BOLETIM ECONÔMICO JUNHO/07

Conjuntura

Indicador oficial da inflação (IPCA), com variação de 0,28% em maio e PIB   com expansão no crescimento de 4,3% no primeiro trimestre de 2006, ratifica  estabilidade da economia brasileira, avalizando portanto a continuidade de maiores reduções da taxa de juros.. Dentre os índices regionais, a região metropolitana de Belém, apresentou a maior variação  do IPCA (0,67%).  

2. CUB: O Custo Unitário Básico de Construção (CUB m2 )- projeto padrão representativo (R-8) de Belém, apresentou em maio/07, redução de 0,48% a relação a abril..

 

2. Nível de Atividades:

2.1. Emprego: CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), registra no mês de abril,  a geração de 3.482 empregos formais no Estado do Pará. Construção Civil, registra uma forte queda de 4.317 de novos empregos com carteira assinada no periodo de maio/05 a abril/06 para 950 empregos gerados no periodo de maio/06 a abril/07.

 

2.2. Crescimento do PIB no primeiro trimestre (4,3%), em relação ao mesmo período de 2006,  reforça um cenário de aceleração da economia brasileira para 2007. Construção Civil que vem se recuperando desde o terceiro trimestre de 2004, exibe uma taxa de crescimento de 2,4%

2.3. PAC: Dados da  execução do Programa de Aceleração do Crescimento em habitação e saneamento refletem forte concentração nos estados das regiões Sul e Sudeste (aproximadamente 70%). Estado do Pará, recebeu apenas 0,07% do total  liberado, em contradição, com o fato do Pará ter o  terceiro maior déficit dos Estados componentes  das regiões Norte e Nordeste.

1. Conjuntura: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), DO IBGE, fechou com 0,28% de variação no mês de maio, contra 0,25% do mês de abril. Considerando o resultado acumulado do ano, a variação do  IPCA ficou em 1,79%, maior   do que em igual período de 2006 (1,75%). Nos últimos doze meses o acumulado ficou em 3,18%,  acima   da taxa de 3,00% registrada nos últimos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2006, o índice havia sido de 0,10%.

O grupo de combustíveis contribuíram para reduzir  para reduzir o IPCA, pois de uma alta de 1,17% em abril, diminuíram para 0,58% em maio, em função do aumento de 2,80% em maio, ser menor que a variação de 7,34%de abril em relação a março. A Gasolina passou de uma variação de 0,66% para 0,33%. O grupo de alimentação foi o principal foco inflacionário, passando de 0,03% para 0,16%. O consumidor passou a pagar mais 6,02% pelo litro do leite pasteurizado, 2,62% pelo leite em pó e 1,23% pelos queijos.

Os aumentos dos preços do leite é reflexo dentre outros fatores do aumento da demanda do leite em pó no mercado internacional.

Os produtos não alimentícios apresentaram variação de 0,37%. Os artigos de vestuário subiram de 0,33% para 0,68%, enquanto os preços dos artigos de limpeza cresceram de 0,59% para 0,75%.

Com relação ao peso regional na formação do IPCA, a maior variação  foi  de Brasília (0,55%) e o menor foi de fortaleza (-0,10%). Belém apresentou uma variação de 0,27%, ante 0,67% do mês anterior.

A projeção de mercado para a inflação do país está abaixo do centro da meta inflacionária prevista. Segundo pesquisa FOCUS do Banco Central junto as instituições financeiras, as projeções do índice oficial, para 2007 encontram-se em 3,5%, resultado um ponto percentual abaixo do centro da inflação  para este ano.

-O INCC –DI, (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em maio uma variação de 1,15% ante variação de  0,46% em abril. O índice referente ao grupo de materiais avançou de 0,48% para 0,58%. O aumento maior  foi no grupo  Mão-de-Obra pois a taxa de variação passou de 0,44%  para 1,81%l. A aceleração foi conseqüência de reajustes salariais por ocasião das data-base, nas cidades de Brasília, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia e São Paulo..No ano  a variação foi de 2,56%. Nos últimos 12 meses a variação foi de 5,18%.

IGP-M, que elevou-se de 0,04% em abril, abaixo da variação registrada em março 0,34%, fortemente influenciado pelo grupo alimentação e bebidas.

            O INPC em maio, apresentou a mesma variação de 0,26% de abril..O acumulado do ano situou-se em 1,88%, acima da taxa  ano passado (1,13%). Nos últimos doze meses, a taxa ficou em 3,57%, acima do resultado de 3,44%, relativo aos doze meses imediatamente anteriores.

            O Índice Geral de Preços –Mercado (IGP-M) elevou-se de 0,04% em maio, taxa idêntica a registrada em abril. No ano acumula 1,20% de aumento e em 12 meses 4,40%.

. -------.

           

 

Tabela1 I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

Abril/06

Maio/06

Junho/06

Julho/06

INCC-DI

Índices

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

330,501

3344,867

337,892

339,484

 

Var%mês

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

0,36

1,32

0,90

0,47

 

Var%ano

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

1,10

2,43

3.36

3,84

 

Var%12m

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

5,26

4,47

5,42

5,00

CUB/PA

Índices

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

706,75

707,54

708,54

710,44

 

Var%mês

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

0,80

0,19

0,14

0,27

 

Var%ano

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

3,25

3,37

3,51

3,79

 

Var%12m

11,25

8,21

6,98

8,45

7,94

8,27

9,62

9,17

8,44

IPCA

Índices

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

2.577,23

2579,81

2.574,39

2.579,28

 

Var%mês

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

0,21

0,10

-0,21

0,19

 

Var%a.a.

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

1,65

1,75

1,54

1,73

 

Var%12m

6,22

5,69

338,083

5,51

5,32

4,63

4,23

4,03

3,97

IGP-M

Índices

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

335,921

337,185

339,712

340,312

 

Var%mês

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

-0,42

0,38

0,75

0,18

 

Var%a.a.

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

0,27

0,65

1,40

1,58

 

Var%12m

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

-0,92

0,33

0,86

1,39

INPC

Índices

2.574,05

2.584,35

2,,594,17

2600,13

2.607,16

2.610

2613

2.611,85

2,614,72

-

Var%mês

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

0,12

0,13

-0,07

0,11

-

Var%a.a.

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

1,00

1,13

1,06

1,18

 

Var%12m

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

3,34

2,75

2,78

2,87

 

  Índices

Agosto/06

Setembro/06

Outubro/06

Novembrro/06

Dezembro/06

Janeiro/07

Fevereiro/07

Março/07

Abril/07

Maio/07

INCC-DI

340,283

340,670’

341.369

342,1590

343,401

344,943

345,682

346,6170

348,1940

352,204

Var%mês

0,24

0,11

0,21

0,23

0,36

0,45

0,21

0,27

0,46

1,15

Var%a.a.

4,09

4,21

4,42

4,66

5,04

0,45

0,66

0,93

1,40

2,56

Var%12m

5,23

5,09

5,11

5,05

5,04

5,15

5,18

5,25

5,35

5,18

CUB/PA/99

725,13

746,06

737,37

765,97

761,34

772,07

-----

-----

-----

 

Var%mês

2,07

2,89

-1,16

3,88

-0,06

1,41

-0,25

-1,76

-0,63

0,13

Var%a.a.

5,94

8,99

7,72

11,77

11,23

1,41

1,16

-0,61

-1,23

-1,09

Var%12m

9,85

9,97

7,83

11,83

11,23

12,14

9,92

7,92

6,40

6,43

IPCA

2.580,57

2.585,99

2.594,52

2.602,56

2.615,05

2.626,56

2.638,12

2.647,8800

2.564,500

2.661,93

Var%mês

0,05

0,21

0,33

0,29

0,48

0,44

0,44

0,37

0,25

0,28

Var%a.a.

1,78

2,00

2,33

2,65

3,14

0,44

0,88

1,26

1,51

1,79

Var%12m

3,84

3,70

3,26

3,02

3,14

2,98

3,02

2,96

3,0

3,18

IGP-M

341,574

342,5610

344,155

346,746

347,842

349,593

350,524

351,7170

351,869

352,020

Var%mês

0,37

0,29

0,47

0,75

0,32

0,50

0,27

0,34

0,04

0,04

Var%a.a.

1,96

2,26

2,73

3,50

3,83

0,50

0,77

1,11

1,16

1,20

Var%12m

2,43

3,28

3,13

3,50

3,83

3,67

3,66

4,26

4,75

4,40

INPC

2.614,20

2.618,380

2.629,64

2.640,68

2.657,05

2.670,07

2.681,28

2.693,.08

2.700,00

2.707,10

Var%mês

-0,02

0,16

0,43

0,42

0,62

0,49

0,42

0,44

0,26

0,26

Var%a.a.

1,16

1,32

1,75

2,18

2,81

0,49

0,91

1,36

1,62

1,88

Var%12m

2,85

2,86

2,71

2,59

2,81

2,93

3,12

3,30

3,44

3,57

CUB/PA/06

 

 

 

 

 

 

639,14

614,21

622,57

619,57

Var%mês

 

 

 

 

 

 

 

-3,91

1,36

-0,48

Var.a.a.

 

 

 

 

 

 

 

-3,91

-2,60

-3,06

 Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessoria Econômica do SINDUSCON-PA.

 

O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m2) – projeto padrão representativo (R-8) de Belém, apresentou em maio/07, redução de0,48% em relação a abril A referida variação corresponde a terceira  variação  calculada e divulgada de acordo com a nova NBR 12.721:2006 da ABNT, que normatiza o referido indicador de custos da construção e que entrou em vigor em 1º de fevereiro de 2007. Com este resultado o custo de metro quadrado de construção em Belém, para o projeto-padrão R8-N (Residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e 3 quartos que em abril  era de R$622,57 passou para R$619,57 em maio/07. Deste total R364,83 são referentes a material, R$239,71 mão-de-obra e R$15,03 de despesas administrativas( quadro).

A redução  do custo ocorreu em alguns materiais de construção, tendo em vista que os custos com mão-de-obra e despesas administrativas  não sofreram alterações. No ano (meses de fevereiro até maio), o CUB/mprojeto padrão representativo (R8-Normal), teve variação de -3,06%, em decorrência de variações nos preços dos materiais, enquanto o INCC-DI, no período de janeiro a maio, apresentou uma variação de 2,56%, como  conseqüência de reajustes salariais por ocasião das data-base, nas cidades de Brasília, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia e São Paulo e Rio de Janeiro (em março), situação analisado no item conjuntura. 

 O CUB/m2 é calculado e divulgado mensalmente pela SindusconPa, de acordo com a Lei 4.591/64 e a Norma Técnica NBR 12.721:2006, da ABNT.

Quadro

CUB –  ( NBR 12.721/99), apresentou em abril/07 alta de 1,36%. No presente Boletim estamos realizando a última divulgação do CUB Belém, NBR 12.721/9. Assim sendo, a partir da próxima edição do Boletim não constarão mais os dados do referido indicador da Construção Civil, que foi substituído CUB NBR 12.721/06. Esclarecimentos adicionais  poderão ser obtidas pelo tel. 32418383.

 

Participação dos custos de mão-de-obra, materiais e despesas administrativas na formação do CUB/Belém

Especificação

Abril/07

%

Maio/07

%

Material

367,83

  59,09

364,83

  58,88

Mão-de-obra

239,71

  38,50

239,71

  38,69

Desp. Admi.

  15,03

    2,41

  15,03

    2,43

Total

622,57

100,00

619,57

100,00

Fonte: Assessoria Econômica do Sindicato da Industria de Construção do Estado do Pará.

 

Custo Unitário Básico (2006), em Belém.

NBR 12.721:2006 da ABNT

Projetos-Padrões/

Fevereiro/07

Março/07

Abril/07     │  Maio/07    Mai/abr.

 

Padrões

Cub

Cub      

            

Cub               Cub              %

              .   .

 

Padrão Baixo

R1

PP-4

R-8

PIS

 

658,02

609,67

578,32

421,05

 

630,21

591,05

562,71

407,78

 

632,84           630,23      -0,41                         

592,43           587,86      -0,77

563,88           559,77      -0,72

410,98           406,87      -1,00

 

Padrão Normal

R1

PP-4

R-8

R-16

 

770,48

737,43

639,14

623,67

 

752,73

703,76

614,21

598,76

 

750,74            748,50      -0,29   

702,37            699,50      -0,40

622,57            619,57      -0,48

605,60            602,62      -0,49

 

Padrão Alto

R1

R-8

R-16

 

977,12

791,84

837,97

 

933,86

760,51

798,05

 

967,85            965,48      -0,24

780,65            777,24      -0,43

807,79            804,25      -0,43

 

Projetos-Padrões Comerciais

Padrão Normal

CAL-8

CSL-8

CSL-16

 

 

Padrão Alto

CAL-8

CSL-8

CSL-16

 

 

 

749,31

632,70

848,16

 

 

 

812,61

699,36

936,22

 

 

 

 

718,94

614,16

823,28

 

 

 

780,26

677,52

907,83

 

 

 

719,49            716,56       -0,40  

614,32            612,24       -0,33

823,29            819,07       -0,51

 

 

 

779,85            776,88        -0,38

677,25            675,20        -0,30

906,79            902,68        -0,45

 

RP1Q

GI

595,49

342,67

595,49

349,29

592,42            591,07         -0,22  

350,06            349,29         -0,21

 

Fonte: Assessoria Econômica do SindusconPa

 

Quadro2

 

Evolução Comparativa CUB NBR 12721/99x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,15

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

0,58

0,34

0,34

Fevereiro / 06

700,68

1,77

2,26

0,19

0,53

Março/06

701,17

0,07

2,44

0,20

0,74

Abril/06

706,75

0,80

3,25

0,36

1,10

Maio/06

707,54

0,19

3,37

1,32

2,43

Junho/06

708,54

0,14

3,51

0,90

3,36

Julho06

710,44

0,27

3,79

0,47

3,84

Agosto/06

725,13

2,07

5,94

0,24

4,09

Setembro/06

746,06

2,89

8,99

0,11

4,21

Outubro/06

737,37

-1,16

7,72

0,21

4,42

Novembro/06

765,97

3,88

7,72

11,77

4,66

Dezembro/06

761,34

-0,06

11,23

4,66

5,04

Janeiro/07

772,07

1,41

1,41

0,45

0,45

Fevereiro/07

--------

-0,25

1,16

0,21

0,66

Março/07

--------

-1,76

-0,61

0,27

0,93

Abril/07

---------

-0,63

-1,23

0,46

    1,40

Maio/07

---------

0,13

-1,09

1,15

    2,56

 Fontes: FGV e Assessoria Econômica SindusconPa.

 

Nível de Atividades: Execução do PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) surge como um importante instrumento de política econômica  e deve contribuir para melhorar  o ritmo de crescimento ao longo do ano, e em especial a partir do segundo semestre

O PAC constitui-se como uma mistura de medidas pontuais e outras mais abrangentes que poderão elevar os recursos disponíveis para investimentos em infra-estrutura.

Outras medidas importantes são as desonerações dos investimentos, sendo possivel esperar um forte impacto sobre o setor da construção.

Programa de Aceleração da Atividade Econômica: Estimativa de geração de 1.347.735 novos postos de trabalho. 690.626 correspondem as atividades de habitação e saneamento.

Consoante exposição do Governo Federal, são objetivos do PAC: Aumentar a taxa de crescimento de investimentos da economia brasileira para crescer de forma sustentada.

O programa é uma mistura de medidas pontuais e outras mais abrangentes, que alem de elevar os recursos disponíveis em infra-estrutura, visam diminuir a carga tributária para novos investimentos e melhorar o ambiente de negócios.

No entanto como instrumento de política econômica para correção das disparidades regionais tem se  mostrado pífio, pois no período de janeiro a abril foram liberados pelo Governo Federal, para Habitação e Saneamento  R$3,7 bilhões, sendo que deste total, aproximadamente 67,00% foram destinados para as regiões Sul e Sudeste, enquanto o Estado do Pará que possui o terceiro maior déficit habitacional das Regiões Norte e Nordeste (427.000 habitações) recebeu apenas 0,07% do montante total liberado.

PAC – Investimentos em Habitação e Saneamento

Periodo: Janeiro a abril/07

Regiões e Estados

Valores em R$

%

Sudeste

São Paulo

Rio de Janeiro

Minas

Espírito Santo

 

  1,2 bilhões

11,2 milhões

573,7 milhões

  84,7 milhões

 

30,79

  0,28

15,00

  2,17

Região Sul

 

 

Paraná

Santa Catarina

Rio Grande do Sul

382,6 milhões

    4,3 milhões

334,6 milhões

 9,81

 0,11

 8,57

Nordeste

Rio Grande do Norte

Paraíba

Pernambuco

 

 

297,4 milhões

22,3 milhões

186,4 milhões

 

8,02

0,57

5,00

 

Norte

Amazonas

Acre

Amapá

Tocantins

Pará

 

108,0 milhões

32,5 milhões

33,8 milhões

47,5 milhões

2,9 milhões

 

3,00

0,83

1,00

1,21

0,07

Centro-Oeste

Mato-Grosso

Goiás

Distrito Federal

 

89,5 milhões

14,5 milhões

155,6 milhões

 

2,30

0,37

4,00

Total

3,7 bilhões

 

Fonte dos dados: Governo Federal – Balanço do PAC – Janeiro a abril/07

Cálculos: Assessoria Econômica do SindusconPa

 

 

Atividades Produtivas:

Os últimos indicadores do nível da atividade econômica da  economia brasileira comentados no Boletim anterior, reforçaram um cenário de aceleração da economia brasileira nos primeiros meses de 2007. Corroboraram nessa direção dados positivos da expansão do PIB no  1º. Trimestre de 2007 (4,3%), em relação a igual periodo de 2006. O PIB a preços de mercado alcançou R$592,2 bilhões.

Fica patente nessa analise a dominância de duas tendências do crescimento atual. Primeiro a evolução do investimento de 2,1% com relação ao 4º trimestre do ano passado e de 7,2% com relação ao 1º trimestre de 2006. Tal situação fortalece a perspectiva de uma maior redução da taxa de juros, para aumentar a baixíssima taxa de investimento da economia brasileira (17,3% do PIB), contra 30% a 40% dos paises emergentes de maior crescimento.

A segunda característica diz respeito ao setor externo, onde  à evolução das importações favorecidas pela valorização do real  foram  mais contundente que no caso dos investimentos. Os aumentos de 4,1% na comparação com o trimestre anterior e 19,9% contra o mesmo periodo do ano passado, espelham uma contribuição para equilibrar a oferta e demanda de produtos, bem como também para   ampliar e modernizar o parque produtivo nacional, porem com um espaço econômico  menor para os setores de bens comercializáveis. As exportações mantiveram-se em crescimento, registrando um crescimento de 5,9%.

Considerando  a abertura por setores, o destaque ficou por conta do setor de serviços com aumento de 4,6%. O crescimento satisfatório  nesse setor ocorreu no gênero  Intermediação Financeira e Seguros com elevação de 9,2%.Em boa medida, esse crescimento  foi influenciado  pela forte expansão do saldo das operações de crédito do sistema financeiro à pessoa física.

O setor industrial apresentou uma elevação de  3,0%, fortemente influenciado pelo Extrativismo Mineral que teve  um crescimento de 7,9% na produção de minério de ferro. A agricultura teve um crescimento de 2,1%.

A Construção Civil que vem se recuperando desde o segundo semestre de 2004 teve um crescimento de 2,4%, embora positivo, mas abaixo do esperado.

 

 

 

 

Emprego

No conjunto do emprego formal do Estado do Pará as admissões liquidas (admissões-desligamentos), registraram no mês de abri/07,   um saldo positivo de 3.482 vagas, com variação positiva de 0,72% em relação ao mês anterior, superior a variação de 0,53% de abril/06 em relação março/06 Nos quatro primeiros meses do ano (janeiro a abril) as admissões liquidas totalizaram  3.006 postos de trabalho formais, alta  de 0,63% em relação a igual período do ano imediatamente anterior, sendo maior que a variação de 0,47% de janeiro a abril de 2006 em relação ao periodo de janeiro a abril/05 Em doze meses , verifica-se um saldo liquido de 22.126 empregos com carteira assinada, com variação de 4,93% em relação ao periodo anterior.

Analisando-se  por subsetor de atividade econômica no decorrer do ano, em relação ao mesmo periodo do ano anterior, verifica-se que tiveram saldo  liquido  positivo os Serviços com variação positiva de 1,62% (+2.606), o Comércio com 1,40% (+1.802) o Extrativismo Mineral com 8,10 (+599), e a Agropecuária com   1,56% (+527)..Apresentaram  saldo negativo  nas admissões  líquidas, o subsetor  Construção Civil com uma forte queda de -6,17 (-2.525), e a Industria de Transformação -0,18% (-178).

A queda no subsetor Construção Civil é decorrente da redução de atividade que ocorre nesse periodo em decorrência das chuvas e por outro lado de uma desaceleração  das obras públicas que vem ocorrendo neste semestre do ano, que impacta fortemente o subsetor da Construção

Em doze meses, praticamente todos os gêneros de atividade tiveram saldo liquido positivo nos empregos formais superiores ao período 2005/2006, a exceção do subsetor Construção Civil que teve uma forte queda, de 4.317 admissões liquidas em 2005/2006  para 950 no periodo 2006/2007.

Estado do Pará

Evolução do Emprego Formal por Subsetor de Atividade Econômica

Saldos (Admissão-Desligamentos)

Mês: Abril/07

 

Setores

Saldo no mês

Var. %

(1)

Saldo no ano

Var.%

(2)

Saldo em 12 meses

Var. %

(3)

Ext. Mineral

8

6,10

599

8,10

1.937

33,17

Ind. Transformação

789

0,81

-178

-0,18

3.814

4,10

Serv. Ind. Útil. Pública

91

1,35

128

1,92

124

1,96

Construção Civil

-51

0,14

-2.525

-6,71

950

3,10

Comércio

1.209

0,93

1.802

0,40

7.841

6,57

Serviços

1.059

0,65

2.606

1,62

6.952

2,26

Adm. Pública

13

0,17

47

0,61

66

1,33

Agric. Silvicultura

364

1,07

527

1,56

442

1,82

 

Total

3.482

0,72

3.006

0,63

22.126

4,93

Fonte: M T E – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

                                

 

 

Estado do Pará

Evolução do Emprego Formal por Subsetor de Atividade Econômica

Saldos (Admissão-Demissão)

Abril/06

 

Setores

Saldo no mês

Var. %

(1)

Saldo no ano

Var.%

(2)

Saldo em 12 meses

Var. %

(3)

Ext. Mineral

1.050

0,23

1.1

4,97

1.791

31,16

Ind. Transformação

-232

0,24

-710

-0,72

3.748

4,05

Serv. Ind. Útil. Pública

53

0,81

-47

-0,70

22

0,35

Construção Civil

283

0,90

-102

-0,32

4.317

17,93

Comércio

897

0,76

697

0,59

7.412

6,86

Serviços

1.424

0,89

1.944

1,21

7.283

5,04

Adm. Pública

16

0,28

-231

-3,82

-152

-,86

Agric. Silvicultura

-13

-0,09

125

0,51

-27

 -,0,11

 

Total

2.378

0,53

2.083

0,47

18.286

4,49

F

Fonte: M T E – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

(1)   Fevereiro/07 em relação janeiro/07

(2)   Janeiro a fevereiro/07 em relação a janeiro e fevereiro/06

(3)   Março/06 a fevereiro/07 em relação a março/05 e fevereiro/06