Junho06

Sumário:

1. Conjuntura:

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo que reflete a variação dos preços de consumo das famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, registrou uma queda de variação de 0,10% em maio/06 e ficou abaixo da taxa de 0,21% de abril/06. Nos quatros primeiros meses do ano o índice acumula uma taxa de 1,75%, inferior ao do ano passado, quando atingiu 3,18%. Nos últimos doze meses, o acumulado ficou em 4,23%, também abaixo da taxa de 4,63%, registrada nos últimos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2005, o índice havia ficado em 0,49%. O recuo da taxa se deve principalmente á intensa queda nos preços do álcool (redução de 11,6%) e as reduzidas variações nos preços dos medicamentos (1,41% em maio, ante 2,03% em abril) artigos de vestuário (0,90% em maio ante 1,18% em abril), tarifas de energia elétrica ( 0,24% ante 1,23% em abril ) e condomínio (0,74% em maio em relação a 1,25% em abril ).

-----------O IPCA abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, sendo o principal indicador utilizado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar as metas de inflação.
----------O INCC – geral (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em maio06 uma variação de 1,32% ante 0,36% em abril. No ano a variação foi de 2,43%. A variação nos últimos 12 meses totalizou 4,47%.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), utilizado para reajustar contratos e tarifas públicas, registrou um aumento em sua variação de -0,42%em abril para 0,38% em maio. Nos cinco primeiros meses do ano a variação foi 0,65% em relação a 0,27% nos quatro meses imediatamente anteriores.

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor apresentou uma variação de 0,13% em maio, resultado próximo ao de abril 0,12%. O acumulado do ano ficou em 1,13%, bem menos do que em igual período do ano passado 3,39%. No acumulado dos últimos doze meses a taxa ficou em 2,75%, também abaixo dos 3,34% relativo aos dozes meses imediatamente anteriores. Contribuíram para esse resultado a variação negativa de 0,12% dos alimentícios enquanto que os não alimentícios aumentaram 0,23%. O INPC  é calculado com base nos rendimentos das famílias com rendimento de 01 a 08 salários-mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

 


Tabela I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Mai/05

Jun/05

Jul/05

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

Abril/06

Maio/06

Junho/06

INCC

Índices

320,524

322,974

323,332

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

330,501

334,867

337,892

 

Var%mês

2,09

0,76

0,11

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

0,36

1,32

0,90

 

Var%ano

4,76

5,56

5,67

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

1,10

2,43

3,36

 

Var%12m

10,79

10,85

9,74

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

5,26

4,47

5,42

CUB/PA

Índices

645,46

649,03

655,15

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

706,75

707,54

708,54

 

Var%mês

-0,12

0,55

0,94

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

0,80

0,19

0,14

 

Var%ano

2,04

2,6

3,57

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

3,25

3,37

3,51

 

Var%12m

8,92

9,57

8,97

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,94

8,45

7,94

8,27

9,62

9,17

IPCA

Índices

2.475,18

2.474,68

2.480,87

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

2.577,23

2579,81

2.574,39

 

Var%mês

0,49

-0,02

0,25

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

0,21

0,10

-0,21

 

Var%a.a.

3,18

3,16

3,42

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

1,65

1,75

1,.54

 

Var%12m

8,05

7,27

6,57

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

5,70

5,51

5,32

4,63

4,23

4,03

IGP-M

Índices

338,299

336,801

335,663

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

335,921

337,185

339,712

 

Var%mês

-0,22

-0,44

-0,34

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

-0,42

0,38

0,75

 

Var%a.a.

2,2

1,75

1,41

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

0,27

0,65

1,40

 

Var%12m

9,08

7,12

5,38

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

-0,92

-0,33

0,86

INPC

Índices

2.543,700

2.540,900

2.541,660

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2.594,17

2600,13

2.607,16

2.610,29

2613,68

2.611,85

-

Var%mês

0,70

0,11

0,03

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

0,12

0,13

-0,07

-

Var%a.a.

3,39

3,28

3,31

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

1,00

1,13

1,06

 

Var%12m

6,93

6,28

5,54

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

3,34

2,75

2,78

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.


2. CUB: Custo da Construção registra sinais de desaceleração em Belém.

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) vem registrando sinais de  desaceleração no seu ritmo de crescimento de 0,14% no mês de junho/06 ante  0,19% no mês de maio/06 . Foi o segundo menor aumento registrado pelo CUB neste ano, após o mês de abril/06  quando o referido indicador da construção em Belém subiu 0,80%. Com este resultado, o custo do metro quadrado da construção em Belém (projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento) que em maio era de  R$707,54, passou para 708,54

Na análise do custo com material verificou-se que do total de 40 insumos da construção que participam da pesquisa do CUB/m2, 5 apresentaram crescimento em seus preços ( Tabela II..) 9 registraram queda ( Tabela III ..) e 26 permaneceram estáveis.

            De janeiro a maio/06, o CUB/m2 acumulou alta de 3,37% enquanto o INCC-DI aumentou 2,43%. No acumulado em doze meses (maio/05 a maio/06) o CUB registrou uma variação de 9,62%, superior à inflação oficial e concomitantemente também acima do indicador de custos da construção, no caso o INCC-DI, (4,47%).

Tabela II

Materiais que mais influenciaram o CUB no mês de maio/06

Ranking

Produto

Variação (%) mês

Variação (%) 12 meses

1

Granito polido para piso, placa 40x40cm  -m2-

7,66%

11,77%

2

Tijolo 8 furos (10x20x20 cm) –un

4,81%

9,95%

3

Tabua corrida ou assoalho de madeira (2,00x0,15m) –m2-

4,19%

10,32%

4

Dobradiça em latão 7,62x6,35cm (3”x2 ½”)  um

4,14%

1,48%

5

Fio termoplástico área=1,5mm2.  –m-

3,06

4,72%

Fonte: SINDUSCON-PA, Assessorias Econômicas e Técnica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela III

Materiais que registraram queda no CUB/maio/06

Ranking

Materiais

       Variação mês

Variação 12 meses

1

Telha ondulada de fibrocimento 6 mm  -m2-

-11,48%

-8,96%

2

Eletroduto de PVC leve D=3,81 cm (1 ½” )  -vara-

-5,51%

-7,13

3

Basculante de ferro chapa dobrada (60x100cm)    -um-

-3,63

10,72

4

Azulejo branco (15x15cm)  m2

-2,23

0,47

5

Vidro liso 3 mm    -m2-

-4,56

-5,57

6

Vidro liso transparente 4 mm

-3,30

1,44

7

Tubo PVC esgoto D =100mm –m-

-2,00

-16,12

8

Interruptor simples de uma tecla com placa 2”x4’   un 

-1,99

0,50

9

Azulejo branco extra (15x5cm)

-1,65

15,23

Fonte: Assessorias Econômicas e Técnica do Sinduscon-Pa.

 

Tabela IV

Evolução Comparativa CUB x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,51

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

6,94

0,34

6,41

Fevereiro / 06

700,68

1,77

8,45

0,19

6,14

Março/06

701,17

0,07

7,94

0,20

5,64

Abril/06

706,75

0,80

8,27

0,36

5,26

Maio/06

707,54

0,19

9,62

1,32

4,47

Junho/06

708,54

0,14

9,17

0,90

5,42

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

3. Nível de Atividades: Incentivos conjugados ao crédito direcionado  a habitação e obras de pavimentação de estradas contribuíram para o crescimento de 3,4% do PIB no primeiro trimestre. Construção Civil cresceu 7,0% no período e alavanca os investimentos  na economia

            O Produto Interna Bruto a preços de mercado, calculado pelo IBGE, apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre na comparação com o quarto trimestre de 2005. Em relação ao primeiro trimestre de 2005, o crescimento de 3,4%. No acumulado dos quatro trimestres (terminados no primeiro trimestre de 2006), a taxa ficou em 2,4%.

Tabela V

Principais resultados do PIB a preços de mercado

Período: 1º. Trimestre de 2005 ao 1º. Trimestre de 2006

Taxas

1º. Trim/05

2º.trim./05

3º.trim/o5

4º.trim.05

1º.trim.06

 

Acum. ao longo do ano/mesmo período do ano anterior

2,8

3,4

2,6

2,3

3,4

 

Últimos quatro trim. Imediatamente anteriores

4,6

4,4

3,1

2,3

2,4

 

Trim./mesmo trim do ano anterior

2,8

4,0

1,0

1,4

3,4

 

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais.

O resultado do primeiro trimestre, em relação ao trimestre imediatamente anterior, foi influenciado pelo crescimento de três setores que compõem o PIB, Indústria (1,7%), Agropecuária (1,1%) e o setor de Serviços (0,8%).

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o PIB a preços de mercado apresentou elevação de 3,4% em relação a igual período de 2005. Dois setores apresentaram importantes contribuições para o desempenho do trimestre, o setor industrial com uma taxa positiva de 5,0%, seguida pela variação de 2,8% no setor Serviços. Por outro lado, a Agropecuária apresentou uma queda de 0,5%.

Na atividade industrial, o destaque foi a Extrativa Mineral com crescimento de 12,6%, beneficiada pelo aumento de 12,7% na produção de petróleo e gás e de 16,8% da produção de minérios. Outros destaques foram a Construção Civil com 7,0% de crescimentos. Os serviços Industriais de Utilidade Pública com 3,4 e a Indústria de transformação com 3,0%.

A formação bruta de capital fixo, que mede o nível de investimentos no país, teve expansão de 9,0% sobre o mesmo período do ano passado. Foi o melhor desempenho desde o ultimo trimestre de 2004, quando a expansão totalizou 9,3%.

Segundo o IBGE, a elevação dos investimentos foi influenciada principalmente pelo setor da Construção Civil, impulsionado pelas isenções dos materiais utilizados na atividade Construção, pelo   crescimento do crédito direcionado para a habitação e o programa de recuperação de rodovias

3.2 - Segundo a CEF, falta de projetos emperra os financiamentos da Instituição de crédito.

A presidente da CEF Maria Fernanda Ramos Coelho, em entrevista ao Valor Econômico de 11.06.2006, informou que a instituição tem recursos de sobra para financiar o setor público, mas os municípios não conseguem contrata-los por incapacidade técnica em apresentar projetos viáveis.

Quadro semelhante ocorre na construção civil, que segundo ela esta sendo incapaz de oferecer imóveis para a classe média baixa. Como exemplo “Só numa agência de Recife tínhamos mais de cem cartas de crédito aprovadas, mas não havia imóveis”, disse a presidente da CEF A oferta de imóveis é mais forte para a classe média alta, que consumiu R$1bilhão colocados à disposição desse segmento com recursos da Caderneta de Poupança.

  

4. Emprego formal: Crescimento de 4,62% do emprego formal na construção a nível de Brasil, nos quatro primeiros meses do ano  confirma trajetória positiva do setor. Diferente do quadro nacional, os estímulos parecem não ter chegado ao Estado do Pará, pois o emprego formal da construção civil registra uma queda de -5, 82, de acordo com os dados do M T E.

 

4.1 Situação do Emprego no Brasil nos quatro primeiros meses do ano

De acordo com os dados do CEGED, os indicadores de emprego da construção civil a nível de Brasil, mostram neste ano  um crescimento de 4,62%, no período de janeiro a abril, indicando que   tal comportamento parece ser reflexo dos aumentos dos investimentos decorrentes da  expansão de recursos para habitação. No período de doze meses, a mesma atividade apresenta  crescimento do emprego bastante acentuado   de 10,08%

As atividades que apresentaram o maior crescimento no emprego nos quatro primeiros meses do ano, foram a Agropecuária com 6,20%, a Construção Civil com 4,62%, o Extrativismo Mineral com 3,16%, a Indústria de Transformação com 2,38%. No setor de serviços, o destaque foi a atividade de Ensino com um crescimento de 4,67%

 

Tabela VI

Brasil

Evolução do Emprego Formal-Admissão Liquida

Abril/06

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

1,166

0,8

4,472

3,16

10,353

6,60

Ind. Transformação

78,481

1,26

146,509

2,38

192,949

3,19

Serv. Ind. Util. Púb.

2,241

0,72

6,419

2,09

12,113

3,86

Construção Civil

12,628

1,03

54,68

4,62

109,548

10,08

Comércio

26,656

0,46

32,130

0,56

354,842

6,24

Serviços

72,627

0,66

231,327

2,15

554,260

5,54

Admin Pública

3,286

0,55

22,775

3,93

20.000,531

2,82

Agropecuária

32,718

2,72

71,796

6,20

10,518

0,73

Total

229,803

0,87

569,506

2,19

1.265.170

4,97

Fonte: CAGED-MTE

 

 

No Estado do Pará a situação foi diferente, pois os dados do CAGED registraram uma queda de -5,82% no emprego formal no quadrimestre janeiro a abril do corrente ano, quando comparado com igual período do ano imediatamente anterior. Os dados além de refletirem a sazonalidade que passa a construção civil no Estado no período analisado, também indicam preliminarmente que os incentivos proporcionados a Construção Civil com  isenções de impostos nos materiais e crédito para habitação  ainda não se concretizaram no Estado

No conjunto do emprego formal do Estado as admissões líquidas (admissão-desligamento), refletem um saldo positivo de 1.686 empregos formais, no quadrimestre janeiro a abril/06, sendo que os serviços de Hotéis, Bares e Restaurantes participaram com 1.588, os serviços médicos e Odontológicos com 874, o     Extrativismo Mineral  com 508,  os empreendimentos componentes da atividade de Ensino com 411 e a Industria  Metalurgia com 389.

Apresentaram um saldo negativo no emprego formal no período analisado, por ordem de importância, a Construção Civil com -1.834 empregos formais, a Indústria Madeireira com -1.022, as atividades de Administração de Imóveis com -586 e a Agropecuária com -362.  

Tabela VII

Evolução do Emprego Formal

Estado do Pará

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

19

0,33

508

9,54

1.000

19,51

Ind. Transformação

1.129

1,23

-431

-0,46

-2.811

-3,19

Serv. Ind. Util. Púb.

6

0,10

198

3,24

356

5,94

Construção Civil

-746

-2,39

-1.834

-5,82

2.909

11,90

Comércio

682

0,58

1.238

1,05

7.246

6,64

Serviços

179

0,11

2.600

1,62

6.522

4,46

Admin Pública

5

0,09

-231

-3,82

-181

-2,21

Agropecuária

-224

-0,92

-362

-1,49

-1.735

-6,35

Total

1.050

0,23

1.686

0,38

13.306

3,21

Fonte: CAGED-MTE

4.2 – Ganho do mínimo supera o reajuste da classe média

Segundo o jornal Valor Econômico, de 11.06.06, com base em estudo da MB Associados, os trabalhadores que recebem salário mínimo ou que o tem como referência para o reajuste salarial, terão acumulado um ganho real de renda de 32%. Já para aqueles que não ganham próximo ao salário mínimo, a maior parte das negociações salariais realizadas entre 2003 a 2006 pagou em média apenas 1% reais.

Além do reajuste menor, os trabalhadores com salários mais elevados tiveram uma parcela maior da renda corroída pela alta de preços em diversos produtos e serviços. Com isso o poder de compra da classe média continuou a minguar desde 2003, situação que já havia ocorrido no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

O estudo mostra que o conjunto de serviços que tem seus preços monitorados (IPTU, tarifa de ônibus, energia elétrica e água) subiu 3,65% a mais do que a variação da inflação medida pelo INPC nos três anos e quatro meses do governo lula.

Em relação ao aumento do salário mínimo no mesmo período, os preços monitorados recuaram 2,68%. No governo FHC, os preços dos serviços monitorados também subiram mais em relação à inflação (6,13%) e menos em relação ao mínimo: 1,75%. “Ou seja, para os que têm reajustes influenciados pelo mínimo, como aqueles que recebem entre um a dois salários, o ganho proporcionado pelo aumento do mínimo superou a alta de gastos com esses serviços”, explicou Sergio Vale autor do estudo.

 

 

 

 

 

Julho/06

Sumário:

1. Conjuntura:

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ) permanece em trajetória de convergência  para as metas estabelecidas pelo Banco Central, confirmando portanto as avaliações contidas nos boletins anteriores, no sentido de que se desenha um cenário positivo para a variação dos preços ao consumidor. Após apresentar certa estabilização em  fevereiro ( 0,41%) e março ( 0,43% ), a inflação reduziu-se significativamente a partir de abril. Assim o valor acumulado posicionou-se com      uma taxa de  1,54%, resultado inferior ao do mesmo período do ano passado (3,16% ).Por sua vez o valor acumulado nos últimos  doze meses,  ficou em 4,03%, também abaixo da taxa de 4,23%, registrada nos últimos doze meses imediatamente anteriores. O recuo da taxa se deve principalmente á  queda nos preços do álcool que contribuiu com -0,11%. O preço do litro do álcool ficou 8,77% mais barato para o consumidor , como resultado da maior oferta de cana de açúcar  e menor demanda pelo produto. A gasolina, com 20% de álcool em sua mistura passou a custar menos 1,60%. Outras contribuições foram os artigos de vestuário ( de 0,90% para 0,59% )e os remédios de 1,41% para 0,21%. O grupo de alimentos ficou em -0,61%, depois de registrar uma taxa perto de zero em maio ( -0,03% ).

Quanto aos índices regionais, Belém acompanhou a maioria da regiões metropolitanas com uma deflação de -0,04%.  

-----------O IPCA abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, sendo o principal indicador utilizado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar as metas de inflação.
----------O INCC – geral (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em junho06 uma variação de 0,90% ante  uma expansão de 1,32% do mês de maio, em relação ao mês de abril (0,36% ) . No ano, até o mês de junho o aumento  foi de 3,36%, inferior ao índice de 5,56%, registrado no primeiro semestre de 2005.. A variação nos últimos 12 meses totalizou 5,42%, ante 10,85% dos doze meses anteriores.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), depois de registrar deflação nos meses de março (-0,23%) e abril ( -0,42% ), passou a registrar variação elevação a partir do mês maio (0,38%) e junho  (0,75% ). Nos seis primeiros do ano acumulou uma  variação positiva de   1,40%, a maior variação desde janeiro.  O valor acumulado em doze meses se reduziu de 1,17% em janeiro para 0,86% em junho.  

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor apresentou uma variação de -0,07% em junho, resultado inferior ao de maio 0,13%. O acumulado do ano ficou em 1,06%, bem menos do que em igual período do ano passado 3,28%. No acumulado dos últimos doze meses a taxa ficou em 2,79, próxima dos 2,75% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Os produtos  alimentícios apresentaram variação negativa de 0,42%, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,07%.

O  INPC  é calculado com base nos rendimentos das famílias com rendimento de 01 a 08 salários-mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Tabela I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Mai/05

Jun/05

Jul/05

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

Abril/06

Maio/06

INCC

Índices

320,524

322,974

323,332

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

330,501

3344,867

 

Var%mês

2,09

0,76

0,11

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

0,36

1,32

 

Var%ano

4,76

5,56

5,67

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

1,10

2,43

 

Var%12m

10,79

10,85

9,74

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

5,26

4,47

CUB/PA

Índices

645,46

649,03

655,15

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

706,75

707,54

 

Var%mês

-0,12

0,55

0,94

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

0,80

0,19

 

Var%ano

2,04

2,6

3,57

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

3,25

3,37

 

Var%12m

8,92

9,57

8,97

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,94

8,45

7,94

8,27

9,62

IPCA

Índices

2.475,18

2.474,68

2.480,87

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

2.577,23

2579,81

 

Var%mês

0,49

-0,02

0,25

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

0,21

0,10

 

Var%a.a.

3,18

3,16

3,42

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

1,65

1,75

 

Var%12m

8,05

7,27

6,57

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

5,70

5,51

5,32

4,63

4,23

IGP-M

Índices

338,299

336,801

335,663

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

335,921

337,185

 

Var%mês

-0,22

-0,44

-0,34

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

-0,42

0,38

 

Var%a.a.

2,2

1,75

1,41

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

0,27

0,65

 

Var%12m

9,08

7,12

5,38

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

-0,92

-0,33

INPC

Índices

2.543,700

2.540,900

2.541,660

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2.594,17

2600,13

2.607,16

2.610,29

2613,68

-

Var%mês

0,70

0,11

0,03

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

0,12

0,13

-

Var%a.a.

3,39

3,28

3,31

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

1,00

1,13

 

Var%12m

6,93

6,28

5,54

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

3,34

2,75

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.


2. CUB: Custo da Construção registra sinais de  desaceleração em Belém.

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) confirmando as avaliações realizadas anteriormente registrou  desaceleração no seu ritmo de crescimento de abril (0,80%), passando para 0,19% no mês de maio e 0,14% em junho  Foi o segundo menor aumento registrado pelo CUB neste ano, ficando somente acima do mês de março quando o referido indicador subiu 0,07%. Com este resultado, o custo do metro quadrado da construção em Belém (projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento) que em maio era de  R$707,54, passou para R$708,54.

            De janeiro a junho06, o CUB/m2 acumulou alta de 3,51% enquanto o INCC-DI aumentou 3,36%. Em doze meses  até junho, o CUB registrou uma variação de 9,17%, superior à inflação oficial e concomitantemente também acima do indicador de custos da construção, no caso o INCC-DI, (5,42%).

Na análise do custo com material verificou-se que do total de 40 insumos da construção que participam da pesquisa do CUB/m2, 13  apresentaram crescimento em seus preços ( Tabela II..)  18 registraram queda ( Tabela III ..) e 9 permaneceram estáveis.

 

Tabela II

Materiais que mais influenciaram o CUB no mês de Junho/06

Ranking

Produto

Variação (%) mês

Variação (%) 12 meses

1

Fio termoplástico 1,5mm2    -m-

8,82%

14,98%

2

Tijolo 8 furos (10x20x20 cm) –un

5,33%

10,98%

3

Tubo de PVC esgoto D=100mm –m-

2,59%

-5,15%

4

Granito polido para piso placa 40x40 cm –m2-

2,11%

11,17%

5

Tubo PVC rosca d’agua D=1,90cm (3/4”) m-

1,41%

39,14%

Fonte: SINDUSCON-PA, Assessorias Econômicas e Técnica.

Tabela III

Materiais que registraram queda no CUB/junho/06

Ranking

Materiais

       Variação mês

Variação 12 meses

1

Interrruptor simples de uma tecla com placa 2”x4” –unid.-

-6,61%

-14,44%

2

Tabua corrida ou assoalho de macdeira ( 2,00x0,15m) –m2-

-6,08%

-23,87

3

Marco ou aduela ou batente de madeira montado para cera ou verniz (70x210x3 cm un

-5,51%

7,22%

4

Basculante de ferro chapa dobrada 60x100cm –um-

-4,56%

9,87%

Fonte: Assessorias Econômicas e Técnica do Sinduscon-Pa.

 

Tabela IV

Evolução Comparativa CUB x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,51

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

6,94

0,34

6,41

Fevereiro / 06

700,68

1,77

8,45

0,19

6,14

Março/06

701,17

0,07

7,94

0,20

5,64

Abril/06

706,75

0,80

8,27

0,36

5,26

Maio/06

707,54

0,19

9,62

1,32

4,47

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

3. Nível de Atividades: No primeiro trimestre a  construção civil registrou  um crescimento 7,0%, inferior apenas  a industria extrativa mineral  que apresentou uma expansão  de 12,6%.

            O produto Interno Bruto ( PIB ) a preços de mercado cresceu 3,4% no primeiro trimestre de 2006, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a maior taxa nessa base de comparação, desde o primeiro trimestre de 2005. O resultado se configura como a maior taxa de crescimento, desde o último trimestre de 2004, ano no qual a expansão da economia foi de 4,9%.

Dois setores apresentaram importantes contribuições para o desempenho do trimestre, o setor industrial com uma taxa positiva de 5,0%, seguida pela variação de 2,8% no setor Serviços. Por outro lado, a Agropecuária apresentou uma queda de 0,5%.

Na atividade industrial, o destaque foi a Extrativa Mineral com crescimento de 12,6%, beneficiada pelo aumento de 12,7% na produção de petróleo e gás e de 16,8% da produção de minérios. Outros destaques foram a Construção Civil com 7,0% de crescimentos. Os serviços Industriais de Utilidade Pública com 3,4 e a Indústria de transformação com 3,0%.

A formação bruta de capital fixo, que mede o nível de investimentos no país, teve expansão de 9,0% sobre o mesmo período do ano passado. Foi o melhor desempenho desde o ultimo trimestre de 2004, quando a expansão totalizou 9,3%.

Segundo o IBGE, a elevação dos investimentos foi influenciada principalmente pelo setor da Construção Civil, impulsionado pelas isenções dos materiais utilizados na atividade Construção, pelo   crescimento do crédito direcionado para a habitação e o programa de recuperação de rodovias

 

            A preços de mercado o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre de 2006, foi de R$478,9 bilhões, sendo R$424,6 bilhões de Valor adicionado a preços básicos e R$54,2 bilhões de Imposto sobre Produtos. Dentre os componentes do valor adicionado, a Agropecuária atingiu R$34,7 bilhões, a industria R$168,5 bilhões e os serviços com R$248,3 bilhões.

           

 

Tabela V

Principais resultados do PIB a preços de mercado

Período: 1º. Trimestre de 2005 ao 1º. Trimestre de 2006

Taxas

1º. Trim/05

2º.trim./05

3º.trim/o5

4º.trim.05

1º.trim.06

 

Acum. ao longo do ano/mesmo período do ano anterior

2,8

3,4

2,6

2,3

3,4

 

Últimos quatro trim. Imediatamente anteriores

4,6

4,4

3,1

2,3

2,4

 

Trim./mesmo trim do ano anterior

2,8

4,0

1,0

1,4

3,4

 

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais.

 

4. Emprego formal Brasil: Agricultura e Construção Civil foram os setores que apresentaram maior dinamismo na geração de postos de trabalho formais.

Em maio foram gerados 198.837 postos de trabalho formais na economia brasileira, o que representa uma variação positiva de 0,75% no nível de emprego formal em relação ao mês de abril. Nos primeiros cinco meses foram gerados 768.343 empregos formais, o que corresponde a variação positiva de 2,95%, em relação aos cinco primeiros meses do ano anterior. Nos últimos dozes meses a variação acumulada alcançou 4,87%.

A expansão no mês de maio foi generalizada. Os setores que apresentaram maior dinamismo na geração de empregos formais foram  a Agricultura ( 4,45%), Construção Civil ( 1,31%) e Industria de Transformação 0,77%.

Dos doze segmentos que integram a Industria de Transformação, o destaque foi a industria de produtos alimenticios que respondeu pela criação de 38.147 postos de trabalho.

A Construção Civil foi responsável pela geração de 16.282 postos de trabalho, o melhor resultado setorial para o mês de maio. No acumulado do ano o saldo foi de 70.350 postos de trabalho  

O desempenho positvo é atribuído a elevação demanda devido a elevação da massa salarial.

 

 

 

Tabela VI

Brasil

Evolução do Emprego Formal por Atividade Econômica

Maio/06

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

1.003

0,68

5.485

3,86

10.099

6,38

Ind. Transformação

48.764

0,77

195.273

3,37

195,775

3,21

Serv. Ind. Util. Púb.

2.303

0,73

8.722

2,84

13.797

4,38

Construção Civil

16.282

1,31

70.350

6,02

113,543

10,25

Comércio

21.080

0,36

53.210

0,92

342,039

5,97

Serviços

52.335

0,47

283.662

2,63

548.916

5,45

Admin Pública

1.993

0,33

24.768

4,27

20.489

2,81

Agropecuária

55.057

4,45

126.873

10,95

6.851

0,45

Total

1.165.777

0,74

768.343

2,95

1.251.557

4,87

Fonte: CAGED-MTE

 

 

No Estado do Pará a situação os dados do CAGED registraram uma crescimento de 0,47% em  maio em relação ao mês de abril no emprego formal.  No mês, os setores mais dinâmicos na geração de emprego formal, foram, Serviços ( +872 ), Industria de Transformação (+520 ), Construção Civil ( +428 ) e Comércio (+303 ).

Nos cinco primeiros meses do ano  foram criados 14.178 empregos formais com um crescimento de 3,40% em relação ao mesmo período do ano imediatamente anterior. Dos doze segmentos industriais, dez apresentaram crescimento generalizado, enquanto que dois  registraram resultados negativos, Madeira e Mobiliário (-4,09% ),  Textil e Vestuário (-8,40%)

Os dados da Construção Civil nos cinco primeiros meses do ano,  apontam uma redução de 1.146 postos de trabalho. Referido resultado é decorrente da  sazonalidade, com baixa geração de empregos,  característica que permeia a atividade na maior parte do período acima mencionado.

 

 

 

 

 

 

  

Tabela VII

Evolução do Emprego Formal (Admissão-desligamentos)

Estado do Pará

Maio/06

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

15

 0,26

523

9,82

970

18,76

Ind. Transformação

520

0,26

89-431

0,10

-2.365

-2,68

Serv. Ind. Util. Púb.

19

0,30

217

3,65

362

6,03

Construção Civil

428

1,40

-1.406

-4,46

2.299

11,99

Comércio

303

0,25

1.541

1,31

6.677

6,06

Serviços

872

0,53

3.472

2,17

7.629

5,22

Admin Pública

-7

-0,12

-238

-3,94

-187

-2,28

Agropecuária

-22

-0,09

-384

-1,58

-1.907

-6,84

Total

2.128

0,47

3.814

0,86

14.178

3,40

Fonte: CAGED-M T E

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No conjunto do emprego formal do Estado as admissões líquidas (admissão-desligamento), refletem um saldo positivo de 1.686 empregos formais, no quadrimestre janeiro a abril/06, sendo que os serviços de Hotéis, Bares e Restaurantes participaram com 1.588, os serviços médicos e Odontológicos com 874, o     Extrativismo Mineral  com 508,  os empreendimentos componentes da atividade de Ensino com 411 e a Industria  Metalurgia com 389.

Apresentaram um saldo negativo no emprego formal no período analisado, por ordem de importância, a Construção Civil com -1.834 empregos formais, a Indústria Madeireira com -1.022, as atividades de Administração de Imóveis com -586 e a Agropecuária com -362.  

 

4.2 – Ganho do mínimo supera o reajuste da classe média

Segundo o jornal Valor Econômico, de 11.06.06, com base em estudo da MB Associados, os trabalhadores que recebem salário mínimo ou que o tem como referência para o reajuste salarial, terão acumulado um ganho real de renda de 32%. Já para aqueles que não ganham próximo ao salário mínimo, a maior parte das negociações salariais realizadas entre 2003 a 2006 pagou em média apenas 1% reais.

Além do reajuste menor, os trabalhadores com salários mais elevados tiveram uma parcela maior da renda corroída pela alta de preços em diversos produtos e serviços. Com isso o poder de compra da classe média continuou a minguar desde 2003, situação que já havia ocorrido no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

O estudo mostra que o conjunto de serviços que tem seus preços monitorados (IPTU, tarifa de ônibus, energia elétrica e água) subiu 3,65% a mais do que a variação da inflação medida pelo INPC nos três anos e quatro meses do governo lula.

Em relação ao aumento do salário mínimo no mesmo período, os preços monitorados recuaram 2,68%. No governo FHC, os preços dos serviços monitorados também subiram mais em relação à inflação (6,13%) e menos em relação ao mínimo: 1,75%. “Ou seja, para os que têm reajustes influenciados pelo mínimo, como aqueles que recebem entre um a dois salários, o ganho proporcionado pelo aumento do mínimo superou a alta de gastos com esses serviços”, explicou Sergio Vale autor do estudo.