BOLETIM ECONÔMICO FEVEREIRO/07

SUMÁRIO:

1. Conjuntura:

IPCA do mês de janeiro/07 (0,44%) ficou abaixo do mês de dezembro/06 (0,48%) e também inferior ao de janeiro de 2006 (0,59%).

2. CUB: Elevação do CUB de 1,41% em janeiro ficou superior a variação do INCC-DI (0,45%).

 

2. Nível de Atividades:

Nível de Atividades: PAC: Dimensão e Impactos

Programa de Aceleração da Atividade Econômica: Estimativa de geração de 1.347.735 novos postos de trabalho. 690.626 correspondem as atividades de habitação e saneamento.

 

 

 

           

1. Conjuntura: IPCA do mês de janeiro/07 (0,44%) ficou abaixo do mês de dezembro/06 (0,48%) e também inferior ao de janeiro de 2006 (0,59%). O acumulado dos últimos 12 meses, em janeiro (2,99%), foi inferior ao de dezembro de 2006 (3,14%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro registrou uma variação de 0,04% abaixo dos 0,48% de dezembro. Nos últimos doze meses o índice situou-se com um resultado menor  que o relativo aos doze meses imediatamente anteriores (3,14%). Em janeiro/06 o índice havia ficado em 0,59. As principais influências desse resultado correspondem aos ônibus urbanos.Os artigos de vestuário, em decorrência das promoções típicas do inicio do ano. Apesar do vestuário e da menor pressão dos ônibus, as chuvas intensas que caíram no mês de janeiro levaram a aceleração no ritmo de crescimento dos preços dos alimentos. O álcool, 7,2% mais caro para o consumidor por causa do periodo da entressafra da cana exerceu pressão em janeiro. A maior alta foi registrada na região metropolitana de São Paulo, o combultivel passou a custar 13,75% mais do que em dezembro. Já a gasolina ficou mais barata, principalmente em Goiânia, cujo preço caiu 6,26%.

Quanto aos índices regionais a maior alta foi registrada na região metropolitana de Belém (0,75%), onde o item ônibus urbano apresentou uma variação de 7,57%, passando de R$1,85 para R$2,00. A menor variação foi registrado em Porto Alegre (-0,07%), onde chegou a ocorrer uma pequena deflação. -----------O IPCA é calculado para nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília. Abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte,  sendo o principal indicador utilizado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar a meta de inflação.

            O INPC – apresentou uma variação de 0,49% em janeiro, abaixo de dezembro (0,62%). Nos últimos doze meses a  taxa ficou em 2,93%, pouco acima dos doze meses imediatamente anteriores.

            No INPC do mês os alimentos apresentaram uma variação de 0,80%. O maior índice regional foi registrado em Belo Horizonte (1,14%) e o menor Porto Alegre (-0,24%).

            O INPC é calculado com base nos rendimentos das famílias de 01 a 06 salários-mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. 

. -------O INCC –DI, (Índice Nacional da Construção Civil) indicador da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou em Janeiro/07 uma variação de 0,45% ante 0,36% de dezembro/06. Nos últimos 12 meses a variação foi de 5,15%,

            .O aumento da taxa de crescimento do INCC-DI, no mês de janeiro/07 em relação a dezembro/06, segundo a Fundação Getúlio Vargas  foi  decorrente do aumento em dois componentes  do INCC-DI, materiais (0,31% para 0,51%), mão-de-0bra (0,25% para 0,32%). O item serviços apresentou um decréscimo em sua taxa de variação que recuou de 1,29% em dezembro para 0,84% em janeiro. 
----------O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado),  registrou em Janeiro uma elevação de 0,50%, superior a variação de  0,32% registrada em dezembro. Contribuíram para a variação do IGP-M o  aumento no subgrupo alimentos “in natura” e combustíveis, além do item materiais e componentes para manufatura que também apresentou elevação. Nos últimos 12 meses o valor acumulado foi  de 3,67% superior a variação registrada no mesmo período do  ano anterior 1,17%.  

 

Tabela1 I
Índices de Preços

  Índices

  Variação

Ago/05

Set/05

Out/05

Nov/05

Dez/05

Jan/06

Fev/06

Mar/06

INCC-DI

Índices

323,382

324,164

324,782

325,703

326,915

328,042

328,651

329,320

 

Var%mês

0,02

0,24

0,19

0,28

0,37

0,34

0,19

0,20

 

Var%ano

5,69

5,94

6,15

6,45

6,84

0,34

0,53

0,74

 

Var%12m

8,88

8,52

7,45

6,99

6,84

6,41

6,14

5.64

CUB/PA

Índices

660,08

678,40

683,84

684,14

684,50

688,48

700,68

701,17

 

Var%mês

0,75

2,78

0,80

0,04

0,05

0,58

1,77

0,07

 

Var%ano

4,35

7,24

6,10

8,15

8,21

0,58

2,36

2,44

 

Var%12m

9,27

11,93

12,03

11,25

8,21

6,98

8,45

7,94

IPCA

Índices

2.485,09

2.493,79

2.512,49

2.526,31

2.535,40

2.550,36

2560,8165

2.571,83

 

Var%mês

0,17

0,35

0,75

0,55

0,36

0,59

0,41

0,43

 

Var%a.a.

3,59

3,95

4,73

5,31

5,69

0,59

1,02

1,44

 

Var%12m

6,02

6,04

6,36

6,22

5,69

338,083

5,51

5,32

IGP-M

Índices

333,474

331,69

333,6940

335,0330

335,006

338,083

338,1280

337,339

 

Var%mês

-0,65

-0,18

0,60

0,40

-0,01

0,92

0,01

-0,23

 

Var%a.a.

0,75

0,19

0,81

1,22

1,21

0,92

0,93

0,70

 

Var%12m

3,43

2,17

2,38

1,96

1,21

1,17

1,45

0,36

INPC

Índices

2.541,66

2.545,47

2.560,23

2.574,05

2.584,35

2,,594,17

2600,13

2.607,16

-

Var%mês

0,00

0,15

0,58

0,54

0,40

0,38

0,23

0,27

-

Var%a.a.

3,31

3,47

4,07

4,63

5,05

0,38

0,61

0,88

 

Var%12m

5,01

4,99

5,42

5,42

5,05

4,85

4,63

4,15

 

  Índices

Abril/06

Maio/06

Junho/06

Julho/06

Agosto/06

Setembro/06

Outubro/06

Novembrro/06

Dezembro/06

Janeiro/07

INCC-DI

330,501

3344,867

337,892

339,484

340,283

340,670’

341.369

342,1590

343,401

344,943

Var%mês

0,36

1,32

0,90

0,47

0,24

0,11

0,21

0,23

0,36

0,45

Var%a.a.

1,10

2,43

3,36

3,84

4,09

4,21

4,42

4,66

5,04

0,45

Var%12m

5,26

4,47

5,42

5,00

5,23

5,09

5,11

5,05

5,04

5,15

CUB/PA

706,75

707,54

708,54

710,44

725,13

746,06

737,37

765,97

761,34

772,07

Var%mês

0,80

0,19

0,14

0,27

2,07

2,89

-1,16

3,88

-0,06

1,41

Var%a.a.

3,25

3,37

3,51

3,79

5,94

8,99

7,72

11,77

11,23

1,41

Var%12m

8,27

9,62

9,17

8,44

9,85

9,97

7,83

11,83

11,23

12,14

IPCA

2.577,23

2579,81

2.574,39

2.579,28

2.580,57

2.585,99

2.594,52

2.602,56

2.615,05

2.626,56

Var%mês

0,21

0,10

-0,21

0,19

0,05

0,21

0,33

0,29

0,48

0,44

Var%a.a.

1,65

1,75

1,.54

1,73

1,78

2,00

2,33

2,65

3,14

0,44

Var%12m

4,63

4,23

4,03

3,97

3,84

3,70

3,26

3,02

3,14

2.99

IGP-M

335,921

337,185

339,712

340,312

341,574

342,5610

344,155

346,746

347,842

349,593

Var%mês

-0,42

0,38

0,75

0,18

0,37

0,29

0,47

0,75

0,32

0,50

Var%a.a.

0,27

0,65

1,40

1,58

1,96

2,26

2,73

3,50

3,83

0,50

Var%12m

-0,92

-0,33

0,86

1,39

2,43

3,28

3,13

3,50

3,83

3,67

INPC

2.610,29

2613,68

2.611,85

2.614,72

2.614,20

2.618,380

2.629,64

2.640,68

2.657,05

2.670,07

Var%mês

0,12

0,13

-0,07

0,11

-0,02

0,16

0,43

0,42

0,62

0,49

Var%a.a.

1,00

1,13

1,06

1,18

1,16

1,32

1,75

2,18

2,81

0,49

Var%12m

3,34

2,75

2,78

2,87

2,85

2,86

2,71

2,59

2,81

2,93

Fontes: FGV; IBGE e SINDUSCON-PA.
Elaboração: Assessoria Econômica do SINDUSCON-PA.

 

2. CUB/M2:

----------O Custo Unitário Básico da Construção de Belém (CUB/m2 - Projeto Padrão H8 – 2N) registrou uma variação de 1,41% no mês de Janeiro/07, em relação ao mês de dezembro/06. Com este resultado, o custo do metro quadrado da construção em Belém (projeto-padrão de oito pavimentos, dois quartos, com padrão normal de acabamento) que em dezembro/06 apresentou um valor de   R$ 761,34, passou para R$772,07 em Janeiro

A elevação do CUB de 1,41% em janeiro ficou superior a variação do INCC-DI (0,45%).

Os materiais a seguir abaixo relacionados tiveram um crescimento substancialmente superiores ao INCC (0,45%), o que contribuiu para elevar o custo do CUB no mês de Janeiro(1,41%):
 -Basculante de ferro chapa dobrada (60x100cm)                     25,72%

-Basculante em alumínio anonizado                                             12,89%

-Cerâmica esmaltada                                                                    20,38%

-Vidro liso transparente 4mm                                                        25,56%

-Fio termoplástico área=1,5mm2                                                 12,48%

 

Quadro2

 

Evolução Comparativa CUB x INCC-DI

Mês / Ano

CUB / R$

Var. Mensal%

Var. Anual %

INCC – Var. Mês

INCC – Var. Ano

Janeiro / 05

643,78

1,74

1,74

0,75

0,75

Fevereiro / 05

646,08

0,36

2,13

0,44

1,20

Março / 05

649,59

0,54

2,69

0,67

1,88

Abril / 05

652,79

0,49

3,19

0,72

2,62

Maio / 05

645,46

-0,12

2,04

2,09

4,76

Junho / 05

649,03

0,55

2,60

0,76

5,56

Julho / 05

655,15

0,94

3,57

0,11

5,67

Agosto / 05

660,08

0,75

4,35

0,02

5,69

Setembro / 05

678,40

2,78

7,24

0,24

5,94

Outubro / 05

683,84

0,80

6,10

0,19

6,15

Novembro / 05

684,14

0,04

8,15

0,28

6,45

Dezembro

684,50

0,05

8,21

0,37

6,84

Janeiro / 06

688,48

0,58

0,58

0,34

0,34

Fevereiro / 06

700,68

1,77

2,26

0,19

0,53

Março/06

701,17

0,07

2,44

0,20

0,74

Abril/06

706,75

0,80

3,25

0,36

1,10

Maio/06

707,54

0,19

3,37

1,32

2,43

Junho/06

708,54

0,14

3,51

0,90

3,36

Julho06

710,44

0,27

3,79

0,47

3,84

Agosto/06

725,13

2,07

5,94

0,24

4,09

Setembro/06

746,06

2,89

8,99

0,11

4,21

Outubro/06

737,37

-1,16

7,72

0,21

4,42

Novembro/06

765,97

3,88

7,72

11,77

4,66

Dezembro/06

761,34

-0,06

11,23

4,66

5,04

Janeiro/07

772,07

1,41

1,41

0,45

0,45

 Fontes: SINDUSCON-PA e FGV

 

Nível de Atividades: Emprego Formal

No acumulado do ano de 2006 o saldo do emprego formal (admissão-desligamentos) cresceu 16,9 em relação ao ano de 2005. Em nível setorial, algumas  setores tiveram desempenho negativo Construção Civil, Comércio, Serviços, Administração pública e Agropecuária, enquanto que outros setores tiveram crescimento positivo, Extrativa Mineral, Industria de Transformação e Serviços de Utilidade Pública.

No caso especifico da Construção Civil, a redução acentuada do saldo de emprego formal de 2005 para 2006, reflete a perda de dinamismo do mercado nos últimos meses do ano em função de uma desaceleração do ritmo de obras públicas no final do período eleitoral.

Quadro

Estado do Pará

Evolução dos saldos de Emprego Formal

No Ano de 2007 até Dezembro

 

Setores

Dezembro/06

Dezembro/05

%(A/B)

Total

20.806

17.797

16,9

Extrativa Mineral

1.846

796

164,2

Industria de Transformação

3.561

(1.032)

359,3

Serviços de U. Pública

804

16

720,0

Construção Civil

1.641

3.080

(372,10)

Comércio

7.277

7.350

(4,46)

Serviços 

6.946

7.287

 

Administração Pública

(212)

58

(170)

Agropecuária

(447)

241

(312,0)

 

 

 

 

Fonte: M T E/ CAGED

 

 

PAC: Dimensão e Impactos

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) surge como uma força importante e deve melhorar o ritmo de crescimento ao longo do ano, e em especial a partir do segundo semestre

O PAC constitui-se como uma mistura de medidas pontuais e outras mais abrangentes que poderão elevar os recursos disponíveis para investimentos em infra-estrutura.

Outras medidas importantes são as desonerações dos investimentos, sendo possivel esperar um forte impacto sobre o setor da construção.

Programa de Aceleração da Atividade Econômica: Estimativa de geração de 1.347.735 novos postos de trabalho. 690.626 correspondem as atividades de habitação e saneamento.

Objetivo: Aumentar a taxa de crescimento de investimentos da economia brasileira para crescer de forma sustentada.

O programa é uma mistura de medidas pontuais e outras mais abrangentes, que alem de elevar os recursos disponíveis em infra-estrutura, visam diminuir a carga tributária para novos investimentos e melhorar o ambiente de negócios.

Ações:

-Aumento dos recursos públicos (Orçamento Geral da União-OGU) e das estatais destinados à infra-estrutura (energia, transportes, recursos hídricos e saneamento) e habitação;

-Estimulo ao crédito e facilitação do investimento privado;

-Desoneração fiscal;

-Ajuste fiscal.

Investimentos em Infra-estrutura:

-R$503,9bilhões até 2010 em estradas, portos, energia, habitação e saneamento.

            -Composição

            Iniciativa Privada: 43%

            Estatais: 44%

            OGU e Seguridade: 13%

            -Áreas

            Social e Urbana: 34%

            Transportes: 12%

            Energia: 64%

            Investimentos em Logística

 

Setores

2007

2008-2010

Total

Por ano

Logística

13,4

44,9

58,3

14,6

   Rodovias

8,1

25,4

33,4

8,4

   Ferrovias

1,7

6,2

7,9

2,0

   Portos

0,7

2,0

2,7

0,7

   Aeroportos

0,9

2,1

3,0

0,8

   Hidrovias

0,3

0,5

0,7

0,2

   Marinha Mercante

1,8

8,8

10,6

2,6

 

Investimentos em Energia

Setores

2007

2008-2010

Total

Por ano

Energético

55,0

219,8

274,8

68,7

   Geração elétrica

11,5

54,4

65,9

16,5

   Transmissão Elétrica

  4,3

  8,2

12,5

3,1

   Petróleo e Gás Natural

35,9

143,1

179,0

44,8

   Combustíveis Renováveis

  3,3

14,1

17,4

4,4

 

Investimentos em infra-estrutura

Social e urbana

Setores

2007

2008-2010

Total

Por ano

Infra-estrutura social e urbana

43,6

127,2

170,8

42,7

  Luz para todos

  4,3

    4,4

    8,7

  2,2

  Saneamento

  8,8

  31,2

  40,0

10,0

  Habitação

27,5

 78,8

106,3

26,6

    FGTS-OGU

10,5

 31,5

  42,0

10,5

    Contrapartida

  4,6

 13,1

  17,7

  4,4

    SBPE

12,4

 34,2

 46,6

11,7

  Metrôs

  0,7

   2,4

   3,1

  0,8

  Recursos Hídricos

  2,3

 10,4

 12,7

  3,2

 

Investimento global

Setores

2007

2008-2010

Total

Por ano

Total

112,0

391,9

503,9

126,0

Logística

  13,4

  44,9

  58,3

  14,6

Energético

  55,0

219,8

274,8

  68,7

Infra-estrutura social e urbana

43,6

127,2

170,8

  42,7

 

Estimulo ao crédito e Facilitação do Investimento

 

-Aporte de R$5,2 bilhões à CEF de forma a elevar sua capacidade de empréstimos para habitação e financiamento

-Ampliação em R$6bilhões (2anos) no limite do setor público de empréstimos para habitação e saneamento

-Criação do fundo de investimento em infra-estrutura a partir de recursos do patrimônio líquido do FGTS com aporte inicial de R$5bilhões.

-Redução dos spreads dos recursos do BNDES para projetos de infra-estrutura e desenvolvimento urbano

-Regulamentação do artigo 23 da Constituição que trata das competências sobre legislação de proteção ao meio-ambiente.

-Reestruturação dos sistema de defesa da concorrência

-Outras: Agencias Reguladoras, Lei do gás, Sudam e Sudene

 

 

Desoneração Fiscal

  -Redução do prazo de recuperação dos créditos de PIS  e Cofins sobre edificações incorporadas ao ativo imobilizado (beneficio já concedido para máquinas e equipamentos) de até 25 anos para 24 meses de prazo

  -Suspensão da cobrança do PIS e Cofins na compara de insumos e serviços utilizados pela construção civil em novos projetos de infra-estrutura de longo prazo (transportes, portos, energia e saneamento básico)

  -Isenção do Imposto de Renda às aplicações feitas no fundo de investimento em infra-estrutura após cinco anos da aquisição da cota

  -Redução para zero das alíquotas do IPI, PIS, Cofins e Cide nas vendas de equipamentos de transmissão de sinais de TV digital, na aquisição de bens de capital e na transferência para aquisição de tecnologia e software

  -Isenção de IRPJ e redução a zero do IPPI, PIS, Cofins e Cide sobre vendas de vendas de semicondutores e displays bem como sobre a aquisição de bens de capital e transferências para aquisição de tecnologia e software;

 ( Programa de Incentivos ao Setor de Semicondutores)

  -isenção de PIS e Cofins de microcomputadores e notebooks de valor até R$4mil

  -Redução de 5% para zero da alíquota de IPI sobre perfis de aço

  -Outras medidas: Lei Geral da Pequenas e Microeempresas, reajuste da tabela do IR, prorrogação da cumulatividade do PIS  e do Cofins na construção, aumento do prazo do recolhimento de contribuições , Super  Receita, sistema Público Escrituração Digital, Reforma Tributária, prorrogação do sistema de contabilização da depreciação de novos investimentos.

Ajuste fiscal

  -Adoção de uma regra para reajuste do salário mínimo até 2003. A partir de 2008, o aumento levará em conta a inflação mais o PIB de dois anos antes.

  -Teto para o aumento do salário dos servidores públicos. O limite será a variação da inflação mais um teto de 1,5% de aumento real.

  -Medidas de gestão na Previdência Social com o objetivo de reduzir o déficit, entre elas, multa no caso de informação incorreta de óbitos e limitação do valor do auxilio doença.

  -Regulamentação do regime de previdência complementar dos servidores públicos. Esse regime está previsto desde a reforma da previdência desde 2003.

  -Criação de um Fórum Nacional de Previdência Social para debater o regime previdenciário com trabalhadores, governo e beneficiários.

 

Impactos do PAC

Investimentos

Necessários

Atuais*

Incremento

Renda gerada

Novos postos de trabalho**

Rodovias pavimentadas

11.706

9.858

1.848

1.857

54.364

Geração de energia

6.843

5.213

1.630

1.390

47.927

Saneamento (Rede geral)

6.036

3.185

2.851

2.447

83.335

Habitação Social

10.181

3.456

6.726

5.773

197.803

Habitação SBPE

26.243

9.486

16.757

14.384

492.823

Total

% do PIB

61.009

3,15%

31.197

1,61%

29.811

1,54%

25.589

1,32

876.751

1,09%

Nota: (*) valores de 2004; (**) em relação ao total da população em 2004 segundo a PNAD

Comparativo dos investimentos necessários e investimentos do PAC

Investimentos

Necessários

PAC

Diferença

Rodovias Pavimentadas

11,706

8.360

(3.347)

Geração de Energia

6.643

19.800

12.757

Saneamento ( Rede geral)

6.036

10.000

3,964

Habitação Social

10.181

10.500

0,319

Habitação SBPE/SFI

26.243

16.075

(10.168)

Total

61.008

64.536

3.526

(%) do PIB de 2005

3,15%

3,33%

0,18%

 

Estimativa de Impactos: Renda e Emprego

 

Investimentos

PAC

Atuais*

Incremento

Renda gerada

Novos postos de trabalhos

Rods. Pavimentadas

8.360

9.858

(1.499)

(1.286)

(44.072)

Geração de Energia

19.600

5.213

14.387

12.350

423.131

Saneamento (rede geral)

10.000

3.185

8.815

5.850

200.433

Habitação Social

10.500

3.455

7.045

6.047

207.198

Habitação SBPE/SFI

16.075

9.486

6.589

5.656

193.775

Outros

 

 

12.488

10.719

367.270

Total

(%) do PIB de 2005

64.355

3,33%

31.197

1,61%

45.825

2,37%

39.355

2,03%

1.347.735

1,67%