Março/06

Sumário:

1. Conjuntura              pg. 1

2. CUB/M²                    pg. 2

3. Nível de Atividades             pg. 4
3.1 PIB                                    pg. 4
3.2 Emprego Formal
              pg. 5

 

----------                                   
1 . Conjuntura: Inflação oficial registra alta de 0,41%, convergindo para o centro da meta da inflação projetada para 2006 de 4,6%. Copom, sem unanimidade  reduziu a taxa Selic  em 0,75%, baixando-a para 16,50%.

----------O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ) teve uma variação  de 0,41% em fevereiro /06, abaixo da taxa 0,59% de janeiro/06 em relação a dezembro/05 . Nos dois primeiros meses do ano, o índice acumula uma taxa de 1,02%, resultado inferior aos dois primeiros meses de 2005, quando atingiu 1,17. Nos últimos doze meses, o acumulado ficou em 5,51%, também abaixo da taxa de 5,70 registrada nos doze meses imediatamente anteriores. A redução de janeiro para fevereiro ocorreu principalmente nos grupos vestuário ( -0,54% ), artigos de residência (-0,39 ) e Alimentação e bebidas (-0,28%). Com relação aos alimentos muitos produtos tiveram seus preços reduzidos. Em relação as altas, destacaram-se os aumentos nas passagens dos ônibus que apesar de terem subido menos que em janeiro ( 1,82%), ficaram 1,25% em fevereiro em razão dos reajustes que ocorreram em varias capitais.

Assim como os ônibus, os combustíveis continuaram aumentando, mas em ritmo mais lento. O litro do álcool que passou de 9,87% em janeiro para 2,88% em fevereiro e já acumula uma variação de 13,03% nos dois primeiros meses do ano. A gasolina que subiu 0,57% em fevereiro após a alta de 1,19% de janeiro, acumula 1,77% no ano.   ---------
----------O IPCA mede a variação dos preços e se refere as famílias de com rendimento monetário de 01 a 40 salários-minimos e abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, sendo o principal indicador selecionado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar a meta de inflação. L
----------O INCC – geral   (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado  Fundação Getulio Vargas, registrou em fevereiro  uma variação de 0,19% ante  0,53%, do mês imediatamente anterior. Com esse resultado a variação nos ultimos 12 meses totalizou 6,14%.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), utilizado para reajustar contratos e tarifas públicas, registrou uma desaceleração em sua  variação de 0,001% em relação a  0,92% no mês de janeiro/06, A variação nos últimos  12 meses ( fev/65 a fev/05 ) atingiu 1,45%.--------

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor teve uma variação de 0,23% em fevereiro/06, ante 0,38 de janeiro06 Com esse resultado, a variação nos últimos 12 meses ( fev/05  fev/06alcançou 1,45%, taxa  superior  aos 12  meses imediatamente anterior 1,17%.

Copom ( Comitê de Política Monetária ), decidiu reduzir em 0,75% a taxa Selic, baixando-a para 16,50%. É pertinente mencionar que o referido Comitê a partir de 2005 passou a se reunir  com um espaço de  40 dias o que  corresponde a uma redução na taxa Selic de 0,5% ao mês.

Tal decisão, contrariando a tendência de unanimidade dos membros  nas decisões do COPOM,  não ocorreu por  maioria, tendo em vista que três membros votaram a favor de uma redução de 1,0% na taxa Selic, o que seria uma atitude coerente e que provavelmente contribuiria para aumentar os minguados investimentos que vem ocorrendo na Economia Brasileira 


Tabela  I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Jan/05

fev/05

mar/05

Abr/05

Mai/05

Jun/05

Jul/05

INCC

Índices

308,284

309,646

311,733

313,977

320,524

322,974

323,332           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Var%mês

0,75

0,44

0,67

0,72

2,09

0,76

0,11

 

 

Var%ano

0,75

1,2

1,88

2,62

4,76

5,56

5,67

 

Var%12m

11,5

10,89

10,36

10,51

10,79

10,85

9,74

CUB/PA

Índices

643,78

646,08

649,59

652,79

645,46

649,03

655,15

 

Var%mês

1,74

0,36

0,54

0,49

-0,12

0,55

0,94

 

Var%ano

1,74

2,13

2,69

3,19

2,04

2,6

3,57

 

Var%12m

7,76

8,95

9,03

9,69

8,92

9,57

8,97

IPCA

Índices

2.412,83

2.427,07

2.441,87

2.463,11

2.475,18

2.474,68

2.480,87

 

Var%mês

0,58

0,59

0,61

0,87

0,49

-0,02

0,25

 

Var%a.a.

0,58

0,17

1,79

2,68

3,18

3,16

3,42

 

Var%12m

7,41

7,39

7,54

8,07

8,05

7,27

6,57

IGP-M

Índices

332,298

333,288

336,123

339,03

338,299

336,801

335,663

 

Var%mês

0,39

0,3

0,85

0,86

-0,22

-0,44

-0,34

 

Var%a.a.

0,39

0,69

1,15

2,42

2,2

1,75

1,41

 

Var%12m

11,87

11,43

11,12

10,74

9,08

7,12

5,38

INPC

Índices

2.474,210

2.485,100

2.503,240

2.526,020

2.543,700

2.540,900

2.541,660

-

Var%mês

0,57

0,44

0,73

0,91

0,70

0,11

0,03

-

Var%a.a.

2,74

2,01

1,75

2,68

3,39

3,28

3,31

 

Var%12m

5,86

5,91

6,08

6,61

6,93

6,28

5,54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Índices

Variação

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

INCC-DI

Índices

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

 

Var%mês

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

 

 

Var%ano

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

 

 

Var%12m

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

 

CUB/PA

Índices

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

 

-

Var%mês

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

 

 

Var%ano

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

 

 

Var%12m

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,94

8,45

 

IPCA

Índices

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,81

 

 

Var%mês

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

 

 

Var%a.a.

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

 

 

Var%12m

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

5,70

5,51

 

IGP-M

Índices

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

-

Var%mês

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

 

 

Var%a.a.

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

 

 

Var%12m

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

 

INPC

Índices

2.541,660

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2.594,17

2600,1366

 

-

Var%mês

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

 

-

Var%a.a.

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

 

-

Var%12m

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

 

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.

CUB/M2

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) apresentou em fev/06 um aumento na sua variação de 1,77% em relação ao mês anterior, superior a variação de 0,58% de janeiro/06 em relação dezembro/05. A elevação do CUB/Belém, no mês de fevereiro/06 é decorrente da convenção coletiva firmada em agosto/05 que estabeleceu aumento real de 2% ( dois ) por cento sobre os salários de fevereiro/06. A análise comparativa das variações CUB/Belém e INCC-geral ( quadro II, ) aponta que a variação do  CUB/Belém, continuou superando o INCC –geral da FGV, tendência identificada a partir de janeiro/06. Com este resultado o custo do metro quadrado de construção em Belém ( projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, padrão normal de acabamento), passou de  R$688,48 em janeiro/06, para R$700,68.

Em relação ao custo com material, verificou-se que em fevereiro/06 do total de 46 materiais de construção que foram pesquisados, 8 apresentaram  preços com   aumentos  nitidamente superiores  a variação  do INCC-FGV de fevereiro/06, 0,19%.

Tabela II

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,51

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

6,94

0,34

6,41

Fevereiro / 06

700,68

1,77

8,45

0,19

6,14

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

Tabela III

Ranking

Produto

Var. no
 mês(%)

1

Piso de mármore –m2-

25,43

2.

Porta lisa para pintura (70x210x3,5)   um

14,92

3

Tubo PVC rosca d’agua D=1,90cm (3/4”) – m -

11,75

4

Carpete 6mm- m2 -

10,31

5

Porta Almofada maciça sucupira (70x210x3,5) –un-

7,17

6

Cerâmica esmaltada (7,5x15cm)

6,54

7

Tinta PVA látex –L-

5,09

8

Porta encabeçada ou prancheta para cera ou verniz –un-

4,78

Fonte: SINDUSCON-PA.

----------Alguns materiais também se destacaram pelos crescimentos expressivos  em seus preços no acumulado em 12 meses (fev/05 a Fev/06), frente ao INCC acumulado no período ano de 6,14%.

Tabela IV

Ranking

Produto

Var. em 12 meses
(%)

1

Tubo PVC rosca d’agua D = 1,90cm (3/4”) –m-

54,67

2

Placa de gesso - m2-

37,21

3

Emulsão Alfaltica/elastomero

30,73

4

Porta encabeçada folheada ou prancheta para cera ou verniz (70x21x3,5cm)  -un-

24,60

5

Areia lavada m3

22,98

6

Tinta PVA látex (l)

20,79

7

Cimento Portland 32 (kg)

18,12

8

Chapa Compensada Resinada 17 (m2)

18,00

Fonte: SINDUSCON-PA.

 

No acumulado em doze meses (Janeiro/05 a janeiro/06) o CUB registrou uma variação de 8,45%, nitidamente  superior ao indicador setorial INCC-FGV que apresentou  uma variação de 6,14%.

 

Nível de Atividades

Crescimento decepcionante de 2,3% do PIB e de 1,3% da Construção Civil em 2005, continuam refletindo política econômica conservadora do Governo Federal.

O Produto Interno Bruto no acumulado de 2005 apresentou um crescimento  de 2,3% em relação ao ano anterior.

A taxa do PIB resultou da elevação de 2,1% do Valor Adicionado ( Valor Bruto da Produção-Insumos) a preços básicos e do aumento de 3,9% nos Impostos sobre Produtos Industrializados. Os impostos cresceram a um ritmo bem mais acelerado do que o crescimento do PIB, elevando a carga tributária. O aumento da arrecadação de tributos onera o setor privado e reduz a renda dos consumidores. Reflexo dessa situação é a evolução do  PIB per capita cresceu apenas 0,8 em contraste com a taxa de crescimento populacional na ordem de 1,4%, representando praticamente a  metade do incremento vegetativo da população brasileira no ano de 2005

O resultado do Valor Adicionado de 2005 decorre do desempenho dos três setores que compõem: Industria (2,5%), Serviços (2,0%) e Agropecuária (0,8%).

A Agropecuária, no ano de 2005, obteve uma taxa de crescimento de 0,8, a menor desde o ano de 1997 ( quando regitrou uma queda de 0,8% ).

Dentre os subsetores da Industria, o destaque foi a Extrativa Mineral (10,9%). Em seguida vieram os Serviços Industriais de Utilidade Pública ( Empresas de Energia e de Abastecimento D’agua) com crescimento de 3,6%. A Industria de Transformação e a  Construção Civil apresentaram o mesmo crescimento de 1,3%.

Esse baixo crescimento é condizente com a aplicação inadequada e inconsistente  dos recursos para a atividade econômica Construção. Assim nos anos de 2003, 2004 e 2005 foram contratadas mais de R$11bilhões só para habitação de interesse social. Cerca de 55% desses recursos foram aplicados em imóveis usados e cesta de material de construção, ou seja restaram 45% para a construção de imóveis novos. Tais recursos foram apenas suficientes para produzir 192.000 unidades, o que corresponde a média anual de 64.000 unidades, produção insignificante  para o déficit habitacional estimado em 7,2 milhões de unidades habitacionais.

Pacote da Construção

Através do Decreto 5.697, de 07.02.2006, a Presidência da República institucionalizou um conjunto de medidas  para incentivar a Construção Imobiliário, contendo além de crédito a desoneração tributária para 41 itens de  materiais de construção.

Consoante simulações realizadas pelo  CBIC ( quadro ...), a desoneração tributária representa uma insignificante redução de 1,52%.no valor do CUB H8-2N, média Brasil.

Tabela V

Aqui vai o link para a imagem

Perspectivas

Os dados estatísticos da Construção do primeiro bimestre de 2006 mostram uma melhoria em relação ao ano de 2005, A produção de insumos da Construção cresceu 7,2% em relação ao mesmo período de 2005.

As obras públicas e o pacote da construção, sobretudo as medidas de expansão  do  crédito podem contribuir para que a Construção retome seus patamares de  crescimento potencial a nível de 6% ao ano.

A massa salarial deve ganhar um impulso a partir do reajuste do salário mínimo de R$300,00 para R$350,00, aumentando o poder de compra da população mais pobre, estimulando portanto o incremento do consumo “formiguinha”.

De acordo com o Ministério do Planejamento, no inicio do ano o Governo Federal liberou R$11bilhões, correspondente a restos a pagar de valores autorizados no final do ano passado, condição que sinaliza uma aceleração do investimento público federal.

O diretor-executivo da Abramat, entidade que representa os fabricantes de material de construção, Roberto Zullino, mencionou que medidas adotadas pelo governo como  o patrimônio de afetação que reduz o imposto a pagar nos empreendimentos a 7% das vendas e a desoneração do IPI podem estimular as construtoras a produzir imóveis para a classe média. Segundo estimativas da Abramat, “as construtoras representam apenas 16% do mercado de moradias porque abandonaram os segmentos mais populares e se concentraram nos imóveis de luxo. Assim a maioria das vendas de material de construção ainda é feita diretamente para os proprietários das moradias que estão sendo construídas ou reformadas.” ( Valor Econômico 10.03.2006 )

 

 

EmpregoFormal:

Brasil

Dados do Caged registraram a nivel de Brasil no mês de Janeir/06 a criação de 86.616 novos empregos no Brasil, menor que o mês de janeiro de 2005 quando foram criados 115.972 novos postos de trabalho. Construção registra o melhor resultado de toda a série histórica do Caged.

Os saldos positivos se deram na construção civil (1,82%), na agropecuária (0,69%), no setor de serviços (0,37%), na industria transformação (0,31% ). O comércio foi o único setor que apresentou desempenho negativo: -0,09%

A construção civil obteve em janeiro/06 a nível de Brasil o melhor resultado de toda a série histórica do Caged para o setor, com criação de 21.244 postos de trabalho.

Estado do Pará

Emprego Formal - Janeiro/06

Tabela VI

Setores

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Mensal).

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Em 12 meses).

 

Saldo

                (%)

Saldo

(%)

Total

-295

-0,07

16.358

4,03

Extrativa Mineral

212

3,98

943

19,33

Indústria de Transform

-430

-0,46

-1.459

-1,69

Serv Industriais de Útil. Pública

87

1,42

84

1,37

Construção Civil

-358

-1,22

3.086

12,52

Comércio

-200

-0,17

6.921

6,44

Serviços

520

0,32

6.859

4,79

Administração Pública

-247

-4,09

-186

-2,27

Agricultura, Silvicultura

148

0,61

109

0,45

Fonte: M T E Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

3.2 - Emprego Formal: Apesar de uma redução no saldo de emprego no mês de janeiro/06 (-0,07), o período de 12 meses mostra uma recuperação no emprego formal de 4,03%, no Estado do Pará.

 

 Dados estatísticos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Estado do Pará, evidenciaram que o mercado de trabalho formal expressou  uma desaceleração com um saldo negativo de -295 empregos (admissão-desligamento) em Janeiro/06, com uma variação de -0,07 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em doze meses  a o saldo do emprego formal aumentou 16.358 , com uma taxa de crescimento de 4,03% em relação aos doze meses imediatamente anteriores. Tal redução é reflexo da redução de trabalhos temporários.

---------- A análise setorial em doze meses janeiro/05 a janeiro/06  revela uma melhor  avaliação com um maior dinamismo que ocorreu no comércio com a criação de 6.921 empregos, seguido dos serviços (6.859), da Construção Civil (3.086) e do Extrativismo Mineral (943).  A indústria de transformação permanece mostrando uma  desaceleração na formação dos saldos dos empregos formais no Estado do Pará. ( -1.459 ). A maior  redução ocorreu no gênero Madeira e Mobiliário (-5.284 ).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abril/06

Sumário:

1. Conjuntura              pg. 1

2. CUB/M²                    pg. 2

3. Nível de Atividades             pg. 4
3.1 PIB                                    pg. 4
3.2 Emprego Formal
              pg. 5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-------
1 . Conjuntura: Inflação oficial registra alta de 0,43% e fecha o trimestre com 1,44% convergindo para a  meta da inflação projetada para 2006 de 3,7%. Banco Central insiste no reduzido corte da Taxa Selic de 0,75%, divergindo da opinião do mercado  que aponta  condições estejam altamente favoráveis para um corte maior.

----------O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ) registrou uma variação positiva no mês de março/06 de 0,43 ante fevereiro/06 de  0,41%. O  primeiro  trimestre do ano situou-se em  1,44%, resultado inferior ao do mesmo período do trimestre anterior 1,79%.Nos últimos doze meses, o acumulado ficou em 5,32%, também abaixo da taxa de 5,51% registrada nos doze meses imediatamente anteriores. Dentre os grupos de produtos pesquisados, a maior variação no mês de março ficou com o grupo de transportes que apresentou a maior variação 1,13%. No ano, a taxa dos combustíveis chegou a 9,21%, sendo 4,60% o aumento da gasolina e 27,54% o do álcool. A alta no gás de cozinha, com  variação média foi de 1,22% foi  proveniente dos aumentos ocorridos nas regiões metropolitanas de Recife e Salvador. O grupo alimentação e bebida vem mantendo a queda: -0,28% em fevereiro e -024% em março. Os preços do frango foram influenciados pela grande oferta decorrentes dos problemas que envolvem a atividade econômica avicultura.

----------O IPCA mede a variação dos preços e se refere as famílias de com rendimento monetário de 01 a 40 salários-minimos e abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, sendo o principal indicador selecionado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar a meta de inflação.
----------O INCC – geral   (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado  pela Fundação Getulio Vargas, registrou em fevereiro  uma variação de 0,20% ante 0,19% do mês imediatamente anterior. Com esse resultado a variação nos últimos 12 meses totalizou 5,64%.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), utilizado para reajustar contratos e tarifas públicas, registrou uma desaceleração em sua  variação de -0,23% em março,  em relação a  0,01% no mês de fevereiro/06, A variação nos últimos  12 meses ( março/05 a março/06 ) atingiu 0,36%, inferior a 1,45% correspondente ao período de fevereiro/05 a fevereiro/06.--------

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor teve uma variação de 0,27% em março/06, ante 0,23% de fevereiro/06 Com esse resultado, a variação nos últimos 12 meses ( março/05 a março/06) alcançou 4,15%,  taxa  inferior  aos 12  meses imediatamente anterior 6,08%.

 

 

 

Tabela  I
            Índices de Preços

  Índices

  Variação

Jan/05

fev/05

mar/05

Abr/05

Mai/05

Jun/05

Jul/05

INCC

Índices

308,284

309,646

311,733

313,977

320,524

322,974

323,332           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Var%mês

0,75

0,44

0,67

0,72

2,09

0,76

0,11

0,11

 

Var%ano

0,75

1,2

1,88

2,62

4,76

5,56

5,67

 

Var%12m

11,5

10,89

10,36

10,51

10,79

10,85

9,74

CUB/PA

Índices

643,78

646,08

649,59

652,79

645,46

649,03

655,15

 

Var%mês

1,74

0,36

0,54

0,49

-0,12

0,55

0,94

 

Var%ano

1,74

2,13

2,69

3,19

2,04

2,6

3,57

 

Var%12m

7,76

8,95

9,03

9,69

8,92

9,57

8,97

IPCA

Índices

2.412,83

2.427,07

2.441,87

2.463,11

2.475,18

2.474,68

2.480,87

 

Var%mês

0,58

0,59

0,61

0,87

0,49

-0,02

0,25

 

Var%a.a.

0,58

0,17

1,79

2,68

3,18

3,16

3,42

 

Var%12m

7,41

7,39

7,54

8,07

8,05

7,27

6,57

IGP-M

Índices

332,298

333,288

336,123

339,03

338,299

336,801

335,663

 

Var%mês

0,39

0,3

0,85

0,86

-0,22

-0,44

-0,34

 

Var%a.a.

0,39

0,69

1,15

2,42

2,2

1,75

1,41

 

Var%12m

11,87

11,43

11,12

10,74

9,08

7,12

5,38

INPC

Índices

2.474,210

2.485,100

2.503,240

2.526,020

2.543,700

2.540,900

2.541,660

-

Var%mês

0,57

0,44

0,73

0,91

0,70

0,11

0,03

-

Var%a.a.

2,74

2,01

1,75

2,68

3,39

3,28

3,31

 

Var%12m

5,86

5,91

6,08

6,61

6,93

6,28

5,54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Índices

Variação

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

INCC-DI

Índices

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

 

Var%mês

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

 

Var%ano

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

 

Var%12m

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

CUB/PA

Índices

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

-

Var%mês

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

 

Var%ano

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

 

Var%12m

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,94

8,45

7,94

IPCA

Índices

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

 

Var%mês

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

 

Var%a.a.

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

 

Var%12m

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

5,70

5,51

5,32

IGP-M

Índices

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

-

Var%mês

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

 

Var%a.a.

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

 

Var%12m

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

INPC

Índices

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2.594,17

2600,13

2.607,16

-

Var%mês

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

-

Var%a.a.

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

-

Var%12m

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.

CUB/M2: Variação de 0,07% do mês de março/06, ante fevereiro/06, reflete uma  relativa estabilidade do CUB Belém. As expectativas sugerem que o CUB voltará a crescer por conta do aumento dos salários das categorias que estão com seus salários abaixo do valor de R$350,00, fixado para o salário mínimo.

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) apresentou em março/06 alta de 0,07%, em relação ao mês anterior, Foi a menor variação registrada pelo CUB/m2 no primeiro trimestre do ano. Em janeiro o referido indicador do custo da construção, influenciado pelo crescimento dos materiais, apresentou alta de.0,58, em fevereiro observou-se um incremento de 1,77, decorrente da convenção coletiva firmada  em agosto/05 que estabeleceu aumento real de 2% ( dois por cento ) sobre os salários de fevereiro/06. A análise comparativa das variações CUB/Belém e INCC-geral ( quadro II, ) aponta que a variação do  CUB/Belém, continuou superando o INCC geral da FGV, tendência identificada a partir de janeiro/06. Com este resultado o custo do metro quadrado de construção em Belém ( projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, padrão normal de acabamento), passou de  R$700,68 em vereiro/06, para R$701,17, em março/06.

            N acumulado em doze meses (Março/05 a março/06) o CUB registrou uma variação de 7,94%, superior a inflação oficial e concomitantemente também acima do indicador de custos da construção 5,64%.

 

            No mês de março/06, o custo com material apresentou um reduzido nível de crescimento, enquanto a o custo com a mão-de-obra permaneceu inalterado, situação que propiciou uma relativa estabilidade no custo da construção em Belém.

            Na  análise do custo com material, verificou-se que do total de 40 insumos de construção que participaram da pesquisa do CUB/m2 em março/006, 2 produtos apresentaram maiores aumentos de preços: Fio termoplástico área =1,5mm2 ( 3,68% ) e Interruptor simples de uma tecla com placa 2”x4” ( 5,64% ).

            Entre os materiais que apresentaram maiores aumentos em seus preços acumulado nos três primeiros meses do ano destacaram-se: piso de mármore – m2 – 53,96%, Tinta PVA látex –L ( 41,86% ), Porta encabeçada folheada ou prancheta para cera ou verniz  70x210x3,5cm –un – 40,59%, Tubo rosca dágua D=1,90cm (3/4” ) – m – ( 36,82% ), Porta lisa para pintura – 70x21x3,5 cm – un – (32,67% ), Areia Lavada – m3 – (33,09 )

 

 

 

 

 

 

Tabela II

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,51

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

6,94

0,34

6,41

Fevereiro / 06

700,68

1,77

8,45

0,19

6,14

Março/06

701,17

0,07

7,94

0,20

5,64

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

 

Nível de Atividades

Em 2005 o Produto Interno Bruto medido a preços de mercado alcançou R$1.937, 6 bilhões, sendo R$1.728,5 bilhões referentes ao valor adicionado e R$209,1 bilhões de impostos sobre Produtos. Dentre os componentes do valor adicionado, a Agropecuária registrou R$145,8 bilhões, a Industria R$690,6 bilhões e os Serviços R$985,3. É pertinente mencionar que o PIB  registrou um inexpressivo crescimento de 2,3% em 2005, assunto abordado no relatório anterior.

 

O relatório de inflação divulgado na  semana  anterior pelo Banco Central  estima  um crescimento de 4,0% do PIB  em 2006,  com base no recuo das taxas de inflação, na melhoria dos indicadores do mercado de trabalho.

 

Apesar do baixo crescimento registrado em 2005, observa-se que o quarto trimestre apresenta uma  retomada  na economia que ocorreu  de forma generalizada em todo os subsetores, bem como nos principais componentes da demanda, com destaque no bom desempenho do consumo das famílias, reflexo da expansão da renda e do emprego. Com relação aos investimentos, apesar da desaceleração do ano de 2005 em  relação a 2004, as estatísticas do quarto trimestre mostram uma expansão.

No que tange a Construção observou-se uma taxa de variação de 3,1%, superior ao desempenho do trimestre anterior, o que leva a sinalização de uma retomada que deve se fortalecer ao longo dos meses de 2006.

Os números dos setor externo refletiram todo o dinamismo do setor, que fechou 2005 com um saldo positivo na Conta Corrente de U$14,2 bilhões. As exportações cresceram 11,6% e as importações 9,5%

A expansão do nível de emprego e da renda, o crescimento do crédito e fortalecimento da confiança dos consumidores são fatores que poderão impulsionar a demanda ao longo dos próximos trimestres Acrescente-se a  esses fatores os efeitos do novo valor do salário mínimo.

O relatório de inflação divulgado na  semana  anterior pelo Banco Central  estima  um crescimento de 4,0% do PIB  em 2006, que tem como pressupostos   a expansão do nível de emprego e da renda, o crescimento do crédito e fortalecimento da confiança dos consumidores. Referidos indicadores  poderão impulsionar a demanda ao longo dos próximos trimestres Acrescente-se a  esses fatores os efeitos do novo valor do salário mínimo, o recuo das taxas de inflação e o aumento das intenções de investimento, são fatores que possibilitam antever para 2006 um cenário com crescimento superior ao que ocorreu em 2005.

 

Indicadores de Investimento

Em 2005

Variação percentual

Discriminação

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

No mês

 

 

 

 

Bens de capital

 

 

 

 

  Produção

0,8

-4,9

5,5

5,8

  Importação

1,7

-0,3

-17,3

29,5

  Exportação

3,7

-10,3

14,3

0,1

Insumos da Construção Civil

0,4

-1,1

3,4

3,4

No ano

 

 

 

 

Bens de Capital

 

 

 

 

  Produção

3,4

3,1

3,3

3,6

  Importação

23,9

24,2

22,2

21,4

  Exportação

34,4

23,3

23,2

18,5

Insumos da Construção Civil

12,3

6,5

12,6

17,9

Fontes: Banco Central e BNDES

Mercado de Trabalho: Construção a nível de Brasil, com boa performance   repõem perdas em fevereiro/06. A nível de Estado do Pará ocorreu um baixo crescimento de 0,53% em fevereiro/06 comparado com janeiro/06. Tal desempenho é reflexo da sazonalidade que se verifica na Construção Civil do Estado nesse período.

Com 16,5 mil novas contratações formais, o nível de emprego na Construção Civil brasileira cresceu 1,2% em fevereiro, em relação a janeiro. No primeiro bimestre, o setor gerou 35,6 mil empregos ( +2,6%), repondo assim as 34 mil vagas fechadas no últimos dozes meses do ano passado.

No fim de fevereiro, a Construção Civil brasileira registrava 1.432 milhões  trabalhadores formais, 0,2% acima do contigente de 1.429 milhões de empregados existentes em outubro de 2005. No acumulado de 12 meses, o emprego cresceu 10,3%.

No Estado do Pará, os dados do CAGED do TEM registram um baixo crescimento de 0,53% em fevereiro/06, ante janeiro/06 no   saldo de emprego formal ( admissão-desligamentos ), situação generalizada para todas as atividades econômicas do Estado, a exceção do Extrativismo Mineral  cujo saldo de emprego formal cresceu   3,79%. Ocorreram quedas no saldo do emprego formal na Industria de Transformação e a Agropecuária, com -0,50% e -0,09% respectivamente.

No bimestre  janeiro/fevereiro/06, refletinfdo as influencias sazonais do período, o saldo dos empregos formais ( admissão-desligamentos ) indicaram uma queda de 0,32% na Construção Civil, comparado a taxa positiva de 0,47% no total de todas as atividades econômicas do Estado.

 Ao longo dos doze meses os saldos do empregos  formais do Extrativismo Mineral e da  Construção Civil  registraram  a maior alta relativa entre as diversas atividades econômicas do Estado 22,64 e 17,93%, respectivamente o que reflete os bons resultados obtidos pelas referidas atividades  em 2005. As demais atividades econômicas, Comércio e  Serviços, também a´resentaram crescimento. A maior queda relativa no período de  dozes meses  ocorreu na Industria da Transformação com redução de -2,08%

Evolução do Saldo Emprego  Formal ( Admissão-Desligamentos )

Estado do Pará

Fevereiro/2006

Atividade

Econômica

Fevereiro/06

Janeiro/06

%

Jan. a Fev/06

Jan a Fev/05

%

Fev/05a Fev./06

Fev./04 a Fev./05

%

Extrativa Mineral

210

3,79

422

7,92

1.114

22,64

Ind. De Transfor.

-467

-0,50

-897

-0,96

-1.800

-2,08

Serv. Ind. Útil. Pub.

38

0,61

125

2,04

138

2,25

Construção Civil

283

0,90

-102

-0,32

4.317

17,93

Comercio

897

0,76

697

0,59

7.412

6,86

Serviços

1.424

0,89

1.944

1,21

7.283

5,04

Adm. Pub.

 

16

0,28

-231

-3,82

-152

-1,82

 

 

Agropec.

-23

-0,09

125

0,51

-27

-0,11

Total

2.378

0,53

2.083

0,47

18.286

4,49

Fonte: Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – M T E

Mercado Acionário: Alta das Construtoras surpreende

Quatro construtoras fizeram ofertas públicas de ações nos últimos meses: Company, Cyrela, Gafisa e Rossi. As expectativas positivas dos investidores  com relação ao crescimento do mercado imobiliário garantiram a esses papeis uma valorização muito superior a média da bolsa.

Algumas subiram mais de 150%. Mesmo quem brilhou pouco superou bastante a média do mercado. As ações da Rossi que tiveram o pior desempenho do grupo, subiram 13% em apenas 3 semanas – período em que o Índice Bovespa avançou 7,0%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pacote da Construção

Através do Decreto 5.697, de 07.02.2006, a Presidência da República institucionalizou um conjunto de medidas  para incentivar a Construção Imobiliário, contendo além de crédito a desoneração tributária para 41 itens de  materiais de construção.

Consoante simulações realizadas pelo  CBIC ( quadro ...), a desoneração tributária representa uma insignificante redução de 1,52%.no valor do CUB H8-2N, média Brasil.

Tabela V

Aqui vai o link para a imagem

Perspectivas

Os dados estatísticos da Construção do primeiro bimestre de 2006 mostram uma melhoria em relação ao ano de 2005, A produção de insumos da Construção cresceu 7,2% em relação ao mesmo período de 2005.

As obras públicas e o pacote da construção, sobretudo as medidas de expansão  do  crédito podem contribuir para que a Construção retome seus patamares de  crescimento potencial a nível de 6% ao ano.

A massa salarial deve ganhar um impulso a partir do reajuste do salário mínimo de R$300,00 para R$350,00, aumentando o poder de compra da população mais pobre, estimulando portanto o incremento do consumo “formiguinha”.

De acordo com o Ministério do Planejamento, no inicio do ano o Governo Federal liberou R$11bilhões, correspondente a restos a pagar de valores autorizados no final do ano passado, condição que sinaliza uma aceleração do investimento público federal.

O diretor-executivo da Abramat, entidade que representa os fabricantes de material de construção, Roberto Zullino, mencionou que medidas adotadas pelo governo como  o patrimônio de afetação que reduz o imposto a pagar nos empreendimentos a 7% das vendas e a desoneração do IPI podem estimular as construtoras a produzir imóveis para a classe média. Segundo estimativas da Abramat, “as construtoras representam apenas 16% do mercado de moradias porque abandonaram os segmentos mais populares e se concentraram nos imóveis de luxo. Assim a maioria das vendas de material de construção ainda é feita diretamente para os proprietários das moradias que estão sendo construídas ou reformadas.” ( Valor Econômico 10.03.2006 )

 

 

EmpregoFormal:

Brasil

Dados do Caged registraram a nivel de Brasil no mês de Janeir/06 a criação de 86.616 novos empregos no Brasil, menor que o mês de janeiro de 2005 quando foram criados 115.972 novos postos de trabalho. Construção registra o melhor resultado de toda a série histórica do Caged.

Os saldos positivos se deram na construção civil (1,82%), na agropecuária (0,69%), no setor de serviços (0,37%), na industria transformação (0,31% ). O comércio foi o único setor que apresentou desempenho negativo: -0,09%

A construção civil obteve em janeiro/06 a nível de Brasil o melhor resultado de toda a série histórica do Caged para o setor, com criação de 21.244 postos de trabalho.

Estado do Pará

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emprego Formal - Janeiro/06

Tabela VI

Setores

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Mensal).

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Em 12 meses).

 

Saldo

                (%)

Saldo

(%)

Total

-295

-0,07

16.358

4,03

Extrativa Mineral

212

3,98

943

19,33

Indústria de Transform

-430

-0,46

-1.459

-1,69

Serv Industriais de Útil. Pública

87

1,42

84

1,37

Construção Civil

-358

-1,22

3.086

12,52

Comércio

-200

-0,17

6.921

6,44

Serviços

520

0,32

6.859

4,79

Administração Pública

-247

-4,09

-186

-2,27

Agricultura, Silvicultura

148

0,61

109

0,45

Fonte: M T E Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

3.2 - Emprego Formal: Apesar de uma redução no saldo de emprego no mês de janeiro/06 (-0,07), o período de 12 meses mostra uma recuperação no emprego formal de 4,03%, no Estado do Pará.

 

 Dados estatísticos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Estado do Pará, evidenciaram que o mercado de trabalho formal expressou  uma desaceleração com um saldo negativo de -295 empregos (admissão-desligamento) em Janeiro/06, com uma variação de -0,07 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em doze meses  a o saldo do emprego formal aumentou 16.358 , com uma taxa de crescimento de 4,03% em relação aos doze meses imediatamente anteriores. Tal redução é reflexo da redução de trabalhos temporários.

---------- A análise setorial em doze meses janeiro/05 a janeiro/06  revela uma melhor  avaliação com um maior dinamismo que ocorreu no comércio com a criação de 6.921 empregos, seguido dos serviços (6.859), da Construção Civil (3.086) e do Extrativismo Mineral (943).  A indústria de transformação permanece mostrando uma  desaceleração na formação dos saldos dos empregos formais no Estado do Pará. ( -1.459 ). A maior  redução ocorreu no gênero Madeira e Mobiliário (-5.284 ).

 

 

 

 

 

Maio/06

Sumário:

1. Conjuntura: Inflação continua dando sinais de desaceleração                 pg. 1

2. CUB/M²: Aumenta o custo da Construção em Belém                                 pg. 2

3. Nível de Atividades                                                                                    pg. 4
3.1 Produção Industrial                                                                                 pg. 4
3.2 Emprego Formal
                                                                                     pg. 5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1.       Conjuntura: Inflação continua dando sinais de desaceleração, sendo possível esperar nova redução na taxa  Selic este mês.

-------  O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo que reflete a variação dos preços de consumo das famílias com renda  mensal de 1 a 40 salários mínimos,  registrou variação de 0,21% em abril/06  e ficou abaixo da taxa de 0,43% de março/06. Nos quatros primeiros meses do ano o índice acumula uma taxa de 1,65%, inferior ao do ano passado, quando atingiu 2,68%. Nos últimos doze meses, o acumulado ficou em 4,63%, também abaixo da taxa de 5,32%, registrada nos últimos doze meses imediatamente anteriores. Confirma-se assim a tendência de convergência do índice da meta fixada pelo Banco Central  para 2006 de 4,6%.

---------- O recuo da taxa se deve principalmente à maior oferta de produtos agrícolas, com acomodação no preço do álcool combustível, cuja alta vinha influenciando o IPCA nos meses anteriores. Como resultado da colheita e comercialização da safra de cana o litro do álcool mostrou uma queda de 0,11%. O produto vinha subindo desde julho do ano passado e chegou a registrar alta de 12,85% em março/06. Além dos combustíveis, ficaram mais baratos os preços dos aparelhos de TV, som e informática (-1,26 ), enquanto os ônibus urbanos mantiveram estabilidade. Com relação as regiões pesquisadas, Belo Horizonte (0,51%), Fortaleza (0,50%), Porto Alegre (0,48% ), Brasília (0, 39%), Rio de Janeiro (0,38) e Belém (0,32%), foram as seis capitais que apresentaram os maiores índices.

 ---------O IPCA abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, sendo o principal indicador utilizado  pelo Banco Central do Brasil para acompanhar as metas de inflação.
----------O INCC – geral   (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado  pela Fundação Getulio Vargas, registrou em abril/06  uma variação de 0,36 ante 0,20% do mês. No ano a variação foi de 1,10%. Com esse resultado a variação nos últimos 12 meses totalizou 5,26%.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), utilizado para reajustar contratos e tarifas públicas, registrou uma desaceleração em sua  variação de -0,42% em abril ante -0,23% em março. A variação nos quatro primeiros meses do ano  foi de 0,27. A variação nos últimos  12 meses ( abril/05 a abril/06 ) atingiu -0,92%.--------

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor teve uma variação de 0,12% em abril/06, resultado inferior ao de março 0,27%. O acumulado no ano situou-se em 1,00%. Com esse resultado, a variação nos últimos 12 meses ( abril/05 a abril/06) alcançou 3,34%,  também abaixo da taxa de 4,15% relativos aos dozes meses imediatamente anteriores. A queda foi influenciada pela variação negativa de 0,34% dos produtos alimentícios. O maior índice regional foi registrado em Belo Horizonte 0,43%. Registraram deflação, Goiânia (-0,63%), Curitiba (-0,07%) e São Paulo (-0,06%).

 

 

 

Tabela  I
            Índices de Preços

  Índices

  Variação

Jan/05

fev/05

mar/05

Abr/05

Mai/05

Jun/05

Jul/05

INCC

Índices

308,284

309,646

311,733

313,977

320,524

322,974

323,332           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Var%mês

0,75

0,44

0,67

0,72

2,09

0,76

0,11

0,11

 

Var%ano

0,75

1,2

1,88

2,62

4,76

5,56

5,67

 

Var%12m

11,5

10,89

10,36

10,51

10,79

10,85

9,74

CUB/PA

Índices

643,78

646,08

649,59

652,79

645,46

649,03

655,15

 

Var%mês

1,74

0,36

0,54

0,49

-0,12

0,55

0,94

 

Var%ano

1,74

2,13

2,69

3,19

2,04

2,6

3,57

 

Var%12m

7,76

8,95

9,03

9,69

8,92

9,57

8,97

IPCA

Índices

2.412,83

2.427,07

2.441,87

2.463,11

2.475,18

2.474,68

2.480,87

 

Var%mês

0,58

0,59

0,61

0,87

0,49

-0,02

0,25

 

Var%a.a.

0,58

0,17

1,79

2,68

3,18

3,16

3,42

 

Var%12m

7,41

7,39

7,54

8,07

8,05

7,27

6,57

IGP-M

Índices

332,298

333,288

336,123

339,03

338,299

336,801

335,663

 

Var%mês

0,39

0,3

0,85

0,86

-0,22

-0,44

-0,34

 

Var%a.a.

0,39

0,69

1,15

2,42

2,2

1,75

1,41

 

Var%12m

11,87

11,43

11,12

10,74

9,08

7,12

5,38

INPC

Índices

2.474,210

2.485,100

2.503,240

2.526,020

2.543,700

2.540,900

2.541,660

-

Var%mês

0,57

0,44

0,73

0,91

0,70

0,11

0,03

-

Var%a.a.

2,74

2,01

1,75

2,68

3,39

3,28

3,31

 

Var%12m

5,86

5,91

6,08

6,61

6,93

6,28

5,54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Índices

Variação

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

Abril/06

INCC-DI

Índices

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

330,501

 

Var%mês

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

0,36

 

Var%ano

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

1,10

 

Var%12m

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

5,26

CUB/PA

Índices

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

706,75

-

Var%mês

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

0,80

 

Var%ano

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

3,30

 

Var%12m

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,94

8,45

7,94

8,27

IPCA

Índices

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

2.577,23

 

Var%mês

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

0,21

 

Var%a.a.

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

1,65

 

Var%12m

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

5,70

5,51

5,32

4,63

IGP-M

Índices

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

335,921

-

Var%mês

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

-0,42

 

Var%a.a.

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

0,27

 

Var%12m

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

-0,92

INPC

Índices

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2.594,17

2600,13

2.607,16

2.610,29

-

Var%mês

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

0,12

-

Var%a.a.

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

1,00

-

Var%12m

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

3,34

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.

 

CUB: Construir fica mais caro em Belém

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) registrou  em abril/06 alta de 0,8% em relação a variação de 0,07%, do mês de  março. Neste mês o custo com a de  mão-de- obra aumentou em função do  reajuste  realizado para corrigir a defasagem em relação ao novo salário mínimo de R$350,00 da   categoria Servente. A variação do custo dessa categoria no mês foi de 7,43%, enquanto que no ano foi de 9,66%.  No caso dos materiais,  a redução do IPI para alguns produtos pode ter evitado uma  elevação maior do CUB. É o caso aço e dos tubos de PVC. Ambos os produtos foram contemplados com uma redução na alíquota do IPI DE 5% para 0. O aço é um dos  materiais com grande pêso na composição do CUB, cujo preço baixou 1,78%. O tubo de PVC, rosca d’agua, teve uma redução de 3,41%. No entanto, entendemos ainda não ser possível avaliar o efeito deflacionista da redução dos preços dos produtos citados, pois não se sabe se a referida redução foi pontual ou se continuará nos próximos meses. Com este resultado o custo do metro quadrado da construção em Belém ( projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento), passou de  R$701,17, em março/06 para R$706,75 em abril/06.

            De janeiro a abril/06, o CUB/m2 acumulou alta de  3,30% enquanto o INCC-DI aumentou 1,10%. No acumulado em doze meses (Abril/05 a abril/06) o CUB registrou uma variação de 8,27%, superior a inflação oficial e concomitantemente também acima do indicador de custos da construção, no caso o INCC-DI, ( 5,26%).

 

            Na  análise do custo com material, verificou-se que do total de 40 insumos de construção que participaram da pesquisa do CUB/m2 em abril/06, 12 apresentaram crescimento em seus preços, 8 permaneceram estáveis e 20 registraram queda. Alguns  produtos apresentaram maiores aumentos de preços no mês: telha ondulada de fibrocimento 6mm – m2- (8,72%), Eletroduto de PVC leve D=3,81 cm  ( 1 ½ ) –vara- (6,09%), emulsão asfáltica / elastomero –kg- (2,82%).

            No acumulado dos doze meses  os materiais que mais se destacaram pelo crescimento expressivos em seus preços foram  Tubo PVC esgoto D = 100mm – m – (23,18%), Cimento Portland 32 – Kg- (19,48% ), Tinta PVA látex –L- (20,22%), Areia lavada –m3- (19,99%).

Materiais que mais influenciaram o CUB no mês de abril/06

Ranking

Produto

Variação (%) mês

Variação (%) 12 meses

1

Aço CA 50 AD=12,5mm  -kg-

-1,78

-0,36

2

Tubo PVC rosca d’agua D=1,90cm (3/4” )  -m-

-4,41

33,07

3

Telha Ondulada de fibrocimento 6mm –m2-

8,72

2,34

4

Eletroduto de PVC leve D=3,81 cm  (1 ½”)

6,09

-1,26

5

Basculante de ferro chapa dobrada (60x100 cm )

5,54

7,43

Fonte: SINDUSCON-PA, Assessorias Econômica e Técnica

 

Materiais que influenciaram o CUB em 12 meses

Ranking

Produto

Variação no mês

Variação em 12 meses

1

Tubo PVC esgoto D =100mm – m -

-0,56

23,18

2

Cimento Portland 32  Kg

2,46

19,48

3

Tinta PVA látex  -L-

-2,98

20,22

4

Areia lavada  -m3-

1,25

19,99

5

Porta almofada maciça sucupira

(70x210x3,5)

11,2

6

Cerâmica esmaltada (20x20 cm )  -m2-

2,05

11,49

7

Brita 1   -m3-

5,02

9,08

Fonte: SINDUSCON-PA, Assessorias Econômica e Técnica.

 

 

 

Tabela II

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,51

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

6,94

0,34

6,41

Fevereiro / 06

700,68

1,77

8,45

0,19

6,14

Março/06

701,17

0,07

7,94

0,20

5,64

Abril/06

706,75

0,80

8,27

0,36

5,26

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

 

Nível de Atividades: Economia segue dando indicações de  crescimento durante o ano de 2006. No Estado do Pará, a industria extrativa, contribui em maior medida para as taxas expressivas do crescimento na industria paraense. 

Os resultados do nível da atividade no Brasil, indicaram forte elevação em alguns indicadores, dentre eles o crescimento da produção industrial. Os números da industria mostraram forte aceleração no ritmo da produção industrial nacional na passagem do quarto trimestre de 2005 (1,3%) para o primeiro de 2006 (4,6%) – em relação ao mesmo período do ano anterior.

Verifica-se  a partir de fevereiro  uma mudança na dinâmica do crescimento, com forte presença dos segmentos de bens de consumo, bem como a sustentação das exportações, fatores responsáveis pelo bom desempenho dos locais que apresentaram maiores ganhos: Pará (12,6%, Amazonas (10,6%) e Ceará (10,3%).

Estado do Pará.

A industria do Estado do Pará teve um crescimento de 17,5% em março/06 em comparação com igual mês de 2005. No primeiro trimestre 12,6% e 5,7% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em relação a março do ano passado, a expansão ocorreu na industria extrativa (28,6%), com destaque para a expansão do minério de ferro. Na industria de transformação (9,0%), os maiores destaques foram para a metalurgia básica (12,9%) e alimentos e bebidas (15,2%).

A expansão de 12,6% no primeiro trimestre de 2006, mostra a clara aceleração em relação aos dois trimestres de 2005 ( 1,2% de julho a setembro e 3,9% de outubro a dezembro). Esse crescimento  é explicado pelo bom desempenho da industria extrativa  que passou de 5,1% no terceiro trimestre de 2005 para 9,5% no trimestre seguinte e chegou a aos 26,5% nos primeiros três meses de 2006.

 O acumulado em 12 meses (5,7%) mostrou aceleração frente a janeiro (3,8% ) e fevereiro (4,5%)

Indicadores da Produção Industrial

Resultados Regionais

Industria Geral

Locais

2005

2006

 

Out a dez.

Jan a mar

Amazonas

1,9

10,6

Pará

3,9

12,6

Região Nordeste

0,6

3,3

Ceará

-7,9

10,3

Pernambuco

6,1

3,2

Bahia

4,2

6,6

Minas Gerais

4,9

6,5

Espírito Santo

0,6

2,2

Rio de Janeiro

3,4

5,1

São Paulo

1,5

4,7

Paraná

-5,6

-5,5

Rio Grande do Sul

-3,9

-1,7

Goiás

-1,5

1,4

Brasil

1,3

4,6

Fonte: IBGE. Diretoria de Pesquisas.

 

 

Mercado de Trabalho: Construção a nível de Brasil, com boa performance   repõem perdas em fevereiro/06. A nível de Estado do Pará ocorreu um baixo crescimento de 0,53% em fevereiro/06 comparado com janeiro/06. Tal desempenho é reflexo da sazonalidade que se verifica na Construção Civil do Estado nesse período.

 

Estatísticas de Emprego do Caged exibem uma redução sazonal de 1.147 no saldo do emprego formal (admissão-desligamentos) no mês de março/06 em relação a fevereiro/06.   A análise por segmentos revela que a redução ocorreu mais fortemente na Construção Civil -986, na Industria de Transformação -663 e na  Agropecuária -263. No primeiro quadrimestre (jan a abril/06), ocorreu um aumento de 636 vagas no saldo do emprego formal. Apresentaram crescimento a atividade  Serviços com 2.421 vagas, Comercio com 556 vagas   e extrativa mineral com 486 vagas. Quando se comparam os doze meses (abril/2005 a março/2006), verifica-se um crescimento de 15.258 no total do saldo de empregos formais. Verificando-se que houve um crescimento no saldo do emprego formal em praticamente todas as áreas, a exceção da atividade Agropecuária que mostra uma redução de 644 vagas.

 

 

 

Evolução do Saldo Emprego  Formal ( Admissão-Desligamentos )

Estado do Pará

Março/06

 

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação

%

Extrativa Mineral

67

1,17

489

9,18

1.085

21,60

Ind. Transformação

-663

-0,72

-1.560

-1,67

-3.063

-3,51

Serv. Ind. Util. Púb.

 

67

1,07

192

3,14

215

3,51

Construção Civil

-986

-3,10

-1.088

-3,14

3.755

15,50

Comércio

-141

-0,12

556

0,47

6.933

6,39

Serviços

477

0,29

2.421

1,51

7.166

4,93

Admin Pública

-5

-0,09

-236

-3,91

-190

-2,32

Agropecuária

-263

-1,07

-138

-0,57

-644

-2,48

Total

-1.147

-0,32

636

0,14

15.258

3,72

Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – M  T  E

 

Quadro

Empregados na Construção Civil

Estado do Pará

Jan. 2005 a Jan. 2006

Mês

No. De Empregados

Variação absoluta

Variação absoluta

Variação absoluta

 

 

No mês

No ano

Em 12 meses

Jan/05

28.821

-441

-441

5.289

Fev.

27.923

-898

-1.339

4.936

Março

27.561

-362

-1.701

4.878

Abril

27.712

151

-1.550

4.771

Maio

28.044

332

-1.218

4.620

Junho

28.646

602

-616

4603

Julho

29.749

1.103

487

3.921

Agosto

30.481

732

1.219

2.666

Setembro

31.498

1.017

2.236

1.975

Outubro

32.869

1.371

3.607

2.326

Novembro

33.415

546

4.153

2.848

Dezembro

32.261

-1.154

2.999

2.999

Jan/06

31.794

-287

-287

3.153

 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PIB

Em 2005 o Produto Interno Bruto medido a preços de mercado alcançou R$1.937, 6 bilhões, sendo R$1.728,5 bilhões referentes ao valor adicionado e R$209,1 bilhões de impostos sobre Produtos. Dentre os componentes do valor adicionado, a Agropecuária registrou R$145,8 bilhões, a Industria R$690,6 bilhões e os Serviços R$985,3. É pertinente mencionar que o PIB  registrou um inexpressivo crescimento de 2,3% em 2005, assunto abordado no relatório anterior.

 

O relatório de inflação divulgado na  semana  anterior pelo Banco Central  estima  um crescimento de 4,0% do PIB  em 2006,  com base no recuo das taxas de inflação, na melhoria dos indicadores do mercado de trabalho.

 

Apesar do baixo crescimento registrado em 2005, observa-se que o quarto trimestre apresenta uma  retomada  na economia que ocorreu  de forma generalizada em todo os subsetores, bem como nos principais componentes da demanda, com destaque no bom desempenho do consumo das famílias, reflexo da expansão da renda e do emprego. Com relação aos investimentos, apesar da desaceleração do ano de 2005 em  relação a 2004, as estatísticas do quarto trimestre mostram uma expansão.

No que tange a Construção observou-se uma taxa de variação de 3,1%, superior ao desempenho do trimestre anterior, o que leva a sinalização de uma retomada que deve se fortalecer ao longo dos meses de 2006.

Os números dos setor externo refletiram todo o dinamismo do setor, que fechou 2005 com um saldo positivo na Conta Corrente de U$14,2 bilhões. As exportações cresceram 11,6% e as importações 9,5%

A expansão do nível de emprego e da renda, o crescimento do crédito e fortalecimento da confiança dos consumidores são fatores que poderão impulsionar a demanda ao longo dos próximos trimestres Acrescente-se a  esses fatores os efeitos do novo valor do salário mínimo.

O relatório de inflação divulgado na  semana  anterior pelo Banco Central  estima  um crescimento de 4,0% do PIB  em 2006, que tem como pressupostos   a expansão do nível de emprego e da renda, o crescimento do crédito e fortalecimento da confiança dos consumidores. Referidos indicadores  poderão impulsionar a demanda ao longo dos próximos trimestres Acrescente-se a  esses fatores os efeitos do novo valor do salário mínimo, o recuo das taxas de inflação e o aumento das intenções de investimento, são fatores que possibilitam antever para 2006 um cenário com crescimento superior ao que ocorreu em 2005.

 

Indicadores de Investimento

Em 2005

Variação percentual

Discriminação

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

No mês

 

 

 

 

Bens de capital

 

 

 

 

  Produção

0,8

-4,9

5,5

5,8

  Importação

1,7

-0,3

-17,3

29,5

  Exportação

3,7

-10,3

14,3

0,1

Insumos da Construção Civil

0,4

-1,1

3,4

3,4

No ano

 

 

 

 

Bens de Capital

 

 

 

 

  Produção

3,4

3,1

3,3

3,6

  Importação

23,9

24,2

22,2

21,4

  Exportação

34,4

23,3

23,2

18,5

Insumos da Construção Civil

12,3

6,5

12,6

17,9

Fontes: Banco Central e BNDES

Mercado de Trabalho: Construção a nível de Brasil, com boa performance   repõem perdas em fevereiro/06. A nível de Estado do Pará ocorreu um baixo crescimento de 0,53% em fevereiro/06 comparado com janeiro/06. Tal desempenho é reflexo da sazonalidade que se verifica na Construção Civil do Estado nesse período.

Com 16,5 mil novas contratações formais, o nível de emprego na Construção Civil brasileira cresceu 1,2% em fevereiro, em relação a janeiro. No primeiro bimestre, o setor gerou 35,6 mil empregos ( +2,6%), repondo assim as 34 mil vagas fechadas no últimos dozes meses do ano passado.

No fim de fevereiro, a Construção Civil brasileira registrava 1.432 milhões  trabalhadores formais, 0,2% acima do contigente de 1.429 milhões de empregados existentes em outubro de 2005. No acumulado de 12 meses, o emprego cresceu 10,3%.

No Estado do Pará, os dados do CAGED do TEM registram um baixo crescimento de 0,53% em fevereiro/06, ante janeiro/06 no   saldo de emprego formal ( admissão-desligamentos ), situação generalizada para todas as atividades econômicas do Estado, a exceção do Extrativismo Mineral  cujo saldo de emprego formal cresceu   3,79%. Ocorreram quedas no saldo do emprego formal na Industria de Transformação e a Agropecuária, com -0,50% e -0,09% respectivamente.

No bimestre  janeiro/fevereiro/06, refletinfdo as influencias sazonais do período, o saldo dos empregos formais ( admissão-desligamentos ) indicaram uma queda de 0,32% na Construção Civil, comparado a taxa positiva de 0,47% no total de todas as atividades econômicas do Estado.

 Ao longo dos doze meses os saldos do empregos  formais do Extrativismo Mineral e da  Construção Civil  registraram  a maior alta relativa entre as diversas atividades econômicas do Estado 22,64 e 17,93%, respectivamente o que reflete os bons resultados obtidos pelas referidas atividades  em 2005. As demais atividades econômicas, Comércio e  Serviços, também a´resentaram crescimento. A maior queda relativa no período de  dozes meses  ocorreu na Industria da Transformação com redução de -2,08%

Evolução do Saldo Emprego  Formal ( Admissão-Desligamentos )

Estado do Pará

Fevereiro/2006

Atividade

Econômica

Fevereiro/06

Janeiro/06

%

Jan. a Fev/06

Jan a Fev/05

%

Fev/05a Fev./06

Fev./04 a Fev./05

%

Extrativa Mineral

210

3,79

422

7,92

1.114

22,64

Ind. De Transfor.

-467

-0,50

-897

-0,96

-1.800

-2,08

Serv. Ind. Útil. Pub.

38

0,61

125

2,04

138

2,25

Construção Civil

283

0,90

-102

-0,32

4.317

17,93

Comercio

897

0,76

697

0,59

7.412

6,86

Serviços

1.424

0,89

1.944

1,21

7.283

5,04

Adm. Pub.

 

16

0,28

-231

-3,82

-152

-1,82

 

 

Agropec.

-23

-0,09

125

0,51

-27

-0,11

Total

2.378

0,53

2.083

0,47

18.286

4,49

Fonte: Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – M T E

Mercado Acionário: Alta das Construtoras surpreende

Quatro construtoras fizeram ofertas públicas de ações nos últimos meses: Company, Cyrela, Gafisa e Rossi. As expectativas positivas dos investidores  com relação ao crescimento do mercado imobiliário garantiram a esses papeis uma valorização muito superior a média da bolsa.

Algumas subiram mais de 150%. Mesmo quem brilhou pouco superou bastante a média do mercado. As ações da Rossi que tiveram o pior desempenho do grupo, subiram 13% em apenas 3 semanas – período em que o Índice Bovespa avançou 7,0%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pacote da Construção

Através do Decreto 5.697, de 07.02.2006, a Presidência da República institucionalizou um conjunto de medidas  para incentivar a Construção Imobiliário, contendo além de crédito a desoneração tributária para 41 itens de  materiais de construção.

Consoante simulações realizadas pelo  CBIC ( quadro ...), a desoneração tributária representa uma insignificante redução de 1,52%.no valor do CUB H8-2N, média Brasil.

Tabela V

Aqui vai o link para a imagem

Perspectivas

Os dados estatísticos da Construção do primeiro bimestre de 2006 mostram uma melhoria em relação ao ano de 2005, A produção de insumos da Construção cresceu 7,2% em relação ao mesmo período de 2005.

As obras públicas e o pacote da construção, sobretudo as medidas de expansão  do  crédito podem contribuir para que a Construção retome seus patamares de  crescimento potencial a nível de 6% ao ano.

A massa salarial deve ganhar um impulso a partir do reajuste do salário mínimo de R$300,00 para R$350,00, aumentando o poder de compra da população mais pobre, estimulando portanto o incremento do consumo “formiguinha”.

De acordo com o Ministério do Planejamento, no inicio do ano o Governo Federal liberou R$11bilhões, correspondente a restos a pagar de valores autorizados no final do ano passado, condição que sinaliza uma aceleração do investimento público federal.

O diretor-executivo da Abramat, entidade que representa os fabricantes de material de construção, Roberto Zullino, mencionou que medidas adotadas pelo governo como  o patrimônio de afetação que reduz o imposto a pagar nos empreendimentos a 7% das vendas e a desoneração do IPI podem estimular as construtoras a produzir imóveis para a classe média. Segundo estimativas da Abramat, “as construtoras representam apenas 16% do mercado de moradias porque abandonaram os segmentos mais populares e se concentraram nos imóveis de luxo. Assim a maioria das vendas de material de construção ainda é feita diretamente para os proprietários das moradias que estão sendo construídas ou reformadas.” ( Valor Econômico 10.03.2006 )

 

 

EmpregoFormal:

Brasil

Dados do Caged registraram a nivel de Brasil no mês de Janeir/06 a criação de 86.616 novos empregos no Brasil, menor que o mês de janeiro de 2005 quando foram criados 115.972 novos postos de trabalho. Construção registra o melhor resultado de toda a série histórica do Caged.

Os saldos positivos se deram na construção civil (1,82%), na agropecuária (0,69%), no setor de serviços (0,37%), na industria transformação (0,31% ). O comércio foi o único setor que apresentou desempenho negativo: -0,09%

A construção civil obteve em janeiro/06 a nível de Brasil o melhor resultado de toda a série histórica do Caged para o setor, com criação de 21.244 postos de trabalho.

Estado do Pará

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emprego Formal - Janeiro/06

Tabela VI

Setores

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Mensal).

Saldo do Emprego (Admiss. – Deslig) (Em 12 meses).

 

Saldo

                (%)

Saldo

(%)

Total

-295

-0,07

16.358

4,03

Extrativa Mineral

212

3,98

943

19,33

Indústria de Transform

-430

-0,46

-1.459

-1,69

Serv Industriais de Útil. Pública

87

1,42

84

1,37

Construção Civil

-358

-1,22

3.086

12,52

Comércio

-200

-0,17

6.921

6,44

Serviços

520

0,32

6.859

4,79

Administração Pública

-247

-4,09

-186

-2,27

Agricultura, Silvicultura

148

0,61

109

0,45

Fonte: M T E Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

3.2 - Emprego Formal: Apesar de uma redução no saldo de emprego no mês de janeiro/06 (-0,07), o período de 12 meses mostra uma recuperação no emprego formal de 4,03%, no Estado do Pará.

 

 Dados estatísticos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Estado do Pará, evidenciaram que o mercado de trabalho formal expressou  uma desaceleração com um saldo negativo de -295 empregos (admissão-desligamento) em Janeiro/06, com uma variação de -0,07 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em doze meses  a o saldo do emprego formal aumentou 16.358 , com uma taxa de crescimento de 4,03% em relação aos doze meses imediatamente anteriores. Tal redução é reflexo da redução de trabalhos temporários.

---------- A análise setorial em doze meses janeiro/05 a janeiro/06  revela uma melhor  avaliação com um maior dinamismo que ocorreu no comércio com a criação de 6.921 empregos, seguido dos serviços (6.859), da Construção Civil (3.086) e do Extrativismo Mineral (943).  A indústria de transformação permanece mostrando uma  desaceleração na formação dos saldos dos empregos formais no Estado do Pará. ( -1.459 ). A maior  redução ocorreu no gênero Madeira e Mobiliário (-5.284 ).