3. Boletim Econômico

 

BOLETIM ECONÔMICO - JULHO DE 2006

SUMÁRIO:

1. Conjuntura

2. CUB/M²: Custo da Construção registra sinais de desaceleração em Belém.

3. Nível de Atividades: No primeiro trimestre a construção civil registrou um crescimento 7,0%, inferior apenas a industria extrativa mineral  que apresentou uma expansão  de 12,6%.

4. Emprego formal Brasil e Pará: Agricultura e Construção Civil foram os setores que apresentaram maior dinamismo na geração de postos de trabalho formais.

1. Conjuntura

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apesar da variação de 0,19% em julho, permanece em trajetória de convergência  para as metas de inflação estabelecidas pelo Banco Central (4,5%)  confirmando portanto as avaliações contidas nos boletins anteriores, no sentido de que se desenha um cenário positivo para a variação dos preços ao consumidor. Com esse resultado o valor acumulado no ano ficou em 1,73, menor que  o acumulado em igual periodo de 2005 (3,42%). Considerando os últimos 12 meses, o IPCA situou-se em  3,97%, também abaixo do resultado de 4,03% relativo a doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2005 o índice ficou em 0,25%. O crescimento do IPCA de junho para julho de acordo com o IBGE, deve-se a aumentos com transportes (de -0,93% para 0,37%) e alimentos  (de -0,61 para 0,09%) Quanto aos índices regionais, Belém acompanhou a maioria das regiões metropolitanas com aumento de -0,04% em junho para 0,11%  em julho.   

-----------O IPCA é calculado para  nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília. Abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos sendo o principal indicador utilizado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar as metas de inflação.

.
----------O INCC – geral (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em julho/06 uma variação de 0,11% ante uma deflação de -0,07%. No ano, até o mês de Julho o aumento foi de 1,18%, inferior ao índice de 5,56%, registrado no primeiro semestre de 2005. A variação nos últimos 12 meses totalizou 5,42%, ante 10,85% dos doze meses anteriores.
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), depois de registrar deflação nos meses de março (-0,23%) e abril (-0,42%), passou a registrar variação elevação a partir do mês maio (0,38%) e junho (0,75%). Nos seis primeiros do ano acumulou uma variação positiva de 1,40%, a maior variação desde janeiro.  O valor acumulado em doze meses se reduziu de 1,17% em janeiro para 0,86% em junho.  

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor apresentou em julho uma variação de 0,11% ante -0,07% em junho. O acumulado do ano ficou em 1,18%, bem menor do que em igual período do ano passado 3,31%. No acumulado dos últimos doze meses a taxa ficou em 2,87%, acima dos 2,79% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2005, o INPC havia ficado em 0,03% Em julho os produtos alimentícios apresentaram variação negativa de 0,20%, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,23%. Quanto aos índices regionais, segundo o IBGE, Belém teve uma variação de -0,04 em junho para 0,00 em julho.

O INPC é calculado com base nos rendimentos das famílias com rendimento de 01 a 08 salários-mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Tabela I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Jun/05

Jul/05

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

INCC

Índices

322,974

323,332

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

 

Var%mês

0,76

0,11

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

 

Var%ano

5,56

5,67

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

 

Var%12m

10,85

9,74

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

CUB/PA

Índices

649,03

655,15

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

 

Var%mês

0,55

0,94

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

 

Var%ano

2,6

3,57

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

 

Var%12m

9,57

8,97

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

IPCA

Índices

2.474,68

2.480,87

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

 

Var%mês

-0,02

0,25

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

 

Var%a.a.

3,16

3,42

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

 

Var%12m

7,27

6,57

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

IGP-M

Índices

336,801

335,663

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

 

Var%mês

-0,44

-0,34

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

 

Var%a.a.

1,75

1,41

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

 

Var%12m

7,12

5,38

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

INPC

Índices

2.540,900

2.541,660

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

-

Var%mês

0,11

0,03

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

-

Var%a.a.

3,28

3,31

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

 

Var%12m

6,28

5,54

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

 

  Índices

Jan/06

Fev/06

Mar/06

Abril/06

Maio/06

Junho/06

INCC

328,042

328,651

329,320

330,501

3344,867

337,892

 

0,34

0,19

0,20

0,36

1,32

0,90

 

0,34

0,53

0,74

1,10

2,43

3,36

 

6,41

6,14

5.64

5,26

4,47

5,42

CUB/PA

688,48

700,68

701,17

706,75

707,54

708,54

 

0,58

1,77

0,07

0,80

0,19

0,14

 

0,58

2,36

2,44

3,25

3,37

3,51

 

6,94

8,45

7,94

8,27

9,62

9,17

IPCA

2.550,36

2560,8165

2.571,83

2.577,23

2579,81

2.574,39

 

0,59

0,41

0,43

0,21

0,10

-0,21

 

0,59

1,02

1,44

1,65

1,75

1,.54

 

5,70

5,51

5,32

4,63

4,23

4,03

IGP-M

338,083

338,1280

337,339

335,921

337,185

339,712

 

0,92

0,01

-0,23

-0,42

0,38

0,75

 

0,92

0,93

0,70

0,27

0,65

1,40

 

1,17

1,45

0,36

-0,92

-0,33

0,86

INPC

2.594,17

2600,13

2.607,16

2.610,29

2613,68

2.611,85

-

0,38

0,23

0,27

0,12

0,13

-0,07

-

0,38

0,61

0,88

1,00

1,13

1,06

 

4,85

4,63

4,15

3,34

2,75

2,78

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessorias Econômica e Técnica do SINDUSCON-PA.

2. CUB/M2

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) aumentou 0,27% em  julho, registrando a maior variação nos últimos três  meses, ficando portanto  somente acima dos aumentos que ocorreram nos meses de maio(0,19%) e junho (0,14%). Com este resultado, o custo do metro quadrado da construção em Belém (projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento) que em maio era de R$708,54 passou para R$710,44.

            O resultado do mês de julho contribuiu para espelhar menor variação acumulada no ano em cmparação com o INCC, dado que de janeiro a junho06, o CUB/m2 acumulou alta de 3,79% enquanto o INCC-DI aumentou 3,84%. Em doze meses até junho, o CUB registrou uma variação de 8,44%, superior à inflação oficial e concomitantemente também acima do indicador de custos da construção, no caso o INCC-DI, (5,00%).

Na análise do custo com material verificou-se que do total de quarenta  insumos da construção que participam da pesquisa do CUB/m2, 13 registraram crescimento em seus preços, nove não apresentaram alterações em seus preçose  dezoito registraram queda.

Nos últimos meses o aumento do custo da construção sofreu influência da alta acentuada do preço do cobre. Como exemplo podemos citar o fio termoplástico área=1,5mm2 (8,82%), substancialmente superior ao INCC de julho (0,47%).   

Dentre os materiais que registraram incremento em seus preços em julho, destacaram-se: fio termoplástico área=1,5mm2 (8,82%), tijolo 8 furos 10x20x20cm (5,33%), Tubo PVC esgoto D=100mm (2,59%), Granito polido p/piso, placa 40x40cm (2,11%). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as maiores altas observadas foram: Piso de mármore (28,14%), Tubo PVC rosca d’agua D=1,90cmm(3/4”) (19,67%), Porta lisa para pintura 70x210x3,5cm (13,45%), Granito polido p/piso, placa40x40cm (12,86%), Cerâmica esmaltada 20x20x20cm (11,06%), Cimento Portland 32 (7,00%).

 

Ranking

Produto

Variação (%) mês

Variação (%) 12 meses

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ranking

Materiais

       Variação mês

Variação 12 meses

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Evolução Comparativa CUB x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,15

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

0,58

0,34

0,34

Fevereiro / 06

700,68

1,77

2,26

0,19

0,53

Março/06

701,17

0,07

2,44

0,20

0,74

Abril/06

706,75

0,80

3,25

0,36

1,10

Maio/06

707,54

0,19

3,37

1,32

2,43

Junho

708,54

0,14

3,51

0,90

3,36

Julho

710,44

0,27

3,79

0,47

3,84

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

3. Nivel de Atividades:

3.1- Produção Industrial: Em junho os índices regionais  da produção industrial mostraram um quadro predominantemente negativo a nível de Brasil. A economia paraense foi uma das exceções com crescimento positivo, com destaque para a metalurgia básica e o minério de  ferro. A única contribuição negativa veio da madeira

 

           Em junho, os índices regionais  da produção industrial, registram um quadro predominantemente negativo frente a maio, com dez dos  quatorze estados apresentando queda. Amazonas (-5,4%) e Paraná (-4,3%apontam as reduções mais acentuadas. São Paulo (-2,3%), ficou abaixo da média nacional (-1,76%). Espírito Santo (5,1%), Pará (0,2%), Pernambuco (2,2%)  e Ceará (0,9%), foram os locais que apresentaram crescimento na passagem de maio para junho.

No acumulado do semestre,  dez locais pesquisados apresentaram acréscimo na produção com destaque para Pará (13,5%), Ceará (7,2%) e Bahia (5,5%). Também ficaram acima da média nacional: Pernambuco e Espírito Santo (ambos com 4,7%), Minas Gerais (4,6%), São Paulo (3,4%), Rio de Janeiro (3,3%) e região Nordeste (3,1%).

O desempenho desses locais pode ser explicado pelo dinamismo das exportações (minério de ferro, produtos siderurgicos, petróleo, celulose e açúcar, bem como a presença importante de atividades produtoras de bens de consumo duráveis, semi e não duráveis.

Pará

Em junho, a industria paraense apresentou ligeira variação em relação ao mês de maio. Na comparação com igual mês do ano anterior observa-se um expressivo crescimento (14,8%). Os indicadores para períodos mais abrangentes também registraram expansão: 13,5% no acumulado no ano e 7,8% no acumulado dos últimos dozes meses. Nos índices trimestrais as taxas foram positivas tanto no confronto copm igual trimestre do ano anterior (14,2%) como frente ao primeiro de 2006 (4,2%).

Na comparação junho06/junho/05, o acréscimo de 14,8% na industria paraense foi determinado pelo desempenho positivo em cinco das seis atividades pesquisadas pelo IBGE, com o principal impacto positivo vinda metalurgia básica (26,5%), seguida pela industria extrativa (9,2%) e por alimentos e bebidas (35,5%). Estas atividades registraram avanço na produção, principalmente dos itens: óxido de alumínio, minério de ferro e crustáceos congelados. Por outro lado, a madeira (-13,4%) foi a única atividade que assinalou taxa negativa, sendo influenciada sobretudo pelo recuo em madeira compensada.

No acumulado do primeiro semestre, a industria paraense apresentou expansão de 13,5%, decorrente em grande parte da performance favorável da industria extrativa (18,3%), seguida pela metalurgia básica (16,3%). Nestas atividades sobressaem principalmente os aumentos nos itens minério de ferro e óxido de alumínio. A única contribuição negativa veio, novamente de madeira (-8,7%), com destaque para a madeira compensada    

Tabela

Indicadores Conjunturais da Industria

Junho/06

Taxa de Variação (%)

Locais

Mensal

Acumulado jan-Jun

Acumulado em 12

 meses

Amazonas

-20,0

-2,7

0,9

Pará

14,8

13,5

7,2

Região Nordeste

2,0

3,1

1,8

Ceará

7,0

7,2

-0,9

Pernambuco

6,1

4,7

4,2

Bahia

1,3

5,5

5,7

Minas Gerais

-0,8

4,5

4,8

Espírito Santo

5,1

4,7

2,2

Rio de Janeiro

0,8

3,3

3,0

São Paulo

0,5

3,4

2,4

Paraná

-1,2

-3,8

-4,2

Santa Catarina

-2,2

-1,0

-3,4

Rio Grande do Sul

-6,7

-3,9

-3,9

Goiás

2,0

1,8

0,9

Brasil

-0,6

2,6

2,0

Fonte:IBGE. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Industria.

3.2 – Crescimento do PIB EM 2006

Analistas do mercado financeiro entrevistados pelo Boletim Focus do Banco Central revisaram  para baixo as expectativas do crescimento do PIB para este ano, de 3,60% para 3,55%. No entanto estimam que o saldo da Balança Comercial pode fechar 2006 em U$41 bilhões.

Mantiveram inalteradas as projeções anteriores para os investimentos estrangeiros (U$15,5 bilhões), o crescimento da produção industrial (4%), a Selic (15,28%) e a cotação do dólar  (R$2,19.). Fonte: Cidade BIZ, 14.08.2006.

 

Taxas

1º. Trim/05

2º.trim./05

3º.trim/o5

4º.trim.05

1º.trim.06

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Emprego Formal

No Estado do Pará  junho foram gerados 3.504 postos de trabalhos formais (admissão-desligamentos)na economia paraense, o que representa uma variação positiva de 0,78% no nível de emprego formal em relação ao mês de maio. Nos primeiros seis meses foram gerados 7.318 empregos formais, o que corresponde à variação positiva de 1,65%, em relação ao semestre anterior. Nos últimos dozes meses a variação acumulada alcançou 3,58%, totalizando 15.065 postos de trabalho.

A expansão no mês de junho em relação a maio foi generalizada. Os setores que apresentaram maior dinamismo na geração de empregos formais foram os Serviços com 980 empregos (0,60%),  Extrativa Mineral 211 empregos (3,60%) Construção Civil 812 empregos (2,61%). Indústria de Transformação 840 empregos (0,90). Agricultura 329 empregos (1,35%), Comércio com 329 empregos (0,27).

Dos doze segmentos que integram a Indústria de Transformação, o destaque foi o segmento de madeira e mobiliário que respondeu pela criação de 371  postos de trabalho formais (0,99%).

No acumulado do ano jan a junho/06 em relação ao primeiro semestre do ano anterior, foram destaque os Serviços com 4.452 empregos (2,70%), Comércio com 1.870 empregos (1,59%), Industria de Transformação 929 empregos (1,00%), Industria Extrativa Mineral com 734 empregos (13,78%).A Construção Civil teve um desempenho negativo com -594 empregos (-1,89%).

O desempenho negativo no primeiro semestre da Construção Civil é atribuído ao fator sazonal ( elevado nivel de precipitação pluviométrica).

Tabela Estado do Pará

Evolução do Emprego Formal por Atividade Econômica

Junho/06

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

1.003

0,68

5.485

3,86

10.099

6,38

Ind. Transformação

48.764

0,77

195.273

3,37

195,775

3,21

Serv. Ind. Util. Pub.

2.303

0,73

8.722

2,84

13.797

4,38

Construção Civil

16.282

1,31

70.350

6,02

113,543

10,25

Comércio

21.080

0,36

53.210

0,92

342,039

5,97

Serviços

52.335

0,47

283.662

2,63

548.916

5,45

Admin Pública

1.993

0,33

24.768

4,27

20.489

2,81

Agropecuária

55.057

4,45

126.873

10,95

6.851

0,45

Total

1.165.777

0,74

768.343

2,95

1.251.557

4,87

Fonte: CAGED-TEM

Região Metropolitana de Belém

Na Região Metropolitana de Belém foram gerados 874 empregos líquidos (admissão-desligamentos) no mês de junho do corrente ano. No acumulado do ano (jan/ a jun/) ocorreram 45.307 contratações contra 38.753 desligamentos, o que resultou um saldo de 6.554 empregos formais (2,83% em relação ao semestre anterior).Os destaque ocorreram nos Serviços com 3.798 empregos (3,39% em relação ao mesmo período imediatamente anterior), Industria com 1.426 empregos (4,81% em relação ao semestre anterior) e Construção Civil 644 empregos ( 4,45% em relação ao semestre anterior). Nos últimos 12 meses totaliza um saldo de 10.743 empregos (admissão-desligamentos)

A tendência é que se prosseguir esse ritmo, os resultados do ano de 2006 poderão ficar bem próximos aos de 2004, o melhor dos últimos 4 anos.

Nos cinco primeiros meses do ano foram criados 14.178 empregos formais com um crescimento de 3,40% em relação ao mesmo período do ano imediatamente anterior. Dos doze segmentos industriais, dez apresentaram crescimento generalizado, enquanto que dois  registraram resultados negativos, Madeira e Mobiliário (-4,09%),  Têxtil e Vestuário (-8,40%)

Os dados da Construção Civil nos cinco primeiros meses do ano apontam uma redução de 1.146 postos de trabalho. Referido resultado é decorrente da sazonalidade, com baixa geração de empregos, característica que permeia a atividade na maior parte do período acima mencionado.

Tabela VII

Evolução do Emprego Formal (Admissão-desligamentos)

Estado do Pará

Maio/06

Atividade Econômica

Saldo no mês

Variação

%

Saldo no ano

Variação

%

Saldo Em 12 meses

Variação %

Extrativa Mineral

15

 0,26

523

9,82

970

18,76

Ind. Transformação

520

0,26

89

0,10

-2.365

-2,68

Serv. Ind. Util. Púb.

19

0,30

217

3,65

362

6,03

Construção Civil

428

1,40

-1.406

-4,46

2.299

11,99

Comércio

303

0,25

1.541

1,31

6.677

6,06

Serviços

872

0,53

3.472

2,17

7.629

5,22

Admin Pública

-7

-0,12

-238

-3,94

-187

-2,28

Agropecuária

-22

-0,09

-384

-1,58

-1.907

-6,84

Total

2.128

0,47

3.814

0,86

14.178

3,40

Fonte: CAGED-M T E

 

© Sinduscon 2005

3. Boletim Econômico

 

 

 

© Sinduscon 2005

 

 

/AAs