BOLETIM ECONÔMICO JANEIRO/07

SUMÁRIO:

1. Conjuntura:

IPCA do ano de 2006(3,14%), abaixo da meta de 4,5% para o ano,  revela  a menor taxa de crescimento da inflação desde 1998 (1,65%)

2. Nível de Atividades:

PAC destina R$146,30 bilhões para Habitação e Saneamento. Meta é atender 3,9 milhões de famílias que fazem parte do déficit de 7,9 milhões de habitações. Recursos com previsão de aplicação  em construção, aquisição, reforma, aquisição, compra  de material, compra de  terrenos e urbanização de assentamentos.

3. Financiamentos Habitacionais:

4.Financiamentos Habitacionais:

No exercício de 2006 até dezembro a Caixa Econômica Federal direcionou para financiamentos habitacionais no Estado do Pará, R$59.773.000. Deste total 60% corresponderam a recursos do FGTS,, 30% recursos da Caderneta de Poupança e 10% oriundos dos FAT ( Materiais de Construção)

4. Nova Lei de Saneamento é aprovada no Senado.

 

 

 

           

1. Conjuntura: IPCA do ano de 2006(3,14%), abaixo da meta de 4,5% para o ano,  revela  a menor taxa de crescimento da inflação desde 1998 (1,65%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou uma variação de 0,48% em dezembro. Com esse resultado o valor acumulado no ano até dezembro foi 3,14%, inferior ao registrado em igual período do ano anterior (5,69%).. As principais influências desse resultado corresponde a boa oferta de produtos agrícolas, o câmbio valorizado e menores aumentos nos preços administrados (energia, telefonia e combustíveis)m as despesas com gêneros alimentícios ( 0,88%) de setembro para outubro..A maior contribuição individual do índice de outubro (0,08%) veio do item carne, que no período da entressafra subiu 4,51%. Além dos alimentos os salários dos empregados domésticos foram destaque com variação de 1,31%. Outros aumentos também ocorreram com cigarros 1,31%, serviços de cabeleleiro (1,18%) e os artigos de vestuário 0,64%). Em relação aos combustíveis foi registrado queda significativa no álcool (-3,28%), enquanto gasolina ficou em (-0,11%). Quanto aos índices regionais o maior resultado foi registrado em  Belém (0,78%), onde os alimentos tiveram aumento de 1,84%, enquanto que o menor índice foi registrado em Recife (0,12%).

-----------O IPCA é calculado para nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília. Abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos sendo o principal indicador utilizado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar a meta de inflação.

.
----------O INCC –DI, (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em dezembro/06 uma variação de 0,36% ante 0,23% de novembro/06. No ano, até o mês de dezembro a variação foi de 5,04%, inferior ao índice de 6,84% no mesmo período do ano anterior.

            O aumento da taxa de crescimento do INCC-DI, no mês de dezembro em relação a novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas  foi  decorrente do aumento nos três componentes do INCC-DI, materiais (0,30% para 0,31%), serviços (0,49% para 1,29%) e mão-de-0bra (0,12% para 0,25%). Com relação ao serviços o item vale transporte avançou de 1,49% para 3,55%. No que concerne a mão-de-obra o acréscimo foi conseqüência de reajustes da data-base nas cidades de Recife e Belo Horizonte.  
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado),  registrou em dezembro 0,30% em dezembro em relação a 0,23% em novembro. O aumento no subgrupo combustiveis e Lubrificantes para a produção de -1,32% em novembro para 1,04 em dezembro impactaram o aumento evidenciado no IGP-M.. No ano o valor acumulado foi  de 3,83% superior a variação registrada no mesmo período do  ano anterior 1,21%.  

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor fechou o ano com variação de 2,81%. Os alimentos ficaram com 0,94, enquanto os itens não-alimenticios aumentaram 3,59%. Em 2005, o resultado do ano foi de 5,05%.. O maior índice regional foi verificado em Brasília  (4,75%). O menor resultado ocorreu em Curitiba (1,74%)  .. O INPC é calculado com base nos rendimentos das famílias de 01 a 06 salários-mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Tabela1 I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

INCC-DI

Índices

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

 

Var%mês

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

 

Var%ano

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

 

Var%12m

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

CUB/PA

Índices

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

 

Var%mês

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

 

Var%ano

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

 

Var%12m

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,98

8,45

7,94

IPCA

Índices

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

 

Var%mês

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

 

Var%a.a.

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

 

Var%12m

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

338,083

5,51

5,32

IGP-M

Índices

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

 

Var%mês

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

 

Var%a.a.

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

 

Var%12m

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

INPC

Índices

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2,,594,17

2600,13

2.607,16

-

Var%mês

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

-

Var%a.a.

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

 

Var%12m

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

 

  Índices

Abril/06

Maio/06

Junho/06

Julho/06

Agosto/06

Setembro/06

Outubro/06

Novembrro/06

Dezembro/06

DezeINCC-DI

330,501

3344,867

337,892

339,484

340,283

340,670’

341.369

342,1590

343,401

Var%mês

0,36

1,32

0,90

0,47

0,24

0,11

0,21

0,23

0,36

Var%a.a.

1,10

2,43

3,36

3,84

4,09

4,21

4,42

4,66

5,04

Var%12m

5,26

4,47

5,42

5,00

5,23

5,09

5,11

5,05

5,04

CUB/PA

706,75

707,54

708,54

710,44

725,13

746,06

737,37

765,97

761,34

Var%mês

0,80

0,19

0,14

0,27

2,07

2,89

-1,16

3,88

-0,06

Var%a.a.

3,25

3,37

3,51

3,79

5,94

8,99

7,72

11,77

11,23

Var%12m

8,27

9,62

9,17

8,44

9,85

9,97

7,83

11,83

11,23

IPCA

2.577,23

2579,81

2.574,39

2.579,28

2.580,57

2.585,99

2.594,52

2.602,56

2.615,05

Var%mês

0,21

0,10

-0,21

0,19

0,05

0,21

0,33

0,29

0,48

Var%a.a.

1,65

1,75

1,.54

1,73

1,78

2,00

2,33

2,65

3,14

Var%12m

4,63

4,23

4,03

3,97

3,84

3,70

3,26

3,02

3,14

IGP-M

335,921

337,185

339,712

340,312

341,574

342,5610

344,155

346,746

347,842

Var%mês

-0,42

0,38

0,75

0,18

0,37

0,29

0,47

0,75

0,32

Var%a.a.

0,27

0,65

1,40

1,58

1,96

2,26

2,73

3,50

3,83

Var%12m

-0,92

-0,33

0,86

1,39

2,43

3,28

3,13

3,50

3,83

INPC

2.610,29

2613,68

2.611,85

2.614,72

2.614,20

2.618,380

2.629,64

2.640,68

2.657,05

Var%mês

0,12

0,13

-0,07

0,11

-0,02

0,16

0,43

0,42

0,62

Var%a.a.

1,00

1,13

1,06

1,18

1,16

1,32

1,75

2,18

2,81

Var%12m

3,34

2,75

2,78

2,87

2,85

2,86

2,71

2,59

2,81

 Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessoria Econômica do SINDUSCON-PA.

2. CUB/M2:

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) registrou uma deflação de -0,06 no mês de dezembro, registrando a segunda menor variação no ano. Com este resultado, o custo do metro quadrado da construção em Belém (projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento) que em novembro era de  R$765,97.passou para R$ 761,34 em dezembro

           

Mudanças no CUB entram em vigor a partir de fevereiro/07

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou em 28 de agosto a  norma 12.721:2006, que normatiza o cálculo do Custo Unitário Básico da Construção (CUB/m2).

As mudanças, estão abaixo evidenciadas:

-Novos projetos-padrão foram escolhidos por meio de consulta técnica às entidades.

-Novos lotes básicos

-Introdução de critérios para a criação de projetos-padrão regionalizados.

-Novos lotes básicos de insumos.

-Inclusão de metodologia de referência para a coleta de preços  e para o cálculo do custo unitário básico por metro quadrado.

Novos projetos

-Padrão Baixo (R1, PP-B, R8 e Projeto de Interesse Social);

-Padrão Normal (R1, PP-N, R8 e R16);

-Padrão Alto (R1, R8, e R16),

-Comercial Normal (CAL-8, CSL-8 E CSL-16);

-Comercial Alto (CAL-8, CSL-8 e CSL-16);

-Residência Popular (RP1Q);

-Galpão  Industrial (GI);

 

Esta norma é resultado de um amplo processo de revisão da NBR 12.721-1999 e mantém os seus conceitos teóricos básicos anteriores, mas apresenta profundas alterações em seu conteúdo, em virtude da sua adaptação ao disposto na legislação e aos novos padrões arquitetônicos praticados atualmente no mercado imobiliário

Buscou-se modernizar o cálculo do referido indicador de custos da construção e melhor adaptação à atual realidade de novos materiais de construção e do processo construtivo nacional.

Merecem destaque, entre as principais alterações introduzidas, os novos projetos-padrão  diferentes dos anteriores.

A nova NBR 12.721-2006 entrará em vigor no dia 1º de fevereiro de 2007. Assim a partir do CUB/m2 referente ao mês de fevereiro de 2007, que será divulgado em março/2007, os Sinduscon´s de todo o país já estarão publicando o cub/m2 de acordo com as novas especificações.

Com o objetivo de proteger e resguardar os atos de negócios realizados anteriormente a versç~]ao da Norma NBR 12.721/2006, o Sinduscon do Estado do Pará divulgará, no período de dois meses, o percentual de variação dos projetos da NBR 12.7821-1999, bem como os valores em R$/m2  dos projetos da NBR12.721-2006.

Maiores esclarecimentos técnicos solicitamos contactar o Sinduscon do Estado do Pará, através do telefone 32414058.

 

Quadro2

 

Evolução Comparativa CUB x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,15

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

0,58

0,34

0,34

Fevereiro / 06

700,68

1,77

2,26

0,19

0,53

Março/06

701,17

0,07

2,44

0,20

0,74

Abril/06

706,75

0,80

3,25

0,36

1,10

Maio/06

707,54

0,19

3,37

1,32

2,43

Junho/06

708,54

0,14

3,51

0,90

3,36

Julho06

710,44

0,27

3,79

0,47

3,84

Agosto/06

725,13

2,07

5,94

0,24

4,09

Setembro/06

746,06

2,89

8,99

0,11

4,21

Outubro/06

737,37

-1,16

7,72

0,21

4,42

Novembro/06

765,97

3,88

7,72

11,77

4,66

Dezembro/06

761,34

-0,06

11,23

4,66

5,04

 

Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

3. Nível de Atividades: PAC destina R$146,30 bilhões para Habitação e Saneamento. Meta é atender 3,9 milhões de famílias que fazem parte do déficit de 7,9 milhões de habitações, que serão aplicados em construção, aquisição, reforma, aquisição, compra  de material de terrenos e urbanização de assentamentos.

O PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento Econômico) que o Presidente da Republica anunciou 22.01. do corrente ano compõem  um conjunto ordenado de ações do governo, conjugando desoneração dos investimentos com estímulos  a expansão de infra-estrutura e da oferta de habitação. Estimativas de aplicações são recordes no setor.

Neste ano os gastos com  habitação estão estimados em R$27,5 bilhões:

Fontes                                                         Valores ( Em R$ bilhões)

FGTS, FDS, FAR E FAT                           9,2

Caderneta de Poupança                         10,5

Orçamento Geral da União                     2,6

Contrapartida de P. físicas                     5,2

Para os próximos três anos, estão previstos investimentos de R$78,8 bilhões, detalhados pelas seguintes fontes:

Fontes                                                         Em R$bilhões

FGTS, FDS, FAR E FAT                           26,7

Orçamento Geral da União                     7,5

SBPE                                                            31,5

Pessoas Físicas                                        13,1

Total                                                             78,8

Para o setor de saneamento estão previstos durante os quatro anos R$40,0 bilhões, com detalhamento das seguintes fontes:

Fontes                                                         Em R$bilhões

FGTS, FDS, FAR E FAT                           12,0

Orçamento Geral da União                     12,0

Contrapartida da Iniciativa Privada     16,0

A desoneração do PIS/Cofins, nos investimentos em edificações e novas obras de infra-estrutura sinaliza claramente que o governo mantém e pretende reforçar a percepção de que estimular a construção civil é indispensável para atingir o desenvolvimento sustentado. Desta forma entendemos ser benvinda a redução do prazo de 25 para 24 anos do prazo de aproveitamento  dos crédito tributários derivados de recolhimento do PIS/Cofins na construção de prédios e galpões.

 

O lado preocupante desse programa é a decisão de destinar R$5bilhões do patrimônio líquido do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), para o novo fundo de investimento em infra-estrutura, pois as manifestações de trabalhadores e empresários  que ocorreram após o lançamento do PAC deixaram claro que recursos do FGTS devem continuar a ser aplicados em habitação e saneamento.

Para as obras de infra-estrutrura já existem outras fontes de recursos  como é o caso do CIDE (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico).

Avaliamos que caso o PAC tenha uma boa gestão deverá contribuir para promover uma bôa combinação  de crescimento econômico, renda e emprego, evitando portanto a repetição do baixo nível de crescimento de 2006.

Emprego Formal: Postos de trabalho crescem pelo 10º mês consecutivo na economia paraense. Emprego na Construção Civil cresce 11,54% no acumulado do ano até setembro. Expectativas dos empresários  da Construção é de fechar o ano com taxa de crescimento de 16%.

 

Estado do Pará

Segundo o CAGED ( Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em novembro os saldos líquidos( admissão-desligamentos) totalizaram 800 empregos com carteira assinada no Estado do Pará. Até novembro o saldo de empregos formais, totalizou 27.279 empregos, representando um aumento de 6,13% em relação ao mesmo periodo do ano anterior. No ano até novembro, ocorreram acréscimos praticamente em todas as atividades econômicas, com destaque para serviços (7.968), comércio (7.945), industria (5.518), Construção Civil (3.636) e extrativismo mineral   (1.758). O destaque negativo ocorreu na administração pública (-214).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – M T E

 

4.Financiamentos Habitacionais:

No exercício de 2006 até dezembro a Caixa Econômica Federal direcionou para financiamentos habitacionais no Estado do Pará, R$59.773.000. Deste total 60% corresponderam a recursos do FGTS,, 30% recursos da Caderneta de Poupança e 10% oriundos dos FAT ( Materiais de Construção:

CEF

Recursos Aplicados

Ano: 2006

Fonte

Em R$

FGTS

33.900.000

SBPE

25.400.000

FAT ( Matcon)

     473.000

 

Total

59.773.000

 

 

Nova Lei de Saneamento passa no Senado

Por unanimidade o Senado aprovou o projeto de lei que cria o novo marco regulatório do Saneamento. Agora a matéria vai se apreciada no Congresso Nacional.

A provação da nova lei do Saneamento poderá significar a volta do investimento no setor, já  que desde 2003 não ultrapassam 0,19% do PIB. No marco legal que vigora atualmente os investidores não tem certeza que os projetos serão cumpridos.