da região. As transformações atuais, exigem a nossa região e o setor produtivo local sejam protagonistas no debate e na construção de políticas públicas voltadas ao crescimento regional”. O painel também contará com as participações do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e do Instituto Amazônia + 21, Marcelo Thomé; do presidente-executivo da Associação Brasileira de Bioinovação, Thiago Falda e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Silvio Rangel. A mediação será feita pela paraense Isabela Morbach, vice-presidente do Instituto Bem da Amazônia e Cofundadora e Diretora da CCS Brasil, uma associação sem fins lucrativos criada para promover projetos de Captura e Armazenamento de CO2 no Brasil. A participação da FIEPA na COP 28 integrará a agenda de ações da CNI que terá uma participação recorde, com a presença de mais de 100 empresários, e pela primeira vez contará com um estande próprio no pavilhão brasileiro, onde será exibido o trabalho que o setor vem fazendo para se tornar cada vez mais sustentável. O espaço 100 m² vai sediar debates, painéis e apresentações de empresas convidadas. Informações: FIEPA

  • Nota FIEPA e CIP: Aterro sanitário do Aurá

    Decepção Ambiental A notícia da reativação do Aterro do Aurá para receber resíduos sólidos urbanos provenientes da Região Metropolitana de Belém é uma mensagem inegável da nossa inabilidade de enfrentar e encontrar soluções para os problemas fundamentais de saúde e qualidade de vida da população. As conclusões levam à certeza mais abrangente de que a gestão de resíduos sólidos urbanos não é uma prioridade na região. Parece que no modelo de gestão compartilhada, a matriz de responsabilidades não foi respeitada. Encontrar soluções para a gestão de resíduos sólidos significa deixar de destinar recursos à saúde das pessoas, criar oportunidades para cooperativas de catadores, promover a indústria da reciclagem e, sobretudo, devolver dignidade às pessoas que vivem em áreas contaminadas há décadas, utilizadas como locais de armazenamento de resíduos sem qualquer tratamento, como o Aurá e seu entorno. A falta de priorização dos serviços de saneamento básico em uma cidade demonstra falta de eficiência e inteligência, pois esta carência causa muitos efeitos indesejados na população e, ainda, não se deve desconsiderar que isso também representa um crime ambiental, uma vez que a política nacional em relação aos resíduos sólidos estabeleceu prazos para fechar lixões tão prejudiciais à sociedade e ao meio ambiente e nunca a possibilidade de reativar esses espaços. Enquanto os estados lutam para encontrar formas de encerrar os seus aterros, a notícia da reabertura do Aurá é inaceitável: é um revés para a política ambiental e um certificado de falência para a sociedade. Ao mesmo tempo que falamos em agenda climática, energia sustentável, cidades inteligentes, não podemos aceitar que a região metropolitana de Belém, importante capital brasileira, situada na porta de entrada do bioma Amazônia e escolhida para sediar a COP 30, não seja capaz de ter soluções eficientes para o tratamento e disposição final de seus resíduos urbanos. Esperamos que este seja um prenúncio daquilo que não devemos e não podemos aceitar e que, com base nesta triste notícia, possamos mudar a nossa visão sobre os resíduos urbanos, tratando-os não como resíduos, mas como uma oportunidade para o desenvolvimento da sociedade. Colocamos nossas inteligências e o amor por nossa capital à disposição de nossos dirigentes para encontrarmos uma solução mais palatável para este imbróglio.

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